Na reflexão sobre o papel da guarda costeira na defesa e segurança do país, governo considera Estados Unidos de América como parceiro estratégico

Publicado em 03 Set 2008
Comentários; fechado

Com a guprincipe-aereo.jpgarda costeira como pano de fundo, num arquipélago que tem a maior parte do seu território (mar) desprovido de segurança, o Primeiro Ministro Rafael Branco,manifestou-se preocupado com a multiplicidade de ameaças que põem em causa a   segurança no mundo. Nas acções terroristas e contrabandistas, são utilizados os mais modernos sistemas que neutralizam os meios tradicionais de fiscalização, alertou o Chefe do Governo.

É por causa desse perigo que usa métodos sofisticados, que o governo, a sociedade civil e as forças militares e para-militares, reuniram-se no quartel-general das forças armadas, para debater a situação da unidade da guarda costeira. País arquipelágico de 1001 quilómetros quadrados de terra, São Tomé e Príncipe tem a maior parte do seu território estendido no mar.

A ministra da defesa nacional, reconheceu que é exactamente no espaço marítimo nacional onde está a maior parte da riqueza do país. No entanto é o território menos protegido.

Daí a importância da construção de uma guarda costeira capaz de assegurar a fiscalização da zona. Numa altura em que estão a ser analisadas as modalidades para implementação de uma força conjunta entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria para fiscalizar a zona de exploração conjunta de petróleo, o governo são-tomense, considera que os Estados Unidos de América são prioritários para ajudar o arquipélago na edificação da guarda costeira. «Com os Estados Unidos, estamos num processo de parceria técnica militar para realmente assegurar a protecção da nossa zona económica exclusiva. Temos alguns meios de detecção, radares para facilitar o controlo da nossa zona», declarou a ministra, para depois acrescentar que o futuro da relação com a superpotência mundial é promissor. «Esta é uma pequena parte daquilo que é um grande projecto. Pensamos que futuramente poderemos ter muito mais. Ainda nos faltam barcos, lanchas oceânicas, muita formação e treinamento das nossas forças para responder os desafios que temos pela frente», pontuou Elsa Pinto.

O Primeiro-ministro Rafael Branco, não escondeu o receio face ao perigo que ameaça o mundo. «Hoje é ponto assente e indiscutível, que nenhum país sozinho pode vencer o desafio da multiplicidade de ameaças e as formas as vezes refinadas como alguns dos seus actores são capazes de contornar os meios tradicionais de defesa e segurança. Hoje temos redes terroristas, redes de contrabando, uma série de outras redes que associam criminosos a tentarem muitas vezes contra a segurança dos estados», declarou o Chefe do Governo.

A palestra enquadra-se no âmbito dos festejos do dia das forças armadas de São Tomé e Príncipe a ser assinalado no próximo dia 6 de Setembro.

Abel Veiga