Análise

Economia do cacau em S. Tomé e Príncipe: O fim dum ciclo. E agora, que futuro?

Um trabalho de investigação do doutor Armindo de Ceita do Espírito Santo (Economista), que deve ser analisado pelo leitor. Evolução da produção do cacau em STP entre 1910 e 2011 em toneladas, é um dos elementos a descobrir.

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    15 comentários

15 comentários

  1. avisado

    22 de Dezembro de 2012 as 18:36

    A ideia de apresentar um artigo que relança o debate sobre economia e aquela que foi outrora o nosso “oro” é bem-vinda. Todavia devo dizer, que “Um trabalho de investigação do doutor Armindo de Ceita do Espírito Santo (Economista), que deve ser analisado pelo leitor” era despropositado porque se na realidade o autor é verdadeiramente doutor, as normais cientificas de redacção de um artigo foram postas de lado. Mais ainda quando se trata de um trabalho de investigação. Alguns exemplos 😮 autor nem sequer se deu ao trabalho de fazer uma listagem bibliografica…
    Seria facil contrariar o autor na passagem “. Esta cultura foi introduzida em 1822, atingiu momentos áureos entre 1895 e 1910” quando dados apontam para que o momento alto fosse 1913. Se o autor desse as suas fontes, seria facil averiguar.
    Outra passagem que levanta duvidas : “Mas tudo isto requer reflexão e diálogo social alargado com todos os partidos políticos…” Existe um poder decisorio, o autor teria simplesmente de apontar os defeitos e as soluções do ponto de vista cientifico/economico a implementação caberia a quem de direito. O autor quer fazer um misto de politica e exposição cientifica, deveria assumir-se como Economista-Politico e não dar impressão de querer abordar so a investigação cientifica, que ficou muito aquem

    • Gomes Da Silva

      20 de Janeiro de 2013 as 2:58

      O artigo apresentado se a leitura do grafico for feita correctamente tona se que o declinio maior comeca quando o governo que geriu o pais a partir do ano de 75 fez as escolhas que fez, nao teve capacidade de desenvolver e criar politicas acertadas para poder desenvolver o Pais e assim caimos em todos os sectores de producao nacional… o documento fala de outros sectores como pesca, turismo,zona franca (acho que sera isso que ele quer dizer), etc… pesca: temos barcos internacionais a pescar nas nossas aguas 24/7, sem fiscalizacao por motivos varios, instalacoes no norte do pais abandonadas por causa de pessoas serias que queiram desenvolver stp na direcao certa,isso com contratos mal feitos que nao se sabe aonde foi o dinheiro dos mesmos.
      turismo nao ha politica nenhuma nesse sentido… organizam uma coisa ou outra mais os governos ainda nao viram a logica em apostar no turismo de stp para poder manter muitos outras industrias nacionais, tais como a do cacau, artesanato, etc…
      porto das aguas profundas (zona franca) quem conhece a historia deve estar a rir agora…
      Santomenses depende de nos e so de nos mesmo para mudar o rumo da nossa Terra, nao esperem por politicos que ja nao souberem responder aos desavios do passado, a todos voces ai pelo mundo fora faco esse apelo… yes we can… e a nossa Terra, nos temos que fazer a diferenca.

  2. Shiloe

    22 de Dezembro de 2012 as 23:45

    Sem querer ser pessimista…

    Pergunto-lhe o quê que já fizeste para melhorar esta situação. Meu caro.
    Pense bem nisso, o artigo é bom…

    • costa

      2 de Outubro de 2015 as 17:05

      e você ?

  3. Binibone

    23 de Dezembro de 2012 as 7:28

    O Bine entende que: enquanto não houver outra dita alternativa em funcionamento, devemos agarrar ainda o cacau com todas as forças até que introduzem o «el dourado».

  4. Albertino Bragança

    23 de Dezembro de 2012 as 9:23

    Artigo informativo muito pobre.

  5. Nós

    23 de Dezembro de 2012 as 16:53

    A história revela-nos a tendência decrescente da cultura de cacau em STP ainda na época pós- independência, apesar de mesma cultura atingir um período de auge em que “bateu record” a nível do mercado internacional. Mas concentrando na situação concreta (a de declínio do ciclo do cacau) e por respeito a princípio de que o desenvolvimento sustentável de um país visa para futuro, acho que, deveria seguir dois caminhos:
    O primeiro trata-se de um caminho combinado entre a suspensão da cultura de cacau propriamente dito e implementação de outras culturas conexas ( ex: plantios de árvores e outras) para uma melhor e futura renovação do ciclo. Este ponto deve ter em conta um estudo prévio e adequado pelo que não pode ser feito de qualquer forma.
    No segundo, seria a fase de execução, isto é, por em prática o resultado do primeiro ponto. É a fase que chamo de renascimento do ciclo de cacau em STP.
    Dito isto, e sem embarco da situação do nosso solo, acho que não podemos apostar simplesmente no recurso marítimo em detrimento do recurso terrestre (o que me parece ser a intenção do doutor Armindo).
    meu humildade contributo,
    cordiais saudações

