Economia

Oferta da EMAE em electricidade supera a procura

A boa nova foi anunciada pelo Director Geral da empresa de electricidade. Raul Cravid(na foto) garante que nesta altura, o fornecimento de energia é estável em todo o país, e que a EMAE, está a ultimar os diplomas legais com vista a liberalização da produção de electricidade no país.

Raul Cravid que no passado dirigiu a EMAE regressou a casa por ordem do Governo, para chefiar a comissão provisória de gestão da empresa. Três meses depois de reassumir o cargo,  dá boas novas.

Terminou a crise de fornecimento de energia que regressou a São Tomé nos finais do ano passado. Actualmente a EMAE oferece 18 mega watts de energia quando a procura não ultrapassa os 13 mega watts. «Podemos dizer que temos hoje uma situação estável. Temos hoje uma disponibilidade de cerca de 18 mega watts o que nos dá alguma garantia para fornecer energia a todo São Tomé», assegurou, o Director Geral.

A margem de manobra é tão larga, que mesmo em caso de manutenção dos grupos de geradores, não haverá risco de racionalização do fornecimento. «Independentemente de aqui na nossa central térmica virmos a precisar de manutenção de fundo nos grupos que foram instalados na década de 90 e outros no ano 2000, não teremos necessidade de racionalizar o fornecimento», garantiu, para depois dar mais exemplos. «Temos neste momento a central de Santo Amaro que está a funcionar a 100%, apesar de um dos grupos estar em manutenção, e  como vê não estamos a fazer cortes. O pico de procura em Dezembro atingiu 13 mega watts. Portanto temos uma boa margem», pontuou.

Para já os cortes prolongados de energia pertencem ao passado. O futuro reserva desafio para a Direcção provisória da EMAE, que tem como uma das missões, criar as condições para a liberalização da produção de energia eléctrica.

Na entrevista com o Téla Nón Raul Cravid, disse que o Governo já pediu apoio da empresa de electricidade de Portugal a EDP, para auxiliar a EMAE na elaboração da legislação que deve regulamentar o mercado liberal de produção de energia eléctrica.  «O estado vai dar abertura para que produtores privados de energia possam entrar neste sector. É evidente que vamos ter que regulamentar o sector da produção. Estamos agora em colaboração com a EDP a trabalhar neste projecto de regulamentação desta área», sublinhou.

Em cima da mesa já estão às opções para liberalização da produção. «Primeira é a própria EMAE vir a ser parte dos grupos que vierem a ser formados, ou existir grupos meramente privados, queira instalar-se, produzir energia e vender à rede da EMAE. Pode acontecer esses dois casos. Acreditamos que haverá entidades privadas nacionais que quererão entrar neste processo», frisou.

Mas o futuro desta empresa mais impopular do país, por causa dos imcumprimentos com o público e as tarifas insuportáveis para a maioria da população que pratica, passa também pelo saneamento financeiro.
Bastante dependente das centrais térmicas, segundo Raul Cravid, a EMAE gasta mensalmente 295 mil litros de gasóleo, para garantir energia nas das ilhas. Despesas que atingem cerca de 181 mil euros mensais.

Nos últimos anos a empresa acumulou dívidas com a fornecedora de combustíveis, a ENCO, na ordem de 18 milhões de dólares. A dívida é tão pesada que o Director Geral, preferiu não confirmar o número várias vezes anunciado pelas autoridades governamentais. «A dívida é elevada. Digo-lhe que a dívida é elevada», declarou com sorriso no lábio.

O Director Geral acredita que a EMAE tem condições para aliviar o fardo da dívida para com a ENCO, empresa cujo capital social é dominado pela petrolífera angolana Sonangol. «Vamos pagando. A medida que o Estado nos paga transferimos o dinheiro na totalidade para a ENCO, mas também nós compramos a pronto pagamento à ENCO em determinados casos», precisou.

Questionado pelo Téla Nón se a situação financeira da empresa é saudável, uma vez que  recentemente foi considerada como tecnicamente falida, Raul Cravid, respondeu : «Ainda não, mas pode vir a ser».

