Política

Deputados apoiam luta de estudantes para obtenção de visto de entrada em Portugal

Na sessão assembleia-nacional.jpgparlamentar extraordinária desta quarta-feira, os deputados a Assembleia Nacional, juntaram as suas vozes ao protesto dos estudantes são-tomenses que apesar de beneficiarem de bolsas de estudo no âmbito da cooperação bilateral com Portugal, receberam sinal de STOP na embaixada de Portugal no arquipélago. A recusa do visto de entrada em Portugal, levou os estudantes a saírem a rua em protesto desde a última semana.

 

O deputado da coligação MDFM-PCD, Pires Neto foi quem abriu as hostilidades. O representante do povo, começou por acusar algumas autoridades são-tomenses de terem compromisso pessoal com o estado português. «Quem tem compromisso com o estado português tem que saber ter compromisso. Porque o meu filho tem que passar pela embaixada, sofrer ser maltratado, e o filho dos senhores que tem compromisso, passam por lá e vão embora», afirmou o deputado, para depois endurecer a linguagem, «porque os portugueses alguns vêm para São Tomé de calção e parte cornos e recebem o visto de entrada no aeroporto, e os senhores tem conhecimento. Aceitam tudo isto. Em Angola e outros países ninguém faz isto, mas aqui fazem tudo, porque somos mendigos demais e temos compromissos com eles», concluiu o deputado do círculo de Mé-Zochi, membro do partido MDFM- PL.

 

Da parte do PCD também chegou a reacção de protesto. O deputado Cosme Rita, deu a voz. «Portugal tem o dever moral de participar activamente na formação de quadros são-tomenses para garantir o desenvolvimento do país. Face a minha inquietude no que toca a essa problemática de recusa de visto de estudos aos jovens são-tomenses, venho juntar a minha voz a destes jovens que procuram um futuro melhor, e exortar o governo em tudo fazer no sentido de encontrar a saída mais airosa para situação», declarou.

 

A bancada do MLSTP/PSD também não ficou calada. A deputada Maria das Neves, pôs em causa a contradição existente entre as exigências dos centros de ensino de Portugal em termos de idade, e a posição da embaixada portuguesa. «Daí que gostaria de pedir ao governo para que analisasse esta questão com Portugal. Porque Portugal é a nossa porta de saída, constatamos que há casos de estudantes que necessitam apenas de visto de trânsito para outros países, e a eles também é recusado o visto. Já tivemos caso de estudantes que iam para Marrocos que necessitavam de visto de transito e foi recusado o visto. Há qualquer coisa que não está bem», pontuou, a deputada social-democrata.

 

O governo já anunciou que está a trabalhar junto com o executivo português, para encontrar uma saída para a crise.

Abel Veiga

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