Leilão de 7 blocos de petróleo termina com apenas uma adjudicação

Oranto Petroleum, empresa nigeriana que apresentou propostas para os blocos 3 e 6 no primeiro leilão de petróleo da zona económica exclusiva são-tomense, é a única empresa com qual o governo vai negociar a partilha de produção, e apenas do bloco 3.

O primeiro leilão de petróleo da Zona Económica Exclusiva São-tomense, está a deixar as autoridades governamentais tão envergonhadas, que ninguém ousou vir ao público anunciar o resultado do leilão, como havia prometido o Ministro dos Recursos Naturais, Carlos Vila Nova(na foto).

Após prolongado silêncio, sobre o concurso público de 7 blocos de petróleo colocados no mercado internacional desde Março de 2010, leilão que foi encerrado, em Novembro do mesmo ano, a Agência Nacional de Petróleo, divulgou um comunicado seco, onde apenas anuncia a adjudicação do bloco 3 para a companhia nigeriana Oranto Petroleum.

Para além da Oranto Petroleum, 3 outras companhias apresentaram propostas para os 7 blocos leiloados. O comunicado da Agência Nacional de Petróleo, não explica as razões que motivaram a eliminação das outras 3 companhias, nomeadamente a empresa são-tomense OG engineeriung, que manifestou interesse para os blocos 1,2 e 3, a Afex Global de capital inglês que pretendeu ficar com o bloco 2, e a nigeriana Ouvert Energy interessada nos blocos 3 e 6.

O valor do bónus de assinatura do bloco 3 entregue a companhia nigeriana Oranto Petroleum, também não é referenciado no comunicado. Aliás o bónus de assinatura do primeiro leilão de petróleo da zona económica exclusiva são-tomense, esteve e continua a estar no segredo dos deuses.

Em 7 blocos leiloados apenas 1 foi adjudicado. No entanto fonte da Agência Nacional de Petróleo, garantiu ao Téla Nón que a Oranto deverá pagar «cerca de 2 milhões de dólares», como bónus de assinatura pelo bloco 3. Valor proposto pela companhia nigeriana no leilão.

A fonte da Agência Nacional de Petróleo, explicou ainda que o bónus de assinatura não foi o item mais importante na avaliação das propostas. «O mais importante é o trabalho técnico o bónus não é o item importante. O que nos interessa é que a empresa tenha capacidade de operar no bloco. A Oranto garante trazer um parceiro capaz de perfurar os blocos e operacionalizar a nossa zona económica exclusiva, isso é que é importante», afirmou a fonte que pediu anonimato.

A companhia nigeriana, opera em 15 blocos localizados no golfo da Guiné. Experiência técnica que conquistou a confiança do Governo são-tomense, e que foi decisiva na atribuição do bloco 3. A Oranto Petroleum, está a explorar blocos na Costa do Marfim, na Guiné Equatorial, e na Nigéria, acrescentou a fonte do Téla Nón.

Para provar que o bónus de assinatura não é um factor importante neste processo, a fonte do Téla Nón deu o exemplo do bloco 1 da zona de exploração conjunta com a Nigéria, em que a companhia Chevron Texaco pagou 123 milhões de dólares pelo bloco, e não moveu uma palha no sentido da sua exploração. O que São Tomé e Príncipe pretende é ter operações petrolíferas na sua zona económica exclusiva. Uma forma segundo a fonte do Téla Nón, de colocar a «nossa zona no centro das atenções do mundo do petróleo», concluiu.

Abel Veiga

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    Ovumabissu Responder

    Povo de STP, o melhor que temos a fazer é esquecermos essa estória de petróleo. Isso não nos vai levar a lado nenhum.

    Vamos antes concentrar energias em coisas sérias e, com jeito, aproveitar em nosso favor, oportunidades de negócio com outros produtores na região.

    Tenho muito respeito e simpatia pelo Carlos Vilanova, mas temos que ser coerentes. Se o bónus de assinatura não é o mais importante, então o recurso a concurso público é uma perda de tempo, uma farsa.

    Se o importante é a capacidade técnica para desenvolver os blocos, então era preferível um modelo, como em tempos foi sugerido e que achei que seria o melhor (seja em termos económicos, seja político-diplomáticos) que passava por uma parceria TRANSPARENTE envolvendo o Estado de STP, a Sonangol (Angola), a Petrobrás (Brasil) e a Galp (Portugal) para o desenvolvimento da exploração petrolífera no nosso país.

    Na indústria petrolífera um bloco leiloado por USD 2 milhões só pode ser de muito baixa prospectividade ou está em saldo.

    Por muito rica que uma empresa seja, se ela pagou USD 123 milhões por um bloco e não mexeu uma palha para desenvolvê-lo é porque alguma coisa se passa. Não pode ser vontade de perder dinheiro.

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      Celsio Junqueira Responder

      Meu Caro,

      O seu primeiro paragrafo resume muito do que tenho pensado nos ultimos anos sobre STP.

      Estaremos a perder tempo (que é precioso) com o dossier Petroleo?

