Economia

Introdução ao Raciocínio Económico Básico I. Os exemplos de São Tomé e Príncipe

 

Não sou bom a matemática, muito menos a econometria. Se me pedirem para elaborar gráficos sobre a evolução da economia são-tomense para os próximos quinze anos, meterei os pés pelas mãos. Se me perguntarem em que medida a deflação empobrece a actividade económica, direi apenas aldrabices. Também não sei criar modelos económicos.

O que me interessa verdadeiramente é estudar os factos, os enigmas e as decisões do dia-a-dia económico-social e cultural. Perceber economia é rigorosamente perceber como é que as coisas acontecem na realidade. O resto é associar conceitos.

As ferramentas da economia são excelentes para descobrirmos respostas, mas sem grandes teoremas. Basta fazer perguntas. Sim, perguntas simples, aparentemente sem grande interesse para o público em geral. Porquê que o Parque Obô não atrai turistas? São Tomé e Príncipe tem o melhor cacau do mundo, e o melhor chocolate provém da Suíça? O nosso Arquipélago tem um excelente clima, para além de invejáveis segurança e paz que se fazem sentir, e Cabo Verde, donde se ouvem regularmente notícias de homicídio, recebe mais visitas?

Anualmente saem centenas de jovens para estudar e denota-se, todavia, um aumento de analfabetos funcionais na sociedade? Porquê que Taiwan continua a dar dinheiro ao Estado são-tomense quando se sabe que a sua aplicação rigorosa, transparente e legal é francamente baixa? Porquê que não se ensina Informática logo no ensino primário em São Tomé e Príncipe? Como é que os quadros recém-formados estão hoje a trabalhar se a “verdade” que se passou foi de vertiginosa falta de emprego? São pequenas histórias que explicam como é que se consegue aquilo que efectivamente se quer. E a economia ajuda nesse sentido. É simples: basta realizar um raciocínio lógico com as ferramentas desta ciência.

Ao longo deste artigo, brincaremos com certas ferramentas aplicadas a um raciocínio económico para mostrarmos a seriedade dos desastres que causamos com as nossas decisões. Não se trata de um desafio aos economistas veteranos, nem de uma lição aos decisores. Eu e os economistas veteranos sabemos exactamente como sobrevive um habitante de São João dos Angolares com menos de 1 dólar diário. Talvez a diferença entre eu e os veteranos é que tenho curiosidade é perceber como é que a sobrevivência deste indivíduo me ensina lições para aplicar aos megas programas económicos nacionais.

As pessoas têm necessidades e precisam naturalmente de as satisfazer, mas os recursos, os bens e os meios são escassos relativamente à dimensão das necessidades. Este é resumidamente o dilema da economia. Então, cada cidadão e o Estado devem pensar que tudo quanto fizerem representa uma escolha; uma escolha entre construir uma Doca de Peixe ou um Edifício de Congressos Internacionais; uma escolha entre transformar o Fernão Dias num ponto de atracão turístico ou erguer aí um Porto de águas profundas ou…entre produzir polpa de tomate ou importa-la de Portugal ou de um outro destino qualquer. Isto parece claro, não é? Pois, fica apenas pelo parecer porque, na verdade, uma das grandes debilidades das políticas económicas de São Tomé e Príncipe está na decisão, na escolha. Se me pedissem para efectuar essas três escolhas, eu responderia: escolho o preço e a eficiência.

Falta uma. Eu diria: mais preço. Se adicionar os custos que o Estado tiver a construir e que terá a manter a Doca ao valor que os consumidores darão à obra perceberei facilmente se a minha escolha trará dinheiro, sim, muito dinheiro.

Se dentre as alternativas, a localidade de Fernão Dias implicar menos custos e mais benefícios para a construção do Porto, então terei de construi-lo exactamente nessa localidade. Poderei ter o Porto numa outra zona, mas não terei o máximo rendimento. Não basta satisfazer a necessidade dessa importante infra-estrutura. Outro exemplo: não basta ter uma universidade em quaisquer condições para satisfazer a necessidade de quadros qualificados, é antes preciso perceber-se se os custos com indivíduos mal formados não serão elevados para o país. Se forem, convirá executar um programa lógico e controlado de envio de alunos para o exterior. O senso comum diria que está ultima opção está errada. Porquê? Porque não ponderou os custos de má formação.

