Economia

Nigéria se prepara para produzir energia nuclear

O Presidente Goodlock Jonathan, relançou na última semana as actividades da comissão da energia atómica da Nigéria. A segunda potência económica da África Subsahariana pretende construir centrais nucleares para pôr fim a persistente crise no fornecimento de energia eléctrica a população.

Há cerca de 30 anos que a Nigéria, um dos vizinhos mais próximos de São Tomé e Príncipe, enfrenta uma grave crise no fornecimento de energia eléctrica a população. Segundo a AFP, as autoridades nigerianas acreditam ter encontrado uma solução para o problema. Trata-se da produção de energia nuclear.

O projecto nigeriano, entrou em stand bay, após o sismo de Março passado no Japão, que despertou o mundo para os riscos da produção de energia nuclear. Os acontecimentos na central nuclear de Fukushima no Japão, falam por si.

Mas, as autoridades nigerianas consideram, que para além da possibilidade da energia nuclear, ser propensa à catástrofes naturais, o país já vive uma catástrofe em consequência da crise de energia eléctrica, que deixa grande parte do país sem capacidade de realização económica e social, durante dias consecutivos.

Assim o Presidente Goodlock Jonathan relançou na última semana, a comissão de energia atómica da Nigéria. A comissão criada pelo Chefe de Estado, tem a missão de planificar a construção da primeira central nuclear da segunda potência económica da África subsahariana, logo a seguir a África do Sul.

Até o momento a África do Sul é o único país africano, que produz energia nuclear. No entanto Abubakar Sambo, director geral da comissão nigeriana de energia atómic0, disse estar consciente dos riscos de catástrofe natural que envolvem um projecto desse tipo. Tendo acrescentado que a Nigéria não tem outra opção, a não ser entrar para o grupo de potências nucleares.

Especialistas consideram que a Nigéria e outros países africanos, deveriam optar pela produção de energias renováveis, uma vez que o continente é rico em sol, rios caudalosos e vento.

São Tomé e Príncipe vizinho que partilha fronteira marítima comum com a Nigéria, não deve estar indiferente ao facto de no futuro breve, conviver com centrais nucleares a funcionar, a algumas milhas de distância das ilhas verdes.

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. Lupuye

    29 de Setembro de 2011 as 14:37

    Agora sim, Sao Tome vai ter que se preparar para EVACUACOES rapidas no caso de acontecer algo catastrofico na Nigeria. Mas EVACUAR pra onde? Estamos tramados!

  2. Leguela

    29 de Setembro de 2011 as 14:45

    Espero que não se esqueçam de nos fornecer uma linha já que seremos solidários em partilhar as desgraças de uma eventual catástrofe nuclear.

  3. luisó

    29 de Setembro de 2011 as 18:13

    eu não acredito que eles consigam porque não é só dizer tem-se de ter capacidade financeira e de cabeças….
    mas a ser conseguido, e realço que a comunidade internacional não vai deixar que este país de bandidos, burlões e terroristas , consigo esta tecnologia.
    STP tem de fazer frente porque o nível de controle desta energia tem de ser grande e eles não sabem e que poderá pagar são oa países á volta.

  4. zeca diabo

    30 de Setembro de 2011 as 23:58

    Nao se constroi uma obra desta envergadura num pais com indice de instabilidade, e confrontos constantes entre tribos e numeros de pobrezas incluindo inumeros contrabandistas e mafia que dominam este pais!Deveriam arranjar solucoes mais economica pois isto de energia nuclear e muito dispendiosa finaceiramente e tem um risco elevado de desastre nuclear! Tentem solucionar problemas das tribos, e da pobreza e de constantes confrontos ectinicos, pois a nigeria tem condicoes financeiras parapor cobro estes males..nao despender avultadas quantias em energias nuclear…pois com isto vao criar mais problemas dos que ja tem!!!
    Pois nos temos que aprender de tirar do melhor que a Europa tem, nao o pior!!!

    PENSAR MELHOR SENHOR GOODLOCK!!!

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