MDFM denuncia compra de consciência dos seus militantes antes mesmo do arranque da campanha eleitoral

Publicado em 12 Jan 2009
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2009 ano prmdfm.jpgé eleitoral iniciou com o banho financeiro, ou seja, a compra de consciência das pessoas com vista aos escrutínios eleitorais que se avinhavam. A denúncia vem do partido MDFM, que justificou tal fenómeno como sendo a causa da decisão de 11  membros do seu conselho nacional em abandonar definitivamente o partido. João Costa Alegre, que coordena o MDFM até ao congresso extraordinário previsto para breve, acusa um partido político são-tomense como tendo oferecido 3 a 5 mil dólares a cada um dos seus militantes para prestarem serviço a tal força política.

João Costa Alegre não divulgou o nome da força política que está a esbanjar dólares para comprar a consciência dos membros de direcção do MDFM-PL. Segundo o coordenador do MDFM, a denúncia do partido político que pretende enfraquecer o MDFM será feita oportunamente.

Nas declarações que vêm na sequência do artigo publicado pelo Téla Nón que dá conta de uma carta subscrita por um grupo de 11 membros do conselho nacional do partido e endereçada ao presidente honorário Fradique de Menezes, anunciando o afastamento definitivo, João Costa Alegre, confirma que após auscultação de tais militantes ficou provada a compra de consciência. «Nós sentimos que efectivamente eles têm outros problemas que nada têm a ver com a sua militância. Foram contactados por uma força política ou contactaram a força política e está em jogo avultadas somas em dinheiro. Há promessas de dinheiro vindas de um partido político. Propostas que vão de 3 mil a 5 mil dólares a cada um dos coordenadores do MDFM e a promessa para eles integrarem o conselho nacional daquele partido», afirmou o coordenador do MDFM.

João Costa Alegre acrescentou que o objectivo desta acção é enfraquecer o seu partido. «O MDFM estava coligado e a outra força política pode considerar que como não conseguimos atingir os nossos objectivos, também vamos ter que fragilizar o MDFM», frisou.

PCD é a força política que estava coligada ao MDFM, desde 2005. Uma coligação que ganhou as eleições legislativas de 2006, mas o divórcio veio a acontecer em 2008.

João Costa Alegre, declarou guerra total contra o alegado aliciamento financeiro dos seus militantes. «A batalha vai começar e não sei quem vai arruinar quem. Porque se o tal partido está a pagar 3 a 5 mil dólares aos nossos coordenadores, então nós vamos trabalhar também com as bases desse partido dizendo que têm tanto dinheiro e está a comprar os militantes do MDFM, portanto o partido em causa vai ter que pagar também aos seus militantes», precisou.

O MDFM diz que o banho financeiro que começou antes da abertura da campanha eleitoral, vai obrigar as suas estruturas a reforçar nos próximos tempos o trabalho de terreno. O partido considera por outro lado que o momento é decisivo. O coordenador reconhece a crise reinante no seu partido. «Defendemos a militância. Quando temos pessoas do nosso partido que se vendem, a partida a militância está em jogo. Um partido faz-se grande com a militância e convicção dos seus membros. Existe crise em todas as forças políticas. É neste momento que vamos saber quais são os verdadeiros militantes do MDFM», sublinhou.

Porque os 11 coordenadores de zonas do distrito de Água Grande, justificam a decisão de abandonar o MDFM pelo facto do partido não ter uma estratégia definida, o coordenador da comissão de gestão, diz que «se o MDFM não tem estratégia eles também são culpados, porque são membros do conselho nacional e não ajudaram a construir essa estratégia», pontuou para depois rejeitar outra acusação dos 11 membros do conselho nacional, segundo as quais o partido não agiu correctamente demitindo a direcção de Manuel de Deus Lima. «A decisão foi tomada em conselho nacional. Porque é que não levantaram as suas vozes quando se tomou tal decisão. Porque é que não manifestaram publicamente quando se tomou essa decisão e só o fazem agora através de uma carta», concluiu.

MDFM, na luta para evitar a debandada dos seus militantes mais influentes, alegadamente por causa de aliciamento financeiro, o chamado BANHO.

Abel Veiga