      Acho que este dossier tem desviado as atenções e concentrações em sectores como por exemplo a Agricultura e o Turismo.

      Se calhar, o dossier Petroleo desde que entrou para a agenda politica e governativa perturbou mais do que ajudou, portanto, o saldo global pode ser negativo.

      Abraços

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      Pumbu Responder

      Muito bem dito, caro Ovumabisso.
      Em vez de estarmos todos a sonhar com petroleo que nunca mais sera bem do povo (se nao fonte de enriquecimento de alguns canalhas e corruptos)nos temos que ser mais pragmaticos, temos que aprender a disfrutar da terra fertil que temos do nosso clima favoravel a pratica agricola, temos que desenvolver a pesca tambem para exportacao. So assim eh que comecaremos a ser auto suficientes … Temos que comecar a gostar de trabalhar e esquecer do mito de que petroleo vai nos dar vida facil.

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    Virtual Responder

    Se realmente não estão a olhar só para a cor do dinheiro proposto para o bónus, acredito que já estamos no bom caminho!

    Mas, melhor transparência nesse processo todo solicita-se!

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      jaka doxi Responder

      Economistas atacam.

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    Buter teatro esquecido Responder

    A falta de transparência no negócio do petróleo do nosso País vai complicar ainda mais a produção e exploração de nosso petróleo.
    Justificação apresentada como motivo para pedir pouco dinheiro a empresas que ganham blocos de petróleo só prejudica o País e favorece os Governantes.

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      jaka doxi Responder

      Leilão feito a pensar nas Presidênciais.

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    Carlos Ceita Responder

    Cada vez mais dou razão a Dr Teotónio Torres.
    A descoberta do petróleo em São tome e príncipe teve inicio em 1997 se não me escapa a memória. E já lá vão 14 anos de uma negociação sem fim. Seria bom que os governantes deste país de uma vez por toda falassem a verdade ao povo. Temos de apostar noutros sectores de actividade (agricultura e pescas e turismo) para gerar riqueza. É verdade. Mas perdua-me meu caro Ovumabissu os saotomenses não podem esquecer do petróleo porque é sua propriedade não é seguramente apenas daqueles que estão temporariamente no poder. Temos de exigir o esclarecimento cabal deste negócio de petróleo custe o que custar dure tempo que durar. É o dever que temos para com os nossos filhos e netos.
    Abraços

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      Alcídio Pereira Responder

      Carlos Ceita,

      Ainda não se descobriu petróleo em STP. Há apenas pesquisas.

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      Revoltado Responder

      A questao e que estamos a esquecer que sempre fomos um pais que viveu e vivi de apoios,a chamada cooperacao internacional, so temos sabido esticar as maos para pedir e receber…tudo o que e potencial economico entregue por Deus nao estamos a ser capazes de o multiplicar nem mesmo de explorar..o peixe no mercado tem o preco que se conhece, o TOMATE bem pior, mediocre distribuicao da agua, impasse infinito na EXPLORACAO, EXPLORACAO!, do nosso petroleo, alunos recem formados em CUBA, BRASIL, PORTUGAL, NIGERIA, INGLATERRA..CONHECIMENTOS DE SOBRA em varias areas, totalmente desaproveitados, o pior e quando foram gastos milhoes de dolares no povo nessas formacoes e nada que se veja. Eu admiro a mediucridade da mente politica Africana e n so, MUITO PARTICULARMENTE DOS NOSSOS POLITICOS, OU ALGUNS!,se posso dizer alguns. Fartam-se de viajar, contactam-se com sistemas politicos, economicos e sociais exemplares e so pensam em si, TRABaLHEM por este povo que sofre, alguem ja experimentou passar um dia que seja em Sta. Catarina…experimentem!, grande mistura de sentimentos tristes, faz chorar!
      Uma coisa cabe a nos, lutarmos incansavelmente pela justa divisao das requzas e investimentos serios em projecto s com futuro. O mundo como esta, rapidamente deixaremos de receber as ditas ajudas externas,ou serao com tanta frequencia e importancia, alguem ja pensou no futuro dos seus filhos?
      Custa assim tanto darmos passos para exploracao dos nossos recursos sejam eles quais forem?

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    Linilove Responder

    Os mais prejudicado e o povo sofredo;;;Que raio de Pais com tanto petrolio, e ja em exploraçao ja a decadas e decadas mas sepre com mizerias e deficuldades:;;;;;;;So com jesus cristo

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    victor costa Responder

    Uma empresa que ganha um concurso, tendo pago imenso, e não desenvolve o projecto é porque lhe deram margens para o fazer.
    Nos concursos as regras devem ficar bem estipuladas e quem ganha o concurso normalmente tem um determinado tempo para iniciar e concluir o projecto sob de perder direito sobre aquilo que pagou.
    Não se pode permitir que alguém ou grupo, financeiramente poderoso, pague, com o objectivo estratégico de impedir que os outros avancem com as coisas prejudicando um pais inteiro.