Terá sido economicamente racional a decisão de construção de mais um Liceu, pois, reduzem-se os custos na operacionalização e manutenção do primeiro (o chamado Liceu Nacional) e os benefícios são de crianças e jovens com melhores condições de ensino. O abastecimento do parque automóvel do Estado com carros todos de gama é um perfeito disparate do ponto de vista da racionalidade económica. Andar em jeeps da última geração ou num modelo mais modesto não traz rigorosamente nenhum benefício para duas ilhas que não produzem nada e, por isso, vivem de solidariedade internacional, para além de acarretar elevados custos.

É mais racional atribuir-se subsídio de transporte e habitação aos deputados da Região Autónoma do Príncipe do que aos de São Tomé. O senso comum diria que se trata de uma inaceitável injustiça e os próprios deputados desta ilha queixar-se-iam de discriminação, e até diriam que a decisão é inconstitucional. Estando a sede do Parlamento no centro da capital, com fácil acesso, não se ganha nada com a atribuição do referido subsídio. Quer o senso comum quer os deputados não ponderariam os custos e benefícios antes de contestar a decisão.

É curioso como os norte-americanos e os nórdicos da Europa pensam que também enfrentam uma permanente escassez. São ricos mas acreditam que os seus recursos são limitados. E o mais curioso é que os pobres tendem a esbanjar, pensam que têm ilimitados bens e recursos. Os pobres não são menos inteligentes que os ricos. A simples diferença é que, estranhamente, estes ponderam a utilidade de cada euro ou dólar que gastam. O senso comum são-tomense diria que “xê, esses ricos são cains, mãos de vaca”. O senso comum precisa de aplicar o tão básico raciocínio económico da utilidade ponderada.

Porquê que as pessoas continuam a colocar os lixos no chão quando têm caixotes da Câmara acessivelmente? Porquê que a obrigação de uso de capacete pode influenciar o aumento do número de acidentes de viação em São Tomé e Príncipe? Na próxima “Introdução” falaremos de incentivos. Sim, de como é que os são-tomenses podem brincar com incentivos e criar riquezas sérias.

Ludmilo Tiny

Setembro/2011

    34 comentários

34 comentários

  1. kua li tassondu

    14 de Setembro de 2011 as 15:06

    Gostei do seu artigo caro Ludmilo Tiny! realmente na nossa terra confundem se vontades e prioridades,o resultado e que nos mesmo, digo os mais desfavorecidos pagam com juros e capitais!!!!!!!

  2. Amo STP

    14 de Setembro de 2011 as 15:12

    A isto e que se chama filosofia da Economia!!
    Muito engracado o teu artigo, faz pensar e bem!
    Obrigada por partilhar conosco!
    Saudacoes Saotomenses.

  3. MiguelAngelo

    14 de Setembro de 2011 as 15:35

    Prezado Ludmilo Tiny, Parabéns pelo texto rico em informações lógicas.
    As vezes os homens complicam a vida pelo facto de suas escolhas não serem baseadas em uma reflexão lógica. Nós santomenses, sobretudo a classe política, temos que aprender a trabalhar esse quesito e assim desenvolver a capacidade que todos temos de pensar e associar ideias. Em muitos comentários colocados pelos meus camaradas no Tela Non, eu pude compreender a riqueza de ideias que muita gente tem a colaborar para o desenvolvimento econômico e social da nossa querida ilha.
    Muito bom mesmo, a riqueza do texto e a forma como foram colocadas cada sentença ao meu ver foi excelente. Recomendo a todos a leitura do mesmo!

  4. Cabral

    14 de Setembro de 2011 as 17:14

    Obrigado;
    Pelo Artigo.

  5. Cabral

    14 de Setembro de 2011 as 17:18

    Quando se trata de um artigo educativo. poucos são os comentários dos nossos camaradas.Ao inves de andarem por aqui a fazer comentários sem cabimentos, passem a comentar artigos do genero, que assim chegaremos longe. Precisamos incentivar os nossos jovens quadros a publicarem artigos.