Aumento das tarifas de luz e água, é uma das soluções para recuperar a situação financeira da EMAE, asim como a recuperação das dívidas dos clientes. Raul Cravid, disse ao Téla Nón que a empresa tem mais de 100 mil milhões de dobras para cobrar. Dívidas que muitos clientes não pagam desde o ano 2002.

Abel Veiga

    26 comentários

26 comentários

  1. Joker voz do Povo

    13 de Janeiro de 2012 as 16:51

    Não é verdade, Sr. Director.
    Se assim fosse, nós nos arredores da cidade de Trindade, como por exemplo, em Piedade não teriamos a energia que temos. Temos uma energia que nem arranca um Televisor e senhor vem dizer que há excesso de oferta. Aonde? Em que distrito? Gostaria de obter resposta. Pois, na Ilha do Principe todo mundo já sabe, energia das 8h as 15 e das 17 as 24. Cauê, das 8 as 12 e das 18 as 23 e continua assim. Aonde não é esse registo, é melhor ter uma luz de vela do que luz da EMAE. Pois, mesmo em Agua Grande não tem havido energia tempo todo.

  2. Voz da razão

    13 de Janeiro de 2012 as 17:10

    A oferta supera a procura?!
    É verdade isso?

  3. helmerdias

    13 de Janeiro de 2012 as 17:14

    ok se for verdade isso é bom.Mais pergunto porque nao pensar nas energia eolica,hidrica e outras em vez de termica que só traz problemas ambientas e paisagistica.Temos mais que condições para nao ter defice energetico no nosso país.O ano passo num encontro com sua excelencia primeiro ministro ele disse que energia é um luxo muito elevado para nos santomense.por causa de custo entao tentem minimizar esses custos apostando nas baratas.obrigado

  4. Leopaldo

    13 de Janeiro de 2012 as 17:25

    Grande Mentira….conversa para Boi dormir …. realmente a energia melhorou significativamente, mas que têm muita oferta de energia e pouco procura é MENTIRA … porquê que o contrato de concepção de energia esta suspenso ?

  5. MÉ SOLO

    13 de Janeiro de 2012 as 17:31

    O Primeiro Ministro foi bastante criticado pelo fato de ter nomeado o Raul Cravid para assumir a Direcção da Emae. Confesso que tb fui um dos criticos da decisão do PM.

    Mesmo que muitos consideram o actual Director Geral de mau gestor, a verdade é esta, a situação energética do país melhor consideravelmente, isto é o que povo quer e é esta a obrigação da Emae.

    O que gostaria de saber é o que esta por de trás de uma mudança tão brusca se a antiga gestão sempre alegou que não tinham como manter os grupos em funcionamento permanente devido o consumo de gasóleo q era insuportável para empresa. Mas o Raul e a sua equipa tem conseguido dar volta a situação, meus parabéns.

    O que gostava de saber é a fórmula que a actual gestão utilizou e tem utilizado para esta viragem.

    Que o fornecimento da energia continue e não seja apenas para 3 meses.

  6. MÉ SOLO

    13 de Janeiro de 2012 as 17:39

    o meu comentário singiu apenas na zona da minha residência.

    Se o que Joker voz do Povo diz é verdade, então a Emae tem utilizado dois pesos e dua medidas, tem agradado uns e outros não. A Emae não tem filhos e entiados, todos devem ser tratados da mesma forma desde que honram os seus compromissos(pagamento de dívidas)

    • Calibre-12

      13 de Janeiro de 2012 as 18:53

      Senhor Raul Cravid, favor ser um pouco mais honesto e dizer que esse melhoramento da capacidade de produção de energia no país deve-se muito ao ex-Presidente da República Fradique de Menezes de Mello.
      Podes até não gostar do homem, mas ser honesto e reconhecer méritos é um mérito. O Fradique Menezes de Mello em muito contribuiu para que paulatibamente se fosse melhorando a produção e abasteciment de energia as populações.

