Rafael Branco anuncia dificuldades para realização das próximas eleições na data prevista

Publicado em 27 Fev 2009
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Após remapa-de-stp.jpgunião esta quinta-feira, dos órgãos de soberania do estado são-tomente, o primeiro-ministro Rafael Branco, confirmou que não está garantida a realização das próximas eleições na data prevista. Por causa do previsível atraso, o Presidente da República, sugeriu em conferência de imprensa, que as eleições legislativas fossem adiadas para 2011 e realizadas em simultâneo com as presidenciais. Uma forma de dar mais tempo de vida ao executivo de Rafael Branco. Hipótese no entanto rejeitada pelo primeiro-ministro. 

O primeiro-ministro que falou em nome dos titulares dos órgãos de soberania, após reunião liderada pelo Presidente da República, anunciou que há muito trabalho pela frente antes de se realizar as eleições autárquicas e regionais previstas para Agosto de 2009, e as legislativas de Março de 2010. «Há muita dificuldade em termos tudo preparado para fazer as próximas eleições no prazo estabelecido. Há trabalhos a serem feitos», frisou o Chefe do Governo para depois detalhar. «A assembleia nacional criou uma comissão eventual para revisão da lei eleitoral. A nível do governo estamos a trabalhar para mobilizar recursos, para se proceder a um estudo sobre o ordenamento do território, uma nova divisão política administrativa. Mas creio que isto tudo se pode fazer de maneira que os calendários previsíveis das eleições sejam respeitados», pontuou.

O líder do governo, aproveitou para rejeitar a sugestão do Presidente da República, para que as eleições legislativas fossem adiadas para 2011. «As eleições serão marcadas em função do cumprimento desse calendário, e não em função de qualquer outra questão», declarou Rafael Branco.

 A reunião dos órgãos de soberania realizada no palácio presidencial, permitiu a concertação de posições com vista ao reforço da estabilidade interna. «Cada órgão de soberania teve a oportunidade de falar sobre as suas tarefas e prioridades. É evidente que isso se situa num contexto particular e a questão da estabilidade foi vista que ela é necessária. Eu próprio enquanto chefe do governo tive a ocasião de dizer repetidas vezes que a estabilidade é a condição interactiva para que os objectivos da nação sejam atingidos», concluiu.

Abel Veiga