    • Nós

      23 de Dezembro de 2012 as 17:20

      queria dizer: pôr em…

  6. Barão de Água Ize

    24 de Dezembro de 2012 as 0:58

    O cacau é o fim de um ciclo para quem a agricultura é sinónimo de sujar mãos e trabalho duro.
    O cacau tem cotação baixa? Os chocolates e o cacau porventura desapareceram? Com a independência, pensavam muitos com o apoio dos esclarecidos politicos da época que o cacau dexia sózinho dos cacaueiros, directo para as sacas e pumba, exportação!
    Devia acabar era o ciclo dos politicos que ajudaram a destruir STP.

  7. francisco

    24 de Dezembro de 2012 as 10:21

    Olha eu gostaria fazer uma pergunta ao Sócio do grupo SOTOCAO(anterior Governo) onde vai o rendimento e que proveito beneficia os pequenos agricultores que ainda estão na exploração junto as Terras por Franceses,Gaboneses,Libaneses, paralelamente aos outros negócios? Se eles ñ seguem as fileiras da procura pessoais
    e de sequência de corrupção” Ruaaaa XIV Governo sangue sugas.

  8. Martelo da justiça

    25 de Dezembro de 2012 as 18:05

    Se repararem no grafico o declinio da produção do cacau aconteceu a partir dos anos 20. Pode-se constatar também que essa tendencia acentuou em 1975. Há que diga que o nosso relevo não tem condições ideais para essa cultura e que so foi possível devido trabalho escravo. Com a abolição da escravatura deixou de haver essas condições e a produção não parou de descer.Será essa a explicação para o declínio acentuado??

  9. Julio Neto

    26 de Dezembro de 2012 as 7:57

    Com todo o respeito que tenho pelo nosso renomado economista, e não há margens para dúvidas, tem conhecimento a valer, mas desta vez fez muitas misturas (o político e o científico); o artigo deveria ser apenas de opinião e não de investigação científica como o intitulou. Desta vez me surpreendeu, pois deixou marcas diferentemente como já é costume nos seus.artigos. Pessoalmente, não gostei! O doutor Armindo deve perceber estes meandros… Mas continue escrevendo… Um grande abraço; bem-haja. E próspero Ano 2013!

  10. CEITA

    7 de Janeiro de 2013 as 9:06

    o SSenhor avisado deve dar cara e criticar publicamente como fez o senhor Julio Neto e não zangar como se fosse um adversário, ou tens alguma coisa com senhor Armindo? então faz seguinte, publica um artigo semelhante e contraria a ideia do senhor Armindo, só assim podemos comparar…

  11. arelitex

    1 de Março de 2014 as 17:35

    é engraçado que em s tomé acaba tudo por ter declínio , quando é necessário se trabalhar .a agricultura , e neste caso o cacau é uma das riquezas de s tomé ,para ser aproveitada . só que é mais fácil virar as costas ao trabalho . façam antes artigos a dar ideias para revitalizar estes sectores . seriam mais uteis ao país . e talvez ajudasse a mudar a difícil mentalidade do sâo tomense , que no geral nâo gosta de trabalhar .

  12. costa

    11 de Outubro de 2015 as 21:53

    … e continuam vocês a discutir a questão da produção de cacau, quando o maior produtor de cacau se encontra aí bem perto ( Costa do Marfim) Será que conseguem competir em preço com a Costa do Marfim?
    Ultimamente tiveram a ideia peregrina de exportar ananás para Cabo Verde?… Um ananás de fraca qualidade e pequeno não custa em São Tomé menos de 50.000 dobras, enquanto a mesma Costa do Marfim coloca ananás de boa qualidade cujo preço ao consumidor final poderá andar em volta de €70.
    Com relação ao Turismo é verdade que São Tomé tem excelentes condições, mas não esqueçam toda a infraestrutura necessária para que o turista não se sinta defraudado e acabe por não voltar, com a agravante de não recomendar aos seus amigos tal destino. Por isso neste capítulo muita coisa haverá a fazer.
    Tem realmente e como já referi aqui (e esta é apenas a minha opinião)um potencial enorme como plataforma comercial ente Europa, Brasil e Costa Africana Ocidental. Neste caso não esquecer que São Tomé terá que dispor de um Porto de Águas Profundas e de um alargamento do Aeroporto internacional.
    Não esqueçam no entanto, que a Guiné Equatorial tem neste domínio um potencial estratégico melhor ainda atendendo já às infraestruturas existentes, ao seu poderio económico, e suas relações internacionais.
    Portanto meus amigos, não percam tempo a discutir assuntos que não levam a lado nenhum, deixem de fazer de vítimas em relação aos vis colonizadores. 40 anos é já tempo a mais !…

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