    • Joker voz do Povo

      16 de Janeiro de 2012 as 8:23

      Amigo, Mesolo!
      O que eu disse, não é preciso muito esforço para provar que é verdade.
      Basta, passares na Piedade, por volta das 18 horas e terás resposta. Ou se tiver algum conhecido ali, pergunte. Relativamente a Cauê e Principe nem é necessário porque é público e recentemente o PM na TVS ele próprio disse isso. Sem falarmos em unidades hoteleiras que não têm energia da rede pública, por a EMAE não produz o suficiente, sem falar de muita gente que solicita contrato e é recusado porque EMAE não tem capacidade de oferta. Convenhamos, não é?!

  7. bisnerro

    13 de Janeiro de 2012 as 20:10

    Sr Xanana pela segunda vez na direção da Emae vê se resolve a situção dos antigo e velho funcinario,

  8. Argml

    13 de Janeiro de 2012 as 22:51

    É preciso honestidade, e muita dedicação e um discurso serio e não politico para sairmos nesta escuridão.não é sr Derector
    O país ficou uma maneira cada gente fala o q quer, faz o q quer rouba o q quer engana povo com dente. S.Tomé !! Ate quando!! cada gente com gente dle só, ninguem quer ajudar povo, é assim msm! Quei ajuda povo vcês viajam ao meno copiam já q vcês não consegem pensar

  9. zé pedro

    15 de Janeiro de 2012 as 17:53

    oferta > procura, será ? como diz o São Tomé, ver para crêr

  10. Logôzu

    16 de Janeiro de 2012 as 7:22

    Pode ser verdade, que a EMAE está fazendo coisa séria, para limpar a imagem do actual Director. Também é verdade, que este êxito simulado, dependeu de esforços de muitos que passaram por aí, incluindo o Sr. Director que foi bisado para poder ser o manda pau ou pau mandado de…

  11. Feijoada

    16 de Janeiro de 2012 as 9:38

    Num país serio o Director deve por o cargo em disposição.

    Como é um país de folha damina então tudo vai acontecendo e as pessoas vão dizendo o que vem na mente de forma impírica.

    Sou capaz

  12. Madalena

    16 de Janeiro de 2012 as 11:21

    Vamos melhorar a rede de distribuição e colocar energia em luchans, funcafucas de STP.
    Força

  13. inacio quaresma

    16 de Janeiro de 2012 as 18:12

    Tenho duvida que haja tanta oferta, por mim é uma farça do Sr. Raul Cravid para lubriar a população santomense que vive as escuras. Olha só “TEMOS EM DISPONIBILIDADE 18 MEGA WATTS”…segundo o Sr.Raul com um pico de procura avaliado a 13 MEGA WATTS…Sr. Director isso não é verdade, a luz fornecida a população não chega 220V(monofasico), e nada se fala das populações desfavorecida.
    Sr. Director o mundo vive-se de modernação, STP pode emplementar a energia eolica,hidrica,etc.
    Porquê manter só no 1 e 2 sabendo que exite 3,4,5,6,etc…

  14. Paracetamol 500mg

    16 de Janeiro de 2012 as 22:37

    Subir o preço da energia? Pois querem mais dinheiro para desviarem.

  15. ODAYR DELGADO

    17 de Janeiro de 2012 as 14:21

    eu quero manifestar o meu agrado senhor directo da emae por eu ter passado baos festas do natal e o ano novo em s.tomé e ter notado sim a melhora da qualidade de energia em s.tomé .
    quero dizer sim que ainda a muito que fazer em que conserne as novos pedido de energia em s.tomé por que demora muito a para ser ligado a energia para uma casa,isso tb fazas com que ajá furto de energia em diferente bairro .
    como já estão a pensar em estabilisar deveria pensar tambem em melhoria de qualidade de energia que chega em cada distrito do pais.
    eu sou um tecnico proficional de eletricidade formado em cabo verde com muita vontade regreçar para s.tomé e dar o meu contributo para desenvolvimento de s.tomé e principe.
    contacto é 000238+9936161 odayr20@hotmail.com

  16. Bernardino monteiro

    17 de Janeiro de 2012 as 23:36

    Em breve vamos acabar com sistema covarde e
    Mediucre,nada e eterno sr,voces os cotas nao
    Tem capacidades para governar,voces estao
    Contaminados com virus de falta de sabedorias
    E rigor, reformem meus senhores,chega entrega
    O poder a mentes sabias corajosas sff

  17. fidelito

    18 de Janeiro de 2012 as 12:19

    Isto que o sr Raul cravid diz, não corresponde a verdade.

