Cooperativa de Produção da Pimenta promete elevar o PIB nacional dentro de sete anos

A cooperativa de produção da pimenta pretende atingir 100 toneladas dentro de sete anos. Francisco Ramos, coordenador da fileira de produção da Pimenta biológica, garante que a cultura vai contribuir bastante para elevação do PIB nacional, com lucros superiores a dois milhões de euros.

Nos últimos 3 anos a cooperativa de produção e exportação da pimenta biológica, exportou 12 toneladas desta especiaria para o mercado francês. Hom – Ter é o nome da empresa francesa que compra toda a produção nacional de pimenta biológica.

Em 2011 a cooperativa exportou 11 toneladas de Pimenta. Tendo em conta o número de novas plantas que foram lançadas a terra nos últimos anos, e que entra em produção no próximo ano, a cooperativa acredita que a exportação em 2012 vai ser o dobro de 2011. «Isso significa que no próximo ano a produção vai duplicar. Dentro de 7 anos teremos uma produção mínima de 100 toneladas. Vamos dar uma contribuição forte à economia nacional. Temos certeza que vamos elevar o PIB nacional através da cultura da Pimenta», assegurou, Francisco Ramos, coordenador da fileira de produção da Pimenta biológica.

Francisco Ramos, que é engenheiro agrónomo e responsável do programa de apoio a agricultura familiar, o PAPAFPA, considera que o projecto de produção da pimenta, tem sido uma das principais armas de luta contra a pobreza no meio rural.

O programa dá apoio técnico e material aos agricultores, que também são formados sobre as melhores técnicas de produção da pimenta biológica. Para garantir o desenvolvimento sustentado das 19 comunidads agrícolas da ilha de São Tomé e 7 da ilha do Príncipe envolvidas no projecto, o PAPAFPA, garante toda a logística da produção.

Porque o programa de apoio não é eterno, os agricultores reunidos na coperativa começam a preparar-se para andar com os seus próprios pés. Por isso da produção de pimenta cada agricultor entrega 5% do valor à cooperativa, criando um fundo de maneio para no futuro sustentar as acções que actualmente são realizadas pelo PAPAFPA.

Os resultados já são visíveis no combate à pobreza. « Só com a quantidade de 5 toneladas, exportada no ano passado, pode verificar que quase todos os agricultores que têm pimenta em produção melhoraram as condições da sua casa, têm conseguido dar melhor resposta na compra de materiais escolares para os seus filhos, todos têm telemóvel, têm televisor e outros equipamentos. Isso é demonstração clara de melhoria da condição de vida. Alguém que não tinha nada, hoje já dorme num bom colchão, etc», explicou o coordenador da produção.

O Preço de venda da pimenta biológica são-tomense no mercado francês cresce conforme a certificação da qualidade.

Segundo Francisco Ramos, em 2010 a pimenta foi vendida a reço de 4 euros, mas a evolução da qualidade biológica em 2011, fez o preço de venda saltar para 6,4 euros o quilo. «Começamos a vender a pimenta Branca por cerca de 4 euros, e porque o comprador constatou que a qualidad é boa subiu para 6,4 euros o quilo. Conforme a qualidade sobe o preço segue a mesma direcção. Acreditamos que brevemente chegaremos ao preço máximo de venda que é 18 euros o quilo. A avalição da qualidade tem a ver com a concentração da piperina na pimenta», explicou Francisco Ramos.

Ao atingir dentro de sete anos a produção cruzeiro de 100 toneladas de Pimenta e o preço de venda no mercado internacional na ordem de 18 euros, os agricultores nacionais através da cooperativa poderão arrecadar lucros ue ultrapassam 2 milhões de euros.

A cooperativa, está a reforçar as medidas que dão alta qualidade a produção nacional. «O maior cuidado nesta cultura tem a ver com a exclusão de produtos químicos. Os adubos utilizados são naturais, assim como os insecticidas que também são biológicos. Nenhum derivado de petróleo, pode entrar na área de cultivo, nem os sacos plásticos, que como sabe são derivados do petróleo», afirmou António Bento Pinto,Presidente da Cooperativa de Exportação de Pimenta.

Nas comunidades agrícolas de Rio Lima e Quinta das Palmeiras, no centro de São Tomé, o Téla Nón registou confiança, aposta total e determinação dos agricultores na produção da pimenta biológica. « O nosso país é pequeno. A nossa produção agrícola também é pequena. Assim, para podermos competir com as grandes potências agrícolas mundiais, temos que apostar na qualidade. Temos que produzir qualidade para termos garantia de preço no mercado internacional», reforçou António Bento Pinto.

