Presidente da República diz que as declarações de Maria das Neves sobre montagem de cabala política são tristes

19 Novembro 2008
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Presidente da República diz que as declarações de Maria das Neves sobre montagem de cabala política são tristes

Ao reagir as declarações da antiga Primeira-ministra Maria das Neves, que apontam o caso GGA como uma cabala política montada para a afastara da corrida a presidência da república em 2006, o Chefe de Estado são-tomense, Fradique de Menezes, disse que recebeu tais declarações com tristeza, tendo em conta a personalidade que as produziu. Fradique de Menezes garante que nunca tentou influenciar a decisão dos magistrados judiciais e que não vai fazê-lo até o final do seu mandato. Como garante da constituição e do normal funcionamento das instituições, instou aos indiciados no caso, a deixarem a justiça cumprir o seu papel.

Na nota de imprensa, o Chefe de Estado são-tomense começa por confessar que «tem estado a com muito interesse e atenção, através dos meios de comunicação social, as sessões de julgamento relacionado com o caso GGA».

A reacção de Fradique de Menezes, que foi transmitida pela voz do seu assessor de imprensa, Adelino Lucas dos Santos, fala de tristeza e surpresa, em relação ao comportamento de certos réus no processo «de pretenderem envolver a sua pessoa nas declarações que têm vindo a prestar na referida sessão de audiência e julgamento. Na primeira ocasião foi feita imputação a empresa CGI limitada, declarações essas que foram provadas nesse tribunal como sendo completamente falsas e vergonhosas, montagens fabricadas. Por alguns réus e seus conselheiros», refere a nota de imprensa.

Logo a seguir, Fradique de Menezes diz que fica espantado diante do que considera ser mais uma tentativa de o acusar como mentor de todo o processo relacionado com o escândalo financeiro no GGA, apenas para provocar danos a uma declarante.  «Foi com tristeza que assistimos a uma declaração desta natureza, por parte de uma declarante com grande formação académica e que ocupou e ocupa altas funções na política do país e que deveria sentir-se orgulhosa com a maneira como enfim, a justiça do seu país está a querer apurar a verdade material dos factos imputados e responsabilizar os seus actores e co-participantes», precisa a nota de imprensa, em resposta as declarações da ex-Primeira Ministra Maria das Neves.

Fradique de Menezes, faz alusão a separação dos poderes que caracteriza o estado de direito democrático, sustentada também pela constituição política em vigor. Facto que tira ao Chefe de Estado qualquer hipótese de influenciar as decisões dos tribunais. «Como garante da constituição e do regular funcionamento das instituições insta a todos que estejam supostamente indiciados no caso GGA que deixe a justiça fazer o seu trabalho e com serenidade e dignidade aguardem o resultado e aceitem o veredicto final que será proferido pelo colectivo de juízes», concluiu.

Abel Veiga

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