7 Comunidades de Colónia Açoriana apostam no café – robusta

7 comunidades da antiga empresa agrícola Colónia Açoriana, estão a abrir a primeira linha de produção de café de alta qualidade, naquela região do país, onde cacau foi a cultura exclusiva até a bem pouco tempo.

A Federação dos Agricultores de São Tomé e Príncipe (FENAPA), percebeu que a variedade de café robusta, desenvolve de forma excelente nas terras da Colónia Açoriana e suas antigas dependências.

Uma zona muito chuvosa em que a produção do cacau exige a aplicação de muitos produtos químicos, nomeadamente o sulfato de cobre. Por isso, segundo a FENAPA os agricultores da zona centro –sul da ilha de São Tomé, suportam custos na produção do cacau que são muito superiores as receitas obtidas com a venda do produto.

geral caféA introdução do café de variedade robusta, traz equilíbrio no rendimento dos agricultores das 7 comunidades. «Café é uma mais-valia A nossa intenção é criar uma cooperativa. Para já vamos trabalhar em parceria com a CECAFEB, que é a cooperativa de exportação do café biológico», explicou para o Téla Nón Cosme Cabeça, Presidente da FENAPA(na foto).

O projecto promovido pela FENAPA, conta com o financiamento do Programa Regional dos Produtores de Café da África Central e do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), num total de 200 mil dólares. Cada uma das instituições garante 50% do valor.

O financiamento vai garantir aos agricultores da região da Colónia Açoriana, construir secadores e armazéns, reabilitar as pistas rurais para o escoamento da produção, assim como a aquisição de materiais de trabalho, para produção do café.

A par do café e cacau, as 7 comunidades estão empenhadas no relançamento da produção de matabala. No passado grande parte das despesas da ex-empresa agrícola Colónia Açoriana, era suportada com as receitas da venda de matabala.

Após a distribuição das terras para exploração individual, a maioria das culturas foi abandonada. Extensas áreas atribuídas a algumas individualidades nacionais, como médias empresas, com mais de 60 hectares, se transformaram em Obôs. «Ganhamos pouco dinheiro com o cacau. Então este bocado que ganhamos com o cacau, associa-se ao rendimento do café, mais a produção de matabala. Poderemos assim sair desta pobreza», defendeu Cosme Cabeça, que para além de ser Presidente da FENAPA; é também pequeno agricultor na Colónia Açoriana.

Abel Veiga

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    DANGERINY MONIZ Responder

    Pelo visto esta a trabalha muito pela nossa agricultura, tem que apostar. É nossa riqueza, vai em frente com o projecto, e da valor ao nosso produto.

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    Armindo Viegas Responder

    Gostei, temos que seguir firmemente para frente, com seriedade e trabalho, muito trabalho, uma coisa é certa, deve-se cultivar nas pessoas o princípio de boa fé, não perseguir quem trabalha,outros colegas, vizinhos, só porque ele, trabalha, tem mais, porque é mais inteligente, mais bem sucedido, tem boa casa, carro, é director e mais bens pessoal, mas sim, deve-se felicitá-lo pelo seu sucesso, porque S. Tomé diz: Dessu só cá dán nguè kuá, sorte dele, que Deus o abençoa, assim sim essa Terra pode avança. Mahatma Gandhi disse, cito:” Não precisamos apagar a luz do próximo para que a nossa brilhe”.Connosco e para todos, bem haja.

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