Doca de peixe que custou 5 milhões de dólares vai ser vendida

Publicado em 13 Abr 2009
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A doca de prafael-branco.jpgeixe, construída na marginal 12 de Julho na capital São Tomé e que custou 5 milhões de dólares pode ser vendida antes mesmo da inauguração. Tudo porque o governo não sabe o que fazer com uma infra-estrutura que tem cais curto, e consequentemente incapaz de cumprir com o seu objectivo.

A doca de peixe, que foi concebida para organizar o comércio do pescado e promover a pesca semi-industrial, é um projecto falhado. Num país carente e com muitas prioridades das prioridades, 5 milhões de dólares foram investidos na construção de uma infra-estrutura que agora as autoridades não sabem o que fazer com ela. «Temos de procurar uma alternativa racional e economicamente sã para a utilização da doca. Estamos a procura dessa alternativa. Não estamos propriamente a falar de dinheiro, mas se houver uma boa oferta, venha de onde vier, vamos alienar o edifício e construir outro para satisfazer as necessidades», declarou o Primeiro-ministro Rafael Branco.

O projecto de doca de pesca lançado pelo governo do Primeiro-ministro Tomé Vera Cruz, foi apresentado como pólo fundamental para o desenvolvimento da pesca semi-industrial. Um fracasso que se junta a outras iniciativas do estado são-tomense, no sentido de promover o desenvolvimento de um sector que tem enorme potencial, a pesca. «Está no nosso programa o desenvolvimento da pesca semi-industrial. Há algumas infra-estruturas que estão paradas há muito tempo em neves e na ribeira funda. Portanto há planos para reactivar essas estruturas e fazer o sector privado participar mais na produção pesqueira nacional», pontuou o Rafael Branco.

Ainda no sector