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    BARÃO DE ÁGUA IZÉ Responder

    Esta situação demonstra a fragilidade da politica externa de STP e da sua estratégia económica.
    Escolha de parceiros errados; negociaçiações dúbias; postura fraca face à Nigéria, fazem do projecto Petroleo uma quase miragem e que poderá não beneficiar o povo de STP.

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    BARÃO DE ÁGUA IZÉ Responder

    No tempo colonial, principio anos sessenta, já tinham sido identificadas jazidas de petroleo, só que estas estando em linha com Cabinda e com receio a sua exploração baixasse a produção de Cabinda o Governo Português decidiu não explorar.
    Agora também parece haver interesse para nada ou muito pouco ser feito. A exploração poderia fazer baixar a produção diária em Cabinda e Nigéria, seguindo-se também a beixa de preço de cada barril.
    Será que há politicos que recebem comissões para arrefecer o assunto, para a não exploração?
    Se o acordo com a Nigéria prejudica STP, por que é que não é renegociado ou rompido? Haja coragem e clarividência dos politicos honestos e procurar saídas/soluções para este dossier.

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    A Verdade Responder

    No tempo colonial, principio anos sessenta, já tinham sido identificadas jazidas de petroleo, só que estas estando em linha com Cabinda e com receio a sua exploração baixasse a produção de Cabinda o Governo Português decidiu não explorar.
    Agora também parece haver interesse para nada ou muito pouco ser feito. A exploração poderia fazer baixar a produção diária em Cabinda e Nigéria, seguindo-se também a beixa de preço de cada barril.

    Se o acordo com a Nigéria prejudica STP, por que é que não é renegociado ou rompido? Haja coragem e clarividência dos politicos honestos e procurar saídas/soluções para este dossier.

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    A Verdade Responder

    Esta situação demonstra a fragilidade da politica externa de STP e da sua estratégia económica.
    Escolha de parceiros errados; negociações dúbias; postura fraca face à Nigéria, fazem do projecto Petroleo uma quase miragem e que poderá não beneficiar o povo de STP.

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    Alcídio Pereira Responder

    Volto a esclarecer, STP ainda não extraiu, para fins comerciais, uma gota de petróleo. Continuamos ainda na fase de adjudicação de blocos (ZEE) e de prospecção/pesquisa (JDZ).

    As receitas arrecadadas até agora foram apenas de bónus de assinatura para adjudicação de blocos na JDZ (exploração conjunta com a Nigéria).

    O negócio dos 30.000 barris não tem (directamente) que ver com exploração do nosso suposto petróleo. É petróleo da Nigéria que nos “vende” a um preço ligeiramente mais baixo que o do mercado para depois revendermos e ganhar uma pena margem (cêntimos de dólar por cada barril).

    É nesse negócio dos 30.000 barris que há gente a comer à conta e o que sobra (quando sobra) para os cofres do Estado é uma ninharia.

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    Mimi Responder

    Eu simplesmente nao entendo que imprtancia tem o petroleo para sao tome e principe. Nao nos basta a experienceia dos mais de dez anos a falar disto e nada de concreto? O que nos fara crer que agora vai ser diferente? O mundo do petroleo e um mundo de aldrabices e interesses dos detentores do poder. e uma questao de enriquecimento e mais nada. Uma oportunidade para convencer quem se quiser deixar convencer que a vida vai mudar. Nao e nada mais do que adiar o futuro…

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    Mangulú Responder

    No meu ponto de vista este dossier Petróleo está a dar prejuízo ao pais. Temos uma equipa destacada na Nigéria que não faz nenhum,apenas estão lá a fazer figura. O nosso Governo tem que esquecer que existe petróleo em STP e desenvolver a nossa agricultura,o turismo,a pesca e na prestação de serviço,para suportar a nossa economia. Com esta lentidão toda nem daqui a vinte anos STP irá explorar este precioso liquido que todos correm atrás . O dossier Petróleo está a enriquecer a classe Política deste país.

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    Engenheiro( LISBOA) Responder

    Tudo que li,parece ser verdade. Mas uma coisa vos digo meus amigos e irmãos:

    _ Nós não podemos esquecer do tal dossier e leilões que se fala por aí.
    Há muita gente a se enriquecer indevidamente com esse negócio de petróleo e não se está aplicar devidamente os recursos recebidos. Só admistração que está na Nigéria e S.Tomé levam tudo disso. Isto é um crime!!!

    Eu sou santomense, nascido em Sao.Tomé, filho de país santomenses, eu quero a minha parte e todos os santomenses devem exigir a sua parte que o compete por direito.

    Eu espero que o Pinto da Costa tenha um papel crucial nessa brincadeira de exploração petrolífera, se não, em SÃO. TOMÉ E PRÍNCIPE um dia vai acontecer COISA INÉDITA.
    UNS a enriquecerem e ESTUDANTES A PASSAREM FOME NO ESTRANGEIRO, internamente as pessoas a passArem mal; o rosto da maioria de santomenses a transparecer fome e miséria e desespero e desorientação???

    CHEGA DE FARSA O PAÍS É DE TODOS!!!

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