  6. Carlos Ceita

    14 de Setembro de 2011 as 17:45

    Meu caro amigo Ludmilo Tiny além das perguntas que colocaste e muito bem sobre o básico da economia. Ocorre-me e aos saotomenses em geral colocar as seguintes questões sendo que estou convicto de que parte das minhas questões serão suscitadas por ti na próxima introdução. Ai vão elas:
    Será que os que detêm poder na nossa terra estão mesmo interessados no desenvolvimento do país?Ou tem vontade política para tomar as decisões com coragem para alterar o actual estado de coisas?
    Será que os que criticam e apresentam soluções como é o seu caso e muitos de nós (incluindo eu) que comentamos aqui no fórum quando chegarmos lá faremos o melhor?
    Outras perguntas
    Porque é que os políticos não fazem a declaração dos seus rendimentos antes de exercer funções públicas?
    Porque que é que existe um grande enigma sobre o petróleo santomense e sobre os quais pouca informação é publica?
    Porque razão não são revistos os contratos de pesca com a União Europeia lesisvos para o interesse do país?
    Porque é que São Tome e Príncipe não dispõe de uma frota de barcos de pesca para exportar o nosso pescado.
    Porque é que continuamos a importar bens (sobretudo alimentares) que poderiam ser produzidos localmente?
    Porque que um pais rodeado de mares importamos o sal para o consumo interno?
    Porque é que João Nabeiro (Delta Café) não investe no café saotomenses considerado em tempos o melhor senão o melhor do mundo.
    Onde é que anda o plano do desenvolvimento nacional requerido pela cooperação Taiwanesa? O que é feito deste plano?
    São muitas questões meu amigo e prepara-te que muito intervinientes neste fórum vão colocar outras.
    Infelizmente cada um esta a tratar da sua vida e o povo que se lixe. E os outros que ainda não chegaram lá mas quando chegarem farão exactamente o mesmo Esta é a triste realidade que nos persegue a anos.
    É uma questão de mentalidade muito característica dos santomenses. o pessimismo o botabaixismo a inveja e muito mais.
    Enquanto não formos capazes de responder a estas questões toda as análises macro ou microeconómicas não tem qualquer efeito prático.
    Abraços

  7. Francisco Ambrósio

    14 de Setembro de 2011 as 18:03

    Antes de tudo saúdo pela trabalho
    Permita que lhe diga umas palavras: O homem São- tomense, sobretudo os políticos têm a consciência da real situação do País, a questão é que, não se preocupam. Não existe no País sector que pune severamente os infractores; os fazedores da justiça são militantes activos deste ou daquele partido. Mudam do mesmo com a valência equiparada ao partido que deixara. A intenção da localização do porto de águas profundas peca pela localização; serviu apenas para fazer aquilo que somos especialistas “ destruir a bela paisagem que temos”, invejado pelos que visitam as Ilhas. Os são-tomenses partilharam e partilham assento nas Universidades com cidadãos de diferentes nações, em certos casos com a melhor prestação do que os seu colegas. Porquê que há dificuldade na aplicação?

  8. HLN

    14 de Setembro de 2011 as 19:26

    Excelente artigo para os decisores do país reflectirem, e mostrarem se entendem mesmo disto.

    Sempre em frente Ldmilo

  9. lino

    14 de Setembro de 2011 as 21:57

    Meu caro,
    A sua exposição é de uma lucidez bastante considerável.
    O bicho “homem” muitas vezes, complica as suas escolhas, nos momentos de decisão.
    E em s.tomé os nossos politicos são férteis nisso.
    A ver se este artigo de algum modo ilucida-os.
    Obrigado por brindar-nos com esta excelente reflexâo.

  10. Martelo da justiça

    14 de Setembro de 2011 as 22:16

    Artigos desses precisa-se.
    Uma das componentes que não entrou nesta analise, é a corrupção.Os projectos não são decididos em função das necessidades do desenvolvimento do Pais, mas sim, em função de interesses pessoais e de grupos que detém o poder.Basta ver o custo e a qualidade das obras públicas realizadas em São Tomé e Principe.

