Cacau baixou e pode ter impacto no PIB de STP em 2017

O preço do cacau registou forte baixa no mercado internacional, durante a semana passada, atingindo o nível mais baixo dos últimos 4 anos.

No mercado de Londres, um dos principais consumidores mundiais do cacau, cada tonelada do produto passou a ser vendido por 1533 libras esterlinas. Em Nova York a baixa do preço situou-se em 1869 dólares por tonelada.

A organização Internacional do Cacau, manifestou-se bastante preocupada com a queda do preço no mercado internacional, que vai ter impacto negativo na economia familiar dos agricultores que produzem cacau, e na economia dos seus respectivos países.

Cacau é a principal matéria-prima que São Tomé e Príncipe exporta. O mercado francês, é um dos principais destinos da produção nacional.

As empresas francesas de comércio justo, também reagiram com muita preocupação a forte queda do preço no mercado internacional. As fileiras francesas de comércio justo, que também importam boa parte do cacau de São Tomé e Príncipe, consideram que a situação põe em causa o futuro das comunidades agrícolas produtoras de cacau.

Em alguns países como a Costa do Marfim, que é o maior produtor mundial do cacau, a situação é crítica e pode gerar grande tensão social. O relatório da Organização Mundial do Cacau, dá conta que a Costa do Marfim regista uma super oferta em relação a procura. O país da África Ocidental tem um excedente de produção avaliado em 264 mil toneladas de cacau, acumulado desde Outubro de 2016 até a presente data.

No caso de São Tomé e Príncipe, o Governo na pessoa do Primeiro-ministro Patrice Trovoada, justificou a previsão da subida da economia nacional em 2017 para 5%, com base também no aumento da exportação do cacau. A acentuada baixa do preço do cacau desde a semana passada no mercado internacional, poderá forçar os países produtores do produto a refazerem as suas contas para 2017.

Abel Veiga

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    Lupuye Responder

    Sei que esta nao e uma boa noticia para os nossos agricultores mas podemos tirar licoes preciosas quando isso acontece:
    Sao Tome e principe nao dita o preco internacional do cacau por isso tem que saber que o preco sobe ou baixa consoante a oferta e a procura;
    No momento em que o preco esta alto ha uma necessidade de se amealhar um pouco para a epoca em que ha uma baixa de preco;
    tambem e necessario que mesmo os produtores do cacau facam diversificacao dos seus produtos para que em situacoes identicas eles tenham algo para suprir as suas necessidades financeiras mais prementes.
    E bom que aprendam que o investimento tem altos e baixos e devem estar preparados para isso.

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      Ralph Responder

      Bem dito. É melhor diversificar a economia em vez de se tornar dependente de um preço ou mercado sobre o qual não se tem controle.

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    ANCA Responder

    Daí a importância da diversificação dos sectores da nossa economia, o sector primário, o sector secundário, o sector terciário, a economia do mar e o desporto.

    Alguns países da América do Sul, da Ásia, a minoria dos países da África Subsariana, incluindo São Tomé e Príncipe, exceto algumas exceções, caso da África do Sul e de um ou outro País do Norte de África, todos têm a sua economia assentes, na monocultura agrícola, herdada do colonialismo europeu, o caso do café, cacau, chás, bananais, amendoim, caju, etc, etc,…o que permite baixa rendas para a transformação progressos desenvolvimento sustentável destes países por si só, sem recorrer a ajudas externas, ajuda pública ao desenvolvimento, que constitui também ela um freio a estes países, quando bem analisadas.Houve e há o conceito de materiais primas, petróleo,ouro, prata,diamantes, pedras preciosas, alumínio, gás, etc,…de que os País que as contém, poderiam resolver a questão da renda, do aumento do pib, bem como do desenvolvimento sustentável, como percebemos na realidade jamais têm este efeito, temos o caso de Angola,da Nigéria, da Guiné Equatorial, dentre outros, pois que os preços são ditados pela a oferta e procura, tomando sempre em conta as crises internacionais, da economia e finanças bem como de guerras.Pois que os preços das monoculturas agrícola, bem como das comodities são voláteis,…

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      ANCA Responder

      Onde se lê ” a minoria dos países da África Subsariana”, deve-se ler a maioria dos países da África Subsariana.

