Política

Conselho de administração da empresa de água e electricidade caiu em bloco

A decisãjulio-silva.jpgo foi tomada em conselho de ministros presidida pelo Chefe de Estado Fradique de Menezes, ao convite do governo. A proposta do ministro dos recursos naturais, energia e meio ambiente, no sentido da elaboração de um programa prioritário de produção de energia térmica e hidroeléctrica, incluiu a exoneração do conselho de administração da AMAE(na foto ex-director geral Julio Silva).

Já não dá para contar quantas administrações a empresa de água e electricidade conheceu nos últimos 15 anos. Todas prometem sanear as finanças da empresa que vive uma crise crónica, e o aumento da produção de electricidade. Certo porém é que a EMAE nunca saiu da crise financeira e o fornecimento estável de electricidade sempre adiado.

Na última sexta-feira, o governo através do seu porta-voz, o ministro da justiça, assuntos parlamentares e reforma do estado, Justino Veiga, veio anunciar que na reunião do conselho de ministros de quinta – feira liderada pelo Presidente da República, foi decidido pôr fim as actividades do conselho de administração da EMAE. «Foi decisão do conselho de ministros concordar com a proposta de substituição do conselho de administração da EMAE. Isso não significa que o governo tivesse entendido que existe uma sintonia entre as dificuldades actuais da EMAE e o actual conselho de administração. Esta substituição enquadra-se num objectivo de reestruturação e de saneamento da EMAE, que vai implicar alterações no conselho de administração, mas também a nível de outros sectores da empresa», afirmou o porta-voz.

Ao mesmo tempo o executivo, promete elaborar um programa prioritário de produção de energia térmica e hidroeléctrica.

Uma comissão vai ser criada para elaborar um plano de reestruturação da empresa de água e electricidade.

Por outro lado os contratos assinados com os operadores privados interessados em explorar a produção de energia também vão ser revistos. «Com vista a adequação ao quadro legal e o cumprimento das obrigações contratuais consagrados», refere o conselho de ministros.

Para perspectivar as acções a serem implementadas a médio prazo no sentido de resolver a crise energética, o governo, diz que vai elaborar um plano director de energia.

Abel Veiga

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