Apoios vão vir de Angola para fortalecer a segurança interna

Publicado em 21 Fev 2009
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No regresso da visita relâmpago rafael-branco.jpga Angola, esta sexta-feira, o Primeiro-ministro Joaquim Rafael Branco, anunciou que Angola vai dar apoios ao sector da segurança interna. Rafael Branco, preferiu não especificar o tipo de apoio que será concedido pelas autoridades angolanas. Em cerca de 7 horas em Luanda, o chefe do governo são-tomense reuniu-se com o seu homólogo angolano e foi recebido pelo Presidente José Eduardo dos Santos.  Os acordos estruturantes para o desenvolvimento do arquipélago assinados com o governo angolano vão conhecer maior celeridade, garantiu Rafael Branco.

Ainda a digerir a situação de tentativa de golpe de estado, O primeiro Ministro apanhou esta sexta-feira um avião jacto enviado por Angola, e fez uma visita de 7 horas ao país vizinho. Imediatamente foi recebido pelo seu homólogo angolano e pelo Presidente José Eduardo dos Santos. Mesmo assim o chefe do governo não aceita que se tratou de uma visita relâmpago e urgente. « Uma visita normal em que encontrei com o senhor Primeiro Ministro da República de Angola, e com sua excelência o senhor Presidente de Angola, onde pudemos passar em revista a cooperação, actualizar a informação sobre a situação em cada um dos países e tomar algumas decisões em relação a nossa cooperação», afirmou Rafael Branco.

As decisões tomadas em Luanda visam a execução célere dos projectos estruturantes que o chefe do governo acertou com o executivo angolano a quando da sua última vitima ao país vizinho. A modernização e ampliação do aeroporto internacional de São Tomé e Príncipe é um dos dossiers. «Decidimos pela realização no máximo até ao dia 15 de Março de uma reunião em São Tomé para preparar os dossiers relativos aos assuntos que eu havia identificado durante a minha ultima visita», explicou para depois anunciar a que Angola deverá abrir uma linha de crédito para financiar o orçamento geral do estado de 2009. «Uma missão nacional deverá deslocar a Angola brevemente para tratar da questão do crédito que havíamos solicitado a República de Angola», pontuou.

Questionado pelo Téla Nón sobre o valor da linha de crédito, Rafael Branco, disse que é um assunto a ser negociado pelas partes, mas que o destino seria o financiamento do OGE. Por outro lado da parte do Presidente José Eduardo dos Santos ficou a promessa angolana de buscar formas de apoio a São Tomé e Príncipe tanto a nível bilateral como multilateral. No âmbito multilateral, segundo Rafael Branco, o Chefe de Estado angolano prometeu sensibilizar organizações como a comissão do golfo e a CPLP, para se envolveram no esforço de apoio a favor de São Tomé e Príncipe.

Rafael Branco, esteve em Angola acompanhado por dois ministros, nomeadamente Benjamim Vera Cruz das Obras Públicas, por causa dos projectos estruturantes firmados com a República de Angola, e pelo Ministro da Administração Interna, Raul Cravid, cujo sector até a bem pouco tempo não estava na lista dos projectos estruturantes.

Raul Cravid, foi o membro do governo que mais directamente tratou de prevenir o alegado golpe de estado que deveria acontecer na quinta-feira 12 de Fevereiro. «Não é desta visita que São Tomé e Príncipe, tem cooperação no domínio da ordem interna. Certamente a presença do ministro destinava-se a apoiar-me na configuração da análise da situação e dos eventuais apoios que precisaremos», declarou o Chefe do Governo.

Questionado sobre o tipo de apoio que foi acertado com as autoridades angolanas para fortalecer a segurança interna, Rafael Branco respondeu numa com a mesma palavra. «Apoios».  O primeiro-ministro evitou a todo custo falar das acções bilaterais que poderão beneficiar o sector da ordem pública.

Desta forma os próximos tempos revelarão a opinião pública nacional, os dossiers que vão trazer mais apoios de Angola para a segurança nacional.

Abel Veiga