Bancos Portugueses em Angola podem ser nacionalizados pelo Estado Angolano

31 Outubro 2011
Bancos Portugueses em Angola podem ser nacionalizados pelo Estado Angolano

Notícia extraída do Jornal Português, Correio da Manhã. O líder executivo do BPI, Fernando Ulrich, ainda não tomou uma decisão sobre a forma como o banco se vai recapitalizar. Mas admite que Angola terá uma palavra a dizer sobre o recurso ao fundo de recapitalização disponibilizado pelo Estado.

Por:Diana Ramos

“O banco vai analisar todas as opções que tem, incluindo a linha de 12 mil milhões”, disse Fernando Ulrich, adiantando que “só depois da avaliação das várias alternativas informará o mercado sobre o caminho a seguir”.

Questionado sobre a ameaça de Luanda de nacionalizar os bancos portugueses no país caso estes recorram à ajuda do Estado português, de acordo com fontes do sistema financeiro citadas pelo ‘Jornal de Negócios’, o banqueiro reconheceu que a opinião dos angolanos será determinante na decisão. “É evidente que sendo Angola um mercado importante para as exportações portuguesas, sendo um grande investidor em Portugal e sendo um grande parceiro do BPI, obviamente que tudo o que lhe diga respeito ou que Angola diga é ponderado”, reconheceu.

Na apresentação dos resultados Fernando Ulrich voltou a repetir que os níveis de capital impostos por Bruxelas são “exagerados” e deixou um apelo: “Se a recapitalização não convencer as agências de rating de que os bancos estão mais fortes e os investidores de que os bancos merecem mais crédito, não sei para que serve”.

“LENINE DEVE ESTAR A RIR-SE”

“O Lenine deve-se estar a rir à gargalhada no túmulo”. Fernando Ulrich brincou ontem com o peso que “a equidade” na aplicação dos cortes nos subsídios de Natal e férias ganhou na opinião pública. Apesar de o banqueiro recusar comentar as palavras de Cavaco Silva, recorde-se que foi o Presidente da República que alertou para a falta de “equidade” na aplicação dos cortes apenas aos funcionários públicos e pensionistas. “Os políticos não se podem esquecer que nós próprios [sector privado] estamos a fazer ajustamentos”.

O presidente executivo do BPI defendeu ainda que não fazia sentido que os cortes fossem aplicados aos pensionistas da Banca, já que estes têm a reforma totalmente provisionada. “Seria um confisco”, argumentou.


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