O Presidente da Cooperativa de Pimenta, que no passado dedicava-se a produção de cacau, mostrou a diferença de rendimento entre as duas culturas. Enquanto produtor do cacau convencional, ganhava 5 mil dobras por cada quilo vendido a compradores nacionais. Agora com a pimenta a dominar o seu lote de terra, vende no mercado nacional cada quilo de pimenta por 400 mil dobras.

São Tomé e Príncipe tem 3 variedades de pimenta. A cultura foi introduzida no país, no século XIX, através de colonos portugueses que trouxeram a planta do Brasil. Segundo a história pimenta foi a especiaria que marcou o comércio internacional na idade média. No século XV ajudou a destacar Portugal no comércio com o oriente, após a descoberta do caminho marítimo para índia.

Em São Tomé e Príncipe nunca foi uma cultura de exportação. Foi sempre uma especiaria de uso local. Só nos últimos 10 anos, é que começou a promoção da cultura com vista à exportação.

Abel Veiga

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    Quem é a verdade? Responder

    Que têm grande sucesso no vosso trabalho. Me alegro por essa iniciativa e anseio pelo vosso crescimento.
    Com trabalho honesto, o vosso sucesso pessoal é o sucesso do país.
    Bem haja

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    Veiga_ST Responder

    Palavras prá quê? Esse é só um exemplo de que para tirar o nosso país do buraco em que se esta actualmente, temos de meter as mãos na terra!
    É da nossa terra fértil que esta a nossa riqueza, todos nós sabemos disso.
    Temos é de voltar para as roças, limpar as capoeiras, pois é o estado em que se encontra e trabalhar-mo. Tantos jovens para cima e para baicho sem qualquer objectivo de vida, mas porquê?” estao a espera que o governo da emprego, ah, pk o governo é que é culpado, etc”. Nos tambem somos o Governo, temos que fazer algo para nós e para o nosso país.
    Temos que reaprender a ser agricultores pois em tempos a maior parte das familias em STP tinham uma orta.Todos nós produziamos algo, nem que fosse pouco, mesmo atraz de casa tinhamos o nosso pé de maquêque, uma bananeira que fosse, nas épocas das chuvas plantavamos milho, etc, etc… Não tinhamos que comprar td, elém do mais porque mesmo se quisessimos a Dobra não chegaVA.

    Os meus parabéns a cooperativa, estao no caminho certo.

    Um bém Haja a Todos!
    Viva o trabalho! viva STP

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    lupuye Responder

    Essa realmente e uma noticia encorajadora. Porque e que nao se da mais terra a esses jovens que se encontram na nossa capital com as maos nos bolsos a fazer nenhum? Sera que nao ha mais terra ou eles e que sao preguicosos e nao querem trabalhar e preferem ser pedintes? Ou sera que tem medo de botar as maos na massa porque a agricultura exige esforco? E que ja estou vendo santomenses ficando ricos com base na agricultura e isso e de louvar. Um bem haja e forca aqueles que realmente se dedicam ao desenvolvimento do pais.

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      Marlene Responder

      concordo plenamente com estas palavras aqui postadas, há que haver força de vontade, para que possamos ver o vosso trabalho e o vosso esforço, a serem reconhecidos e merecido nos mercados nacionais, e internacionais

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    Anca Responder

    Mais unidade, mais disciplina, mais empenho no trabalho, para gerarmos riqueza interna.

    Tal como a cultura da Pimenta Biológica, de alta qualidade, outras culturas, como por exemplo a de Cacau, a de Café(que se deixou de se produzir em quantidades consideráveis), de Copra, de Vegetais Hortícolas, etc,etc.., todas elas têm, ou podem ter, mediante a produção biológica de alta qualidade(boas práticas de produção agrícola, respeito pelo ambiente, estudos e adaptação de espécies, bem como o seu conhecimento, modos a obter rendibilidade e rentabilidades agrícolas económicas financeiras, tanto no mercado interno bem como no externo), a reforma agrícola, a revolução verde ecológica biológica, a adopção investigação, transformação(criação de mais valias nos produtos agrícolas), empreendedorismo agrícola, criação de mercados internos, locais(mercados municipais) e distritais(mercados abastecedores), à nível nacional e regional, dotação de acções e políticas de meios transportes e de comunicação(vias de comunicação), bem como de estruturação/infraestruturas, adopção de políticas que gerem a economia de escala, políticas activas de atracção de emprego e empregabilidade agrícola, com e para a definição de um horário de trabalho agrícola, bem como de salário de trabalhado agrícola, para trabalhador agrícola por conta de outrem, criação de impostos( à pessoas individuas ou colectivas agrícolas) que gerem finanças, de renda agrícola para Estado(da qual fazemos todos parte integrante), com retorno em investimento na modernização agrícola(especialização), modernização de meios de transporte e comunicação, sustentabilidade futura da agricultura e do mercado interno, com adopção de reformas à boas praticas agrícolas, salvaguardando sempre interesses das gerações, tanto desta como das futuras gerações, em São Tomé e no Príncipe.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    São Tomenses