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    ANCA Responder

    No nosso caso, São Tomé e Príncipe, para além desta situação da dependência na monocultura agrícola, é da ajuda externas, temos que ter em conta as desvantagens decorrentes da nossa realidade físico geográfica política, populacional.
    Somos País,território pequeno insular, com dupla insularidade, com população reduzida, encontramo-nos na periferia longe dos grandes centros de decisão económica e financeiras, apesar da nossa localização geo estratégica, politica.

    Para além disto, a nível da logística, dos transportes, terrestres, aéreos, marítimas,…a nível de portos, cais , aeroportos, estamos muito, aquém de competir com grandes potências, económicas financeiras, produzimos pouco e ainda por cima assente na monocultura de cacau,…temos pouca diversificação económica, na nossa economia, poucos quadros bem formados e qualificados, ausência de planos políticas de desenvolvimento sustentável quer a curto, médio e longo prazos, temos instituições fracas na prossecução de objectivos inerentes, população com muito baixo nível de educação formação qualificação de base, pouca capacidade de análises críticas e acompanhamento a evolução e retrocessos que acontecem no mundo quer a nível social, cultural, ambiental, desportiva, politica, económica e financeiras e a adaptação a realidade do País(Território/População/Administração), a essa conjuntura contexto exterior regional mundial, na política políticos na sociedade interna o conceito de favor político económico financeiro em troca de voto, faz desviar atenção daquilo que deve ser mais premente na nossa sociedade, a questão da pobreza, da educação, da saúde, do trabalho, produção, da justiça, do desporto, do crescimento desenvolvimento sustentável,…

    Juntando a isto a sectores da população,da administração, que jamais compreendem, pouca capacidade de análise, que jamais pode ser um país ou países externos a pagar salários, internos, que se se quisermos melhores hospitais, escolas, boas estradas, melhores salários,etc,… temos que produzir mais e melhor.

    É necessário modernização diversificação económica dos sectores de actividades do País(Território/População/Administração), aliado e coordenação com outros investimentos em infraestruturas, para aproveitamento da mais valia da localização geo estratégica política que temos na região, é aposta nas tecnologias de Informação, massificar o uso destas tecnologias no seu populacional, nas escolas, bem como aposta nas economias do mar, cluster do mar, do Turismo.

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      ANCA Responder

      Onde se lê”dependência da monocultura agrícola, é da ajuda externas”, deve-se ler dependência da monocultura agrícola, é da ajuda externas.

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    Ralph Responder

    Isto ilustra tão bem o perigo em depender demasiado numa única matéria-prima para a riqueza e o rendimento de um país. Vejo o mesmo na Austrália, onde estamos dependentes quase completamente no preço mundial de ferro e a venda de tal a países como a China. Com tempo, os produtores vêm a depender num preço a um certo nível e quando baixa, então chegam os problemas. Agora temos um défice enorme devido à queda do preço mundial desde o final da década de 2000 e este défice cresce em cada dia. Como dizem, quando a China espirra, a Austrália contrai a gripe (antigamente costumavam dizer o mesmo em relação ao relacionamento com os EUA). Mais diversificação é a solução, tanto em STP como na Austrália.

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      MIGBAI Responder

      Muito boa tarde meu caro RALPH.
      É sempre um prazer ler os seus comentários.
      Sobre a diversificação da produção agrícola.
      Meu caro RALPH, mas quem é que em São Tomé tem capacidade de diversificar os produtos agrícolas?
      RALPH, as roças foram retalhadas e entregues a quem somente tem capacidade para retirar o cacau das arvores.
      As roças foram roubadas aos donos e entregues a operários que não têm dinheiro para diversificar na produção agrícola.
      São Tomé e Príncipe só sairá da miséria quando entregarem de novo as roças aos seus donos e indemnizarem os mesmos pelo roubo que o estado lhes fez.
      Somente os verdadeiros proprietários/donos das roças possuem conhecimentos e possuem capacidade financeira para alterarem os destinos da nossa agricultura, nunca os que receberam lotes de roças terão capacidade para o que quer que seja de investimento, a não ser, retirar unicamente algum cacau das arvores com o qual vão mantendo a cabeça cheia de vinho.
      Se um dia o RALPH visitar estas miseráveis ilhas, vai ver como as roças estão completamente abandonadas e destruídas.
      Não vai encontrar em nenhuma das antigas roças, arvores alinhadas, podadas, tratadas. Tudo está ao abandono!!!
      Chamem os donos das roças e devolvam as mesmas, para que estes as trabalhem, e as façam produzir em diversificação de produtos.
      Aquele abraço amigo RALPH.

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