Sociedade Civil força negociações entre o Banco Central e o BISTP

A petição subscrita por centenas de são-tomenses, que contestam algumas taxas e comissões aplicadas pelo Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, mexeu com as estruturas do mercado financeiro são-tomense.

Maria do Carmo Trovoada, Governadora do Banco Central, confirmou para a imprensa a recepção da petição. «O banco central recebeu uma petição de um grupo de clientes relativamente as elevadas comissões no BISTP. Devo dizer que a nós também nos preocupa esta situação», declarou.

Uma reunião com a administração do BISTP foi agendada para esta semana. O Banco central quer conhecer as razões que levaram o BISTP a aumentar as comissões e taxas. «Estamos numa economia aberta, em que os operadores económicos estão livres de estabelecer o seu preço. Não é questão a autoridade de supervisão impor aos bancos as comissões que devem cobrar aos seus clientes», alertou a governadora do Banco Central..

No entanto esclareceu que os bancos devem ter em conta «alguns princípios como a razoabilidade, a proporcionalidade e o princípio de adequação a realidade económica e social do país».

Reconheceu que o mercado são-tomense é pequeno e que os custos para se manter no mercado são grandes.

Mas, Maria do Carmo Trovoada não tem dúvidas de que há um conjunto de serviços que os bancos privados devem garantir ao público de forma gratuita. «Estamos conscientes de que haverá um conjunto de serviços que devem ser prestados gratuitamente aos clientes. Por exemplo o fornecimento numa periodicidade mensal do estrato de uma conta bancária, deve ser obrigação dos bancos fornecerem gratuitamente aos clientes», frisou.

Segundo a governadora, o Banco Central já tem uma lista de serviços que devem ser prestados de forma gratuita, «e ainda não podemos avançar mas na próxima semana (esta semana) teremos uma posição», concluiu.

Abel Veiga

 

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    Angelino Louro Responder

    O dialogo, denuncia, e outras atividades que provocam encontros entre pessoas civilizadas em busca de consenso, são pormenores úteis para uma democracia pura. Só tenho é que agradecer o Tela Nóm, e e seu herói Abel pela coragem. Um dia teremos em S. Tomé e Príncipe uma rádio e uma televisão do povo, onde se discute ideias construtivas e não a televisão e rádio do sr. PT.

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