Citrinos precisam de mercado para escoamento e oportunidades de transformação

silvaZona chuvosa durante todo o ano, Caué,  no sul de São Tomé, está a se transformar numa das regiões da África Central, de grande produção de óleo de palma, para daqui a alguns anos, mas também tem enormes potencialidades para produzir citrinos.

Aurélio Silva,  que há vários anos gere a roça Vila Irene, garante que o país pode ser também um grande exportador de citrinos. «Nós em são Tomé, temos capacidade de produzir laranjas e limões para consumo interno e para a exportação. A nossa laranja é de clima tropical, por isso é mais doce e de melhor qualidade do que as importadas», declarou no meio da sua plantação de citrinos nas proximidades da Ribeira Peixe.

Na altura da colheira os 6 hectares de terra da Roça Vila Irene, preenchidos com citrinos, ficam pintados de cor amarela. Muita produção, que supera as necessidades do mercado nacional. O excedente acaba por estragar. «No ano passado vi estragar muito limão e muita laranja. Se tivéssemos formas de conservar, através da produção de sucos, faria reduzir também a importação de sumos» reclamou.

Um cenário de desperdício que se repete de ano em ano. «Para este ano tenho a previsão de colher 30 à 40 tonelada de laranja, sem falar de tangerinas e limão», acrescentou Aurélio Silva.

A produção de citrinos na roça Vila Irene, não aceita o uso de adubos. Produção biológica, garantida pela riqueza do solo, fertilizado organicamente pela natureza envolvente.

Abel Veiga

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    Edvaldo Cardoso Responder

    Realmente, é disso que o país precisa, começar a beneficiar a produção, agregar valor aos produtos agrícolas e/ou pára-agrícolas, diminuir a importação…
    Só que infelizmente, ao invés de trabalharmos no que já temos, muitas vezes preferimos inventar outra coisa..

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    PITEU Responder

    Para apostarmos no mercado internacional era preciso mais 30 ou 50 agricultores com a mesma dimensão de cultura sem deixar de lado a questão do cumprimento dos requisitos tecnológicos e de qualidade que o mercado internacional exige.

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    filipe Samba Responder

    As empresas russas, estão interessadas na compra mas qual, é a capacidade de fornecimento constante (quantas toneladas), anuais e poderia, apresentar certificado fitosanitário de citrinos e composição quimica do solo,(pomar),
    meios de contactos.
    Gostaria, de lhe informar, que não preciso, ser indemnizado, ou compensado, pelo apoio.
    Agradeço a Vossa boa compreensão, na celeridade do assunto

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    António Manuel Pinheiro Responder

    A produção de citrinos em São Tomé, não deve ultrapassar as quantidades necessárias ao mercado local. Será impossível competir com as extensas áreas brasileiras, seu grande potencial de produção e sobretudo com a tecnologia envolvida. São Tomé não tem áreas planas extensas e a chuva em demasia, sem um período relativamente longo de estiagem concorre para a incidência de doenças fúngicas. Por outro lado, há variedades de alta produção no mercado, mas São Tomé terá que evitar a importação de material vegetal, para não permitir a entrada do “crinipellis perniciosa”, que seria o maior desastre para a economia da nação.

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    Ralph Responder

    Gosto de ideia que São Tomé e Príncipe poderia ser um produtor significante de citrinos. Como já disseram outros respondentes, o problema será a escala de produção necessária para competir no mercado mundial, principalmente contra os países que produzem fruto em grandes quantidades. O custo de mão de obra provávelmente seja mais baixo em comparação a muitos países desenvolvidos, mas talvéz o melhor abordagem seja produção orgánica. Há muitas pessoas no mundo que irão pagar mais para comprar bens e serviços que estão certificados como orgánicos.

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      atento Responder

      Situação muito complicada esta da produção que não seja o Cacau e o côco e algum café.
      Não me vou expandir em grande diálogo, somente uma observação.
      Se alguém quiser derrubar alguma arvore velha de cacau, o Ministério da Agricultura e outros organismos do estado, estão logo prontos para cobrarem dinheiro por cada arvore velha e improdutiva derrubada.
      Vamos acabar de vez com a hipocrisia.
      É preciso menos intervenção do estado a mandar e a dispor e mais privados a trabalharem, mesmo que sejam os antigos donos das roças, os quais já deviam ter sido chamados para tomarem e investirem nas roças, e bem assim avançarem com o aparelho produtivo.
      Eu sei que vou ser criticado, mas que seja com críticas construtivas, pois até lá, e pelo que vejo no meu pais STP, somente a iniciativa privada pode fazer avançar esta terra.

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