    Mesmo no centro da cidade capital, concretamente na rua presidente Nasser, a energia ali não arranca um computador,nem sequer um UPS.
    Que tipo de energia é essa sr Director?

  18. fidelito

    18 de Janeiro de 2012 as 12:24

    Aumentar a tarifa de agua?
    Isto é um total desparate.

    A zona de quilombo sempre teve agua atardinha e noite.
    Os senhores entraram na EMAE e essa deixou de ter agua.
    Que trabalho é esse sr Director Raul Cravid?

  19. Claudia Semedo

    20 de Janeiro de 2012 as 8:42

    Essa é uma vergonha!

    EMAE está criar muito gatuno”pessoal que vai a terreno”, combinado com alguns técnicos sem escrúpulos. Porque fui roubada a luz do dia pelos empregados da EMAE mais de 100m de cabo torçado. É muito triste, porque essa empresa apesar de ser estatal uns e outros andam a escamutiar e viver sua vida! Fui

  20. guedes

    25 de Janeiro de 2012 as 11:09

    Das 17:30h-21:30h, a zona a Água Porca tem uma energia que nem arranca um Televisor, há lãmpadas que não acendem e outras ficam com um arrame aceso… enfim

  21. Boiado

    1 de Fevereiro de 2012 as 9:15

    28 Julho 2010

    59 Comentarios

    É a questão de momento nas ruas da cidade de São Tomé e não só. Informações seguras indicam que Raul Cravid, secretário-geral do MDFM-PL, deixou São Tomé na tarde de terça – feira no voo da TAAG com destino a Cabo Verde. O Vice-Presidente do partido diz que cada um deve responder pelos seus actos.

    Com apenas a roupa do corpo, e uma mochila nas costas. Foi assim segundo testemunhas que o Secretário-geral do MDFM-PL, Raul Cravid, abandonou São Tomé na tarde de terça-feira no avião da TAAG que liga o arquipélago e Cabo Verde.

    A saída sorrateira de Raul Cravid, acaba por ser notícia porque acontece num momento crucial da campanha do MDFM-PL para as eleições legislativas. No seio da estrutura directiva do MDFM-PL, alguns membros contactados pelo Téla Nón dizem que desconhecem as razões da viagem repentina do secretário-geral.

    O vice-presidente João Costa disse a imprensa que cada um deve responder pelos seus actos. «A única explicação que posso dar, é que cada um responde pelos seus próprios actos. João Costa Alegre não responde pelos actos do senhor Raul Cravid. Pelas informações que temos, ele tem problemas de saúde e foi tratar do seu problema de saúde», referiu o Vice-Presidente João Costa Alegre.

    No entanto várias fontes indicam que as relações entre João Costa Alegre e Raul Cravid, deterioraram bastante nos últimos dias. O Vice-Presidente desmente que tivesse tido rixas com o seu secretário-geral.

    Ainda a digerir a derrota eleitoral, o MDFM-PL tem mais um problema para resolver. A viagem surpresa e sem explicações do seu Secretário-geral.

    So espero que o dinhero da emae não tera o mesmo distino,

  22. cabo verde

    7 de Fevereiro de 2012 as 10:26

    os senhores não têm ideia daquilo que afirmam. os senhores podem me dizer qual é a taxa de cobertura de rede alectrica no país????? temos população, sobretudo crianças, que nem conhecem luz electrica em pleno sec.21. uma boa parte da nossa população vive sem luz electrica. Pergunto ao senhor Raul qual o investimento feito em energias renováveis como forma de diminuir a importação de combustíveis?? quantos parques fotovoltaicos temos nesse país. hoje em dia meus senhores, não podemos pensar em investir em centrais termicas num pais com tantas potencialidades para enerias renováveis como é STP. São bandos de incopetentes neste país.

  23. Francisco Rodrigues

    17 de Janeiro de 2013 as 13:49

    Alguém me pode enviar as tarifas de água praticas pela EMAE?

  24. Maluka Branka

    17 de Janeiro de 2013 as 18:41

    Voltem portugueses, voltem……

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