  11. Paracetamol 500mg

    14 de Setembro de 2011 as 23:49

    Bom artigo.
    Mas já comentaste isto com o teu tio carlos tiny? É bom que ele leia também este artigo para aprender.

  12. Helmer Neves

    15 de Setembro de 2011 as 4:26

    Parabéns Milo Tiny! Geralmente, eu leio todos os teus textos porque tu não escreves, tu conversas com o autor e tens a manha de prender as pessoas ao desenrolar da leitura. E o fazes de uma forma que vai-se lendo e guardando o que dizes e basta uma leitura para compreender as tuas ideias, sempre bem fundamentadas. Realmente, STP tem gente criativa, gente com capacidade de transmitir mensagens, com capacidade de convencer….temos muito a ganhar com mentes com a sua e espero que o teu valor seja reconhecido no país e no mundo, porque ñ?!
    Abraços!

  13. Filipe Samba

    15 de Setembro de 2011 as 5:02

    É dificil eliminar pela lógica uma ideia que não foi estabelecida pela lógica.
    Se desejarmos ser tratados com delicadeza e paciencia, precisamos cultivar boas qualidades dentro de nós.
    Para que não ofendamos aqueles de quem depende a nossa felicidade.
    Nós somos o que fazemos
    Compreender por que fazemos as coisas é uma condição necessaria para a mudança.

  14. Mê Paciência

    15 de Setembro de 2011 as 8:17

    Parabéns Tiny, com estes pequenos exemplos apresentados, seria bom que a classe dirigente e ditos burgueses de São Tomé e Principe fizessem deste texto uma lição diaria. Esbajam e se perguntarmos de onde vem esse dinheiro aí é que o caso complica.

  15. Malébobo

    15 de Setembro de 2011 as 8:42

    Caro:Ludmilo Tiny, depois de ter lido o teu texto no meu ponto de vista é excelente mas, ditos os srs politicos não estão interessados em ver a nossa terra a desenvolver por mais conhecimentos que tiverem

  16. Henry

    15 de Setembro de 2011 as 9:23

    Muito bom puto Tiny, não fique por aqui, continue a emitir artigos como estes, faça uma carta ao governantes de humildes país, e esperam que alguns deles leia e aplique os incentivos ai especificado, não só os dirigentes como também cada um de nós.

  17. Ovumabissu

    15 de Setembro de 2011 as 11:11

    Ludmilo,

    Boas perguntas que merecem outras boas respostas, mas que não tenho para dar.

    Infelizmente decidir (bem ou mal) não é uma ciência. Diria que é mais uma arte.

    Tudo seria mais fácil se os recursos escassos fossem para satisfazer necessidades limitadas. O problema é que as necessidades são ilimitadas e os (malditos) recursos são sempre limitados. Tudo seria bem mais fácil se todos gostássemos do mesmo.

    Mais, uma decisão aparentemente boa, acertada, tomada hoje pode vir a revelar-se catastrófica passado algum tempo.

    Outra achega, uma decisão economicamente acertada pode revelar-se politicamente desajustada e vice-versa.

    Será que na recolha e preparação da informação tomamos em conta todas as variáveis relevantes? Será que algumas variáveis que tomamos hoje como pouco relevantes não serão relevantes amanhã?

  18. Assuncao

    15 de Setembro de 2011 as 12:35

    Nota 10 pelo artigo.Os nossos representantes todos deveriam passear por aki e ler coisas interessantes e ver se os ativam a memoria. Sim, porque nao acredito, pelo menos para akeles ke estudaram qualquer coisa, continuarem a errar permanentemente, ou nao aprenderam nada na formacao, ou ‘e pura falta de responsabilidade sem serem responsabilizados. E para os que nao aprenderam, ‘e simples, nao podem estar em sitios onde estao, os maus tem de ser afastados, e ponto final.
    Com cumprimentos.
    Com cumprimentos

  19. Élcio Tiny

    15 de Setembro de 2011 as 12:42

    Muito bem, Milo.

    Na próxima “Introdução”, estarei atento as novas Teorias bem fundamentada para quem Estuda Economia.

    Na próxima “Introdução”, espero também ler as suas ideias para as soluções, para a implementação, destas lindas ideias Teóricas.