    Bem haja

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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      Anca Responder

      Sem esquecer a essência e importância da produção de Energia Eléctrica, bem com a captação e abastecimento de água, para o consumo industrial e agrícola, de modo a trazer mais valias na produção e transformação dos bens agrícolas, pelas empresas, pessoas individuas ou colectivas de produção agrícola.

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    Vane Responder

    Com trabalho, dedicação, profissionalismo e perseverança se avança de forma positiva, espero que outros segmentos da econômia possam ter essa matéria como exemplo e inspiração para crescer e desenvolver gerando renda e trabalho para o povo santomense!

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    Carlos Ceita Responder

    O dia em que os saotomenses deixarem de acreditar nos mitos, fantasia, superstição, nos baiás (bruxaria). O dia em que os satomenses deixarem como disse o nosso amigo Adelino Cassandra de se distraírem com a puita, maruvo e já agora cudur. O dia em que os saotomenses fizer uma introspeção/meditação e mudar radicalmente de mentalidade. O dia em que os saotomenses resgatarem os valores que se vão perdendo ( de integridade caracter e honradez ) para dar lugar infelismente ao egoísmo sem limites. O dia em que os saotomenses ao invés de copiarem apenas o mau do Ocidente (fofocas, fazer queixinhas, intrigas intolerância, cultura da violência) e copiarem tambem o bom do Ocidente (responsabilidade, compromisso, capacidade de organização, patriotismo, disciplina, pensar no projeto a curto medio prazo etc)
    O dia em que os saotomeses confiarem no seu talento criatividade e no trabalho árduo haverá prosperidade e bem-estar para todos.
    Dizem que há muita gente que quer plantar em São Tome e Príncipe mas não o fazem porque outros roubam na calada da noite. Mas será apenas esta a razão? Ou não será porque somos mesmo preguiçoso e corruptos desde a liderança até o mais comum cidadão. As palavras são duras mas temos de uma vez por todas chamar os bois pelos seus devidos nomes. Se há quem rouba o que outros plantam devemos colocar as nossas forças armadas a patrulharem as nossas matas e roças. Porque estando em tempo de paz as forças armadas devem ter alguma utilidade que é justamente a de garantir a segurança dos bens dos cidadãos.
    Propostas para a agricultura.
    Haverá com certeza muitas e outras ideias para a nossa agricultura entretanto aqui vai a minha pequena contribuição:
    A que colocar o ministério da agricultura e da administração interna da economia e ambiente e as autarquias locais a trabalhar em articulação envolvendo técnicos da engenharia agrónoma geólogos geógrafos para fazer um levantamento das potencialidades agrícolas de cada distrito do país.
    Em paralelo definir um plano de ordenamento de território para conhecer as nossas limitações territoriais e os recursos escassos existentes para para o melhor aproveitamento e preservação.
    Estudar as capacidade de absorção do mercado interno e ter como prioridade o abastecimento de mercado interno dos produtos nacionais. Reduzir/substituir significativamente a importação do todo os bens que podem ser produzidos internamente numa primeira fase.
    Numa segunda fase estudar as possibilidades de mercados para exportar em caso de haver excedente.
    Numa terceira fase proceder a transformar dos produtos agrícolas.
    Finalizo deixando aqui as perguntas suscitadas por um dos intervenientes deste forum (Isidoro Porto) que como ele:
    Não entendo porque razão, STP não produz sal (quer de cozinha, quer de mesa, quer para produção de peixe seco, etc) e continua a importá-lo;
    Não entendo porque razão STP não produz água mineral, bem como de mesa e continua a importá-la.
    Não entendo porque razão STP não massificou a produção do chocolate a fim de dar maior valor acrescentado ao nosso cacau no Mercado Internacional ou Regional, e continua a exportá-lo massivamente, em forma bruta.

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