Bancos Portugueses em Angola podem ser nacionalizados pelo Estado Angolano

Notícia extraída do Jornal Português, Correio da Manhã. O líder executivo do BPI, Fernando Ulrich, ainda não tomou uma decisão sobre a forma como o banco se vai recapitalizar. Mas admite que Angola terá uma palavra a dizer sobre o recurso ao fundo de recapitalização disponibilizado pelo Estado.

Por:Diana Ramos

“O banco vai analisar todas as opções que tem, incluindo a linha de 12 mil milhões”, disse Fernando Ulrich, adiantando que “só depois da avaliação das várias alternativas informará o mercado sobre o caminho a seguir”.

Questionado sobre a ameaça de Luanda de nacionalizar os bancos portugueses no país caso estes recorram à ajuda do Estado português, de acordo com fontes do sistema financeiro citadas pelo ‘Jornal de Negócios’, o banqueiro reconheceu que a opinião dos angolanos será determinante na decisão. “É evidente que sendo Angola um mercado importante para as exportações portuguesas, sendo um grande investidor em Portugal e sendo um grande parceiro do BPI, obviamente que tudo o que lhe diga respeito ou que Angola diga é ponderado”, reconheceu.

Na apresentação dos resultados Fernando Ulrich voltou a repetir que os níveis de capital impostos por Bruxelas são “exagerados” e deixou um apelo: “Se a recapitalização não convencer as agências de rating de que os bancos estão mais fortes e os investidores de que os bancos merecem mais crédito, não sei para que serve”.

“LENINE DEVE ESTAR A RIR-SE”

“O Lenine deve-se estar a rir à gargalhada no túmulo”. Fernando Ulrich brincou ontem com o peso que “a equidade” na aplicação dos cortes nos subsídios de Natal e férias ganhou na opinião pública. Apesar de o banqueiro recusar comentar as palavras de Cavaco Silva, recorde-se que foi o Presidente da República que alertou para a falta de “equidade” na aplicação dos cortes apenas aos funcionários públicos e pensionistas. “Os políticos não se podem esquecer que nós próprios [sector privado] estamos a fazer ajustamentos”.

O presidente executivo do BPI defendeu ainda que não fazia sentido que os cortes fossem aplicados aos pensionistas da Banca, já que estes têm a reforma totalmente provisionada. “Seria um confisco”, argumentou.

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