    Muito bem.

    STP, está a espera.

    Élcio Tiny.

  20. Nikilay Monteiro

    15 de Setembro de 2011 as 13:29

    Caros Compatriotas,antes os meus cumprimentos.Quanto a esse artigo,devo dizer o seguinte:STP,está em situação que se encontra,por causa da nossa ignorancia e má fé,não porque não temos recursos,não porque a inexistencia do capital humano,porque se formos ver temos recursos e temos homens.Abraços

  21. Paz

    15 de Setembro de 2011 as 13:40

    Nem todos os ricos sabem a utilidade dos euros ou dolares que gastam.Primeiro é preciso saber de onde provém a riqueza.Em termos de perguntas já era mais interessante alguns jornalistas questionaram os nossos dirigentes em debate publico e obter opinioes de varios especialistas .Tu so não fazes uma boa escolha quando não tens a melhor informação possivel, quem neste país anda a fazer estudos sobre avaliações de projectos ? e mesmo que sejam feitos alguns estudos , havera uma decisão racional economica ou politica?

  22. Horácio Will

    15 de Setembro de 2011 as 13:43

    Não pude ficar indiferente perante este artigo.
    Por mais volta que façamos, vamos descobrir que a nossa força ou fraqueza dependerá da nossa consciência. Quer tenhamos muito ou poucos recursos materiais e humanos, viveremos bem ou mal conforme a gestão criteriosa desses recursos. É a partir daqui que teremos que repensar na ÉTICA.
    Se formos dizendo que é pena determinadas pessoas não lerem este artigo, estaremos a ser ingratos para com o autor. Devemos assimilar, transmitir e fomentar o espírito de mudança naquilo que é nosso.
    Não esperemos. VAMOS!
    Antes que me esqueça: MUITO OBRIGADO, Ludomilo Tiny.

  23. luis

    15 de Setembro de 2011 as 14:30

    …Do tão simples fala-se tão bem… do tão simples chega-se aos porquês, mas á uma frase que gosto muito de me lembrar… HÁ OS QUE FAZEM , HÁ OS QUE QUEREM FAZER e HÁ AQUELES QUE FAZEM O QUE APARECE….nada mais, que esse teu artigo sirva de reflexão PARA QUEM FAZ, pois aqueles que fazem o que aparece são as centenas de milhar… Forte abraço

  24. Malébobo

    15 de Setembro de 2011 as 15:14

    Caro:Ludmilo Tiny, embora existe Associação dos Economista aqui em STP, mas os associados desta Associação nunca provaram que de facto podem apresentar soluções crediveis a este pais no contexto de desenvolvimento, o que constante discutem são problemas pessoais, procurando tacho na Agencia de petroleo a qualquer custo e criticando algo não interessa o coitado do povo

  25. Fonseca

    15 de Setembro de 2011 as 15:21

    Vejo que o autor do texto tem conhecimentos básicos de economia. Deixa-me dizer-lhe, que é tudo certo a mensagem. E é exactamente o que se passa nas cadeiras de economia ou melhor ciências económicas. Mas convém não se esquecer que apenas conhecimento de econmia não basta! Senão vejamos, o actual presidente da república é um economista, depois de 15 anos no poder, qual o alcance do país em termos económicos e social? O país já teve uma primeira ministra economista. O que é que deu? Agora temos um economista primeiro ministro e um presidente também. Qual a consequência disto para o país? Qual a situação do país hoje? Então qual o verdadeiro problema do país? É mesmo das questões académicas?

  26. keblancana

    15 de Setembro de 2011 as 21:44

    Meu caro Ludmilo! Realmente para entendedores da matéria, o seu texto é muito básico. De qualquer forma, tem a sua utilidade.
    Na minha curta passagem por STP, pude constatar que a maioria da população sabe que 2 + 2 = 4. A partir daí muitos responsáveis acham k economistas são dispensáveis. Aliás existe uma grande confusão entre Economistas, contabilistas e Gestores. Por isso meu amigo, se tiveres a paciência de esclarecer esta gente, através destes textos basicos, é louvável.
    Bom trabalho.

