Mitsubishi entra na corrida para exploração do petróleo no Gabão

O embaixador do Japão acreditado no Gabão, Motoi Kato, por sinal representante diplomático do Japão também em São Tomé e Príncipe, foi quem anunciou o interesse da fabricante de automóveis, na exploração do petróleo em águas profundas e ultra profundas do Gabão.

A semelhança de São Tomé e Príncipe desde o ano passado que o vizinho Gabão, decidiu promover 42 blocos de petróleo da sua zona económica exclusiva no mercado internacional. São Tomé e Príncipe abriu concurso público para venda de 7 blocos de petróleo. O concurso terminou desde Novembro do ano passado, mas até a data presente não se conhece o valor do bónus de assinatura. Quatro empresas desconhecidas no mundo do Petróleo, manifestaram interesse pelos blocos de ouro negro da zona económica exclusiva são-tomense.

Por sua vez o vizinho Gabão, que tem vários anos de experiência na exploração do Petróleo, depois de intensa campanha de promoção dos blocos no mercado internacional, que mereceu atenção de grandes companhias mundiais como a americana Chevron Texaco, a Francesa Total, ou a Brasileira Petrobrás, decidiu nos finais de 2010, não realizar concurso público para a adjudicação dos blocos.

As autoridades gabonesas optaram pela adjudicação directa dos blocos, através de negociações com as companhias interessadas. Na altura o executivo gabonês considerou que era a melhor via, uma vez que por via a tendência actual demonstra que pela via do concurso público, o país sairia a perder.

Notícias divulgadas por várias agências internacionais de informação, indicam que cerca de 20 grandes empresas internacionais, estão a negociar com o Governo do Gabão a possibilidade de explorar os 42 blocos de petróleo em águas profundas e ultra profundas.

No passado dia 16 de Fevereiro o grupo japonês Mitsubishi, juntou-se a lista de empresas pretendentes. O interesse da empresa fabricante de automóveis, foi manifestada pelo embaixador do Japão no Gabão durante um encontro com o ministro das minas do país vizinho, Alexandre Barro Chambrier.

Segundo a imprensa gabonesa, o embaixador Motoi Kato, que se fez acompanhar pelo Director Geral da Mitsubishi, Toshimitsu Yagi, disse a saída do encontro que a proposta da Mitsubishi, se enquadra na política da empresa de diversificação das suas actividades. A empresa que fabrica automóveis, adquiriu experiência na exploração do petróleo na Malásia e no Quatar. «A Mitsubishi,tem rica experiência no domínio petrolífero, uma vez ter trabalhado na Malásia e no Quatar. A empresa conhece muito bem este dossier e é muito competente», assegurou o embaixador.

A ofensiva da fabricante de automóveis do Japão, sobre o petróleo gabonês, reflecte o interesse crescente do reino nipónico nos recursos naturais do vizinho de São Tomé e Príncipe. «Japão tem interesse em intensificar a cooperação com o Gabão, que já se desenvolve em vários sectores nomeadamente no sector das minas. O Japão enquanto importador de recursos minerais do Gabão, está perfeitamente consciente da importância da cooperação neste sector», realçou o embaixador do Japão.

A imprensa internacional, garante que uma delegação de homens de negócios da empresa Mitsubishi, deverá chegar a Libreville no mês de Março próximo, para negociar com o governo de Ali Bongo, a sua participação na exploração de parte dos 42 blocos de petróleo em águas profundas e ultra profundas.

São Tomé e Príncipe que partilha com o Gabão a mesma representação diplomática não é tida nem achada no interesse da Mitsubishi pelo petróleo do Golfo da Guiné. Aliás antes da abertura das propostas para os 7 blocos da zona económica exclusiva do arquipélago, as autoridades governamentais são-tomenses, garantiram que haviam boas propostas e de empresas com renome internacional.

Certo é que após a conclusão do concurso público, foram anunciados nomes de 4 empresas desconhecidas como únicas interessadas nos 7 blocos da zona económica exclusiva de São Tomé e Príncipe.

O resultado do primeiro leilão de petróleo da zona económica exclusiva são-tomense, parece ser tão desastroso, que três meses passados sobre o encerramento do leilão, ainda não foi divulgado o valor do bónus de assinatura.

Abel Veiga

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    Franz K Responder

    Ok! Thanks for the info!

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