Gabão prefere negociação directa com as companhias petrolíferas para venda dos 42 blocos de petróleo colocados no mercado internacional

O governo do vizinho Gabão considera mais vantajosa a negociação directa com as companhias petrolíferas interessadas nos 42 blocos de petróleo que colocou no mercado, do que o processo de concurso público. O executivo de Ali Bongo, já anulou o sistema de concurso público.

Tanto para os 42 blocos colocados no mercado, como para a venda de qualquer outro recurso petrolífero existente na sua zona económica exclusiva, o Gabão vai adoptar o processo de negociação directa com as companhias petrolíferas. O processo de concurso público foi anulado.

O Executivo gabonês considera que a via de negociação directa dos blocos de petróleo, d+a mais vantagens. O país vizinho que anunciou o concurso público dos 42 blocos de petróleo para Maio passado, acabou por adiar o processo para Outubro. Depois decidiu pelo adiamento por tempo indeterminado. Agora optou pela via da adjudicação directa dos 42 blocos, após intensa campanha de promoção dos mesmos, nas principais praças internacionais. «O gabão quer negociar da melhor forma os seus interesses. Após reflexão, concluímos que é mais vantajoso negociar directamente com as companhias», disse a Agência France Presse, Guy Martial Mbeang Mba, conselheiro do ministro do petróleo do Gabão.

O conselheiro prestou tais declarações com base no discurso proferido pelo ministro do petróleo do Gabão, Julien Nkoghé Békalé, numa conferência ligada ao petróleo realizada recentemente na África do Sul.

O governo gabonês pretende iniciar as negociações directas com as companhias interessadas nos seus 42 blocos de petróleo no primeiro trimestre de 2011. Até lá o país está a preparar uma nova lei dos hidrocarbonetos, e a criação da nova empresa nacional de petróleo. Na conferência de África dos Sul, o ministro gaboN~es reuniu-se com as companhias norte americanas Chevron Texaco, Exxom Mobil e Anadarko. Também teve um frente a frente com o gigante brasileiro Petrobras.

Os 42 blocos de petróleo da zona económica exclusiva do Gabão ocupam uma água de 108 mil quilómetros quadrados. O país vizinho pretende aumentar a produção de ouro negro, e considera os blocos off-shore postos no mercado como a grande oportunidade para o conseguir.

Actualmente Gabão produz 255 mil barris de petróleo por dia.

Abel Veiga

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    Ze Maria Responder

    Ali Bongo também é outro, flor que não se cheira. Pergunte aos nossos irmãos gaboneses que foram forçados a sair do Gabão, qual a maior virtude daquele homem que parece santo.

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    Madalena Responder

    Não se ouve falar de novas variedades de cultivares, seja de tomate, couve ou cebola. Não se sabe nada relativamente a pesquisa aplicada na agricultura, só de roubo, rombo, desvio,tentativa de roubo, corrupção, mais nada.
    O quel del rei

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    mariana salvaterra Responder

    Ali bongo, devia é retirar este biloes de petrodolares que o pai acumulou
    individamente durante o seu longo reinado para um plano marchal de reconstrucao nacional,habitacoes,creches,escolas,recreacoes disportivas,etc etc em vez de negar a nao existencia estes fundos.para que se possa acreditar na sua honestidade governativa.mas agora os africano corrupos estao a pega tem que provar,pois o regulamento está apertado…

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