Promessa do governo de Rafael Branco de estabilizar o preço dos produtos alimentares, ficou salgada

Publicado em 07 Out 2008
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Ao crafael-branco-bom.jpgontrário da promessa feita a nação pelo governo do MLSTP/PSD, o preço dos produtos alimentares não para de subir no mercado nacional, e o sal assume o destaque. O produto essencial para dar sabor a qualquer prato, está a ser vendido por 100 mil dobras o quilo, cerca de 5 euros. O Primeiro-ministro Rafael Branco, reconhece a promessa feita há cerca de 3 meses, mas defende-se com a conjuntura internacional, marcada pelo aumento do índice do preço dos produtos alimentares.

Enquanto líder da oposição, o MLSTP/PSD e o seu líder Rafael Branco, criticaram ferozmente o constante aumento do preço dos produtos alimentares no mercado nacional, tendo mesmo acusado os sucessivos governos de serem incapazes de evitar o aumento do custo de vida.

Assim que formou o seu governo, uma vez que a coligação vencedora das eleições manifestou-se indisponível, por isso mesmo o executivo número 13 é do MLSTP/PSD, o Primeiro-ministro Rafael Branco, prometeu tudo fazer para estabilizar o preço dos produtos no mercado nacional.

Três meses depois, o líder do governo reconhece que a promessa fracassou. «Tínhamos dito que íamos tentar estabilizar os preços. Não é fácil», afirmou, tendo apresentado a conjuntura internacional como sendo desfavorável.

A recente oferta pelo reino do Japão, de várias toneladas de arroz, está a ajudar o executivo a suavizar os preços no mercado. O Chefe do Governo garantiu que o produto bastante consumido no país, e que funciona como o fiel da balança em termos de disparo dos preços, está a ser vendido a 13 mil e 500 dobras, cerca de meio euro.

O mesmo não acontece com outros produtos alimentares, incluindo as hortaliças. Apesar da chuva abundante e terra fértil, os produtos locais continuam a ser vendidos a preços proibitivos. Isso mesmo confirma o recente balanço do índice do preço ao consumidor publicado pelo Instituto Nacional de Estatísticas.

O preço do milho, subiu 33,5% e a cenoura cresceu 23%. Com a inflação a rondar 19,2% o instituto nacional de estatísticas diz que no mês de Agosto último o preço do peixe voador panhá, uma espécie que mata-fome as famílias mais pobres, subiu 22%, e a batata-doce que pode ser uma opção para acompanhar o cozido do voador panhá, aumentou 25,4%.

O mais grave é que a maioria dos são-tomenses arrisca-se a comer tudo insosso, ou seja, sem sal. Cada quilo do sal já está a ser vendido a 100 mil dobras o quilo, o equivalente a 5 euros. Na venda a retalho cobra-se 10 mil dobras por cada colher de sal.

O ministro do comércio, já se reuniu na última semana com os comerciantes, em busca de um entendimento para travar a galopante subida do preços dos produtos alimentares, e sobretudo combater a crise do sal.

Abel Veiga