  27. Ludmilo Aguiar

    16 de Setembro de 2011 as 8:55

    Meu carro Ludmilo, é ingraça que as perguntas logicas e ideias para criar novos sectores produtivos para o País realmente deve ser tomado em conta.
    Espero que o colegas que estão formar em diferentes áreas dentro e fora do País tomem como ponto de partida este texto para refletir sobre desemvolvimento economico sustentavel das ilhas de São Tomé, não vou alongar, apenas vou resumir que neste País tem recursos naturais e outros para atingir um desevolvimento que todos almejamos.
    Mas é necessarios aplicar conhecimentos, e deixar de bláblá que não leva a lado nenhum, e agradeço a oportunidade, e abraços a todos os Santomenses primos. afinal é o que somos.

  28. Ludmilo Aguiar

    16 de Setembro de 2011 as 8:58

    Queria dizer é ingraçado.

  29. Mariazinha

    17 de Setembro de 2011 as 0:05

    meus compatriotas textos como estes são bem vistos e muito teórico mas o mais dificil e fazer entender e encarar os nossos dirigentes a materializar e por em pratica os principios eticos e morais para o desenvolvimento de Pais com 36 anos de vida de straso de mentalidade

  30. Hidilger d'Almeida

    17 de Setembro de 2011 as 12:17

    Muito Bom Ludmilo, artigos como estes são sempre de louvar. Temos aqui informações importantes que nos dão conta do que devia constituir as prioridades do país e das andanças da Sociedade.

    • Ludmilo Aguiar

      19 de Setembro de 2011 as 13:13

      Olha eu lamento que este artigo n faça parte do intrumento de trabalho do governo e da assembleia, digo deputados.
      Isto porque o País esta ser pago em todos os orçamentos aprovados afim de não produzirem entretanto a pouco a fazer. os países estrangeiros subsidiam os dirigentes para não libertarem da dependencia economica. Lamento.

  31. Carlos Ceita

    20 de Setembro de 2011 as 12:54

    Caros voltei aqui somente para dizer que na sequência do que foi dito pelos intervenientes e pelo próprio autor do texto/artigo de opinião sobre o básico da economia convido-vos a todos inclusive a todos os homens e mulheres políticos saotomenses a visualizar o no youtube a opinião/entrevista da economista brasileira Maria da Conceição Tavares. Muito interessante e rigorosamente a não perder. Abraços

  32. Abilio Neto

    22 de Setembro de 2011 as 15:47

    Caro,

    Muito bem, outra vez.

    Espero pelo próximo “Introdução”, aguardo que, depois de teres simplicado os critérios para boa decisão, faças o mesmo relativamente a gestão, outro problema… nosso!

    O Ovumabissu coloca a questão em toda a sua pertinência:

    “Mais, uma decisão aparentemente boa, acertada, tomada hoje pode vir a revelar-se catastrófica passado algum tempo.”

    Abr.,

    An

  33. Teodora Martins

    1 de Novembro de 2011 as 10:04

    Olá Ludimilo, parabéns pela forma como analisaste a actual situacao do país, que não é nova.Mas há um porém. Essas análises fundamentadas nos conceitos económicos reflectem vários aspectos negativos pelas quais a populacao santomense tem vindo a enfrentar de uma forma passiva. O porem é que no nosso país, a populacao ainda não está suficientimente esclarecida sobre a real situacão do país. cerca de75% da populacão vive porque respira,sobrevive porque vao a luta diária a busca de um pao de cada dia. Porquê nao se cria uma politica educacional para papulacao, ou uma educacao livre para os que pretendem voltar a estudar? A política de idade tem criado mais analfabetos que outra coisa.Querem ter mais zé povinhos? Se éxistem áreas em que se deve apostar para o desenvolvimento do país, esta área é saúde e educacao. Outra questão, são os salários das velhas guardas, dos nossos m governantes, principalmente dos deputados.Tem regalias e salários que os permitem viver bem e em conforto, quando temos pessoas a viverem quase ao relento e a se alimentarem de Deus dará. Lamentavel e triste.Porquê continuamos a importar combustivel para os geradores elétricos, quando temos recursos hídricos para construcao de baragens eletricas?

    Termino por cá meu caro,mas proometo voltar. Um abraco.

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