STP pode exportar ananás para Cabo Verde

A visita da ministra do desenvolvimento rural de Cabo Verde a São Tomé e Príncipe, está a lançar pistas para uma cooperação mais sustentada entre os dois países no domínio agrícola.

Eva Ortet, que na última semana visitou 3 unidades agrícolas são-tomenses, deu conta que o mercado cabo-verdiano pode absorver boa parte da produção nacional de ananás. «Nós temos um consumo enorme de ananás e se resolvermos o problema de transportes, porque não aproveitar o mercado que está lá? Neste momento creio que somos abastecidos pelas Canárias e São Tomé e Príncipe, como país irmão pode fazê-lo também», declarou a governante cabo-verdiana.

ministros e abelNa parcela de terra do jovem agricultor Abel Bom Jesus, por sinal um exemplo de sucesso nacional, apesar da falta de apoio do Estado, a ministra de Cabo Verde acompanhada pelo seu homólogo Teodorico Campos, puderam constatar que a estufa montada pelo agricultor para produção de hortaliças, com destaque para pimentão onde garantia em que garantia cerca de 10 toneladas,  está inactiva por causa da falta de água.

Os canteiros de ananás e tomate do agricultor Abel também estão secos, por falta de água. Nos últimos 3 meses correspondentes a estação seca, sobretudo na zona centro-norte da ilha de São Tomé, a produção de hortaliças ficou condicionada pela falta de água.

O Governo já tomou medidas com vista a construção de um reservatório de 100 mil litros de água para permitir que o agricultor Abel Bom Jesus, possa transformar os 6 hectares de terra que dispõe num verdadeiro celeiro de comida, incluindo na estação seca na zona centro- norte da ilha de São Tomé.

A experiência de Cabo Verde na gestão da água, é um valor acrescentado que a visita de Eva Ortet traz para os agricultores nacionais. «Em cabo Verde cada gota de água conta, mobilizamos água a 300 metros de profundidade. Construímos grandes barragens e diques para armazenamento de água», declarou a ministra cabo-verdiana.

MINISTROSDurante a visita os dois países, vão assinar um protocolo de cooperação, que visa aumentar a produção nacional. «Vamos assinar com o senhor ministro um protocolo de cooperação em que trabalharemos na vertente da formação e também na pecuária. Vamos apoiar na introdução de novas tecnologias que poderão ajudar a multiplicar por 20 a produção de diversas culturas», precisou Eva Ortet.

Já o ministro da agricultura Teodorico Campos, garantiu para o próximo ano, a introdução do sistema de irrigação gota a gota, para melhorar a gestão da água e aumentar a produção. «Para o próximo ano há um financiamento do BAD para introdução do sistema de irrigação gota a gota, e pretendendo estender para todo o país», pontuou o ministro da Agricultura.

A Ministra do Desenvolvimento Rural de Cabo Verde, fez questão de se apresentar como sendo agrónoma de formação, «filha de pais agricultores. Quando eu deixar de ser ministra voltarei a base».

A base de Eva Ortet, é a agricultura. «Mesmo como ministra ponho as mãos na terra. É da mina natureza, não fico bem se não por as mãos na terra».

Ao agricultor Abel Bom Jesus, foi deixado um convite para participar na próxima feira de agricultura de Cabo Verde.

Abel Veiga

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    costa Responder

    Com certeza que São Tomé e Príncipe poderá exportar ananás para Cabo Verde,mas é preciso não esquecer que a Costa do Marfim exporta para Portugal ananás cujo preço de venda por Kg ao público é de €79.isto corresponderá a 20.000.00 dobras aproximadamente.Em São Tomé nunca comprei um pequeno ananás por menos de 50.000.00 dobras.
    Portanto para que essa exportação aconteça, é necessário que se convertam os métodos de produção de forma a que os custos de produção desçam e a quantidade de produção suba.
    Com isto quero dizer que conversa de político, é apenas isso, conversa de político.
    “Neste momento creio que somos abastecidos pelas Canárias” São estas as certezas de uma ministra que pelos vistos gosta muito de mexer na terra.
    Com respeito a agricultura em São Tomé com recurso a sistemas de rega gota a gota nem sem bem a que tipo de cultura se poderia aplicar. Cacaueiro? não vejo a necessidade. Café? também não vejo necessidade.
    A meu ver acho que seria muito mais importante e eficiente o recurso ao sistemas hidroponicos, onde em espaços protegidos e abrigados, poderiam produzir em grandes quantidades e em pequenos espaços e quase sem recurso a fitofármacos, alface, pepino, tomate, pimento de grande qualidade e com tamanhos normalizados. (com hidroponia, quase não consumimos água,ou a que consumimos é aproveitada quase na totalidade)
    Deixem os políticos falar, entreguem aos técnicos o que é dos técnicos.
    Um Abraço a todos

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    ANCA Responder

    Está é uma excelente notícia, encontrar mercado regional, internacional, para a exportação da produção nacional.

    Deverás importante a organização/planeamento do sector agro-pecuário nacional, bem como o planeamento a organização e expansão consumo do mercado interno.

    O sector agrícola a par do pecuário, Mar… (as pescas), devem merecer melhor planeamento e organização de modo a criar mais valia interna/externa, tanto na produção bruta como a transformação.

    Nos diferentes distritos nacionais/regional devem-se criar zonas de produção/especialização/valência agrícola, pecuária e pesqueiro, definição de áreas(extensão de terras), dedicadas a diferentes fins/produção, agrícola pecuária pesqueira, pequena média industria de transformação, introdução de selecção de espécies a produzir e capturar no caso das pescas, formação, planeamento, organização, monitorização trimestral, semestral, anual estatísticas de produção consumo e escoamento externo pelo INE STP, pelos Ministérios e Instituições, Associações de Agricultores Produtores.

    Definição de um Horário(Jornada Agrícola), tendo em conta a latitude e longitude a que nos encontramos, o clima, a humidade, a insolação,… e Salário Mínimo Agrícola, introdução fiscalização de contrato de trabalho, no ramo agrícola, pecuária e pesqueiro.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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    Olívio cardoso Responder

    Obrigado pelo apoio,sinto-me feliz como agricultor

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