Política

Chefe do Governo diz que não pode reagir a intenção do Presidente da República em demitir-se do cargo apenas com base numa intervenção de terceiros

O primeiro-ministro RafaelBranco e opresidenciais-2006.jpg seu partido, o MLSTP/PSD esperam por uma declaração oficiai doPresidente da República a propósito da intenção de renúncia do cargo, para então reagirem a situação. O chefe do Governo, diz que até ao momento não houvequalquer declaração de Fradique de Menezes nesse sentido, por isso o seu governo está concentrado na realização das acções previstas no seu programa.

Rafael Branco e o MLSTP/PSD não dão crédito a conversa de terceiros. Esperam que seja o próprio Presidente da República a anunciar a renúncia do cargo. «Tínhamos de ouvir uma declaração do senhor Presidente, não hádeclaração. Um estado não se gere pela intervenção de terceiras pessoas. Vamos esperar pela declaração do senhor Presidente e enquanto partido responsáveltomaremos uma  posição», afirmou Rafael Branco.

O Primeiro Ministro manifesta-se tranquilo ainda mais quando o país, «está calmo». Tudo está dentro da normalidade acrescenta Rafael Branco, para depois pontuar que «A vida do cidadão desenrola-se normalmente. É verdade que ao ritmo do leve – leve, vai levar tempo mudar este ritmo. Mas estamos a trabalhar, nós o governo para cumprirmos os objectivos que fixamos», concluiu.

Por outro lado o PCD principal parceiro do MLSTP/PSD no governo, também encara com naturalidade a intenção do chefe de estado são-tomense em renunciar ao cargo. O presidente do partido, Albertino Bragança, explicou que numa situação de perigo não se
esperava que fosse o comandante do barco (Presidente da República), o primeiro
a abandonar a embarcação. PCD também espera pela declaração pública de Fradique
de Menezes.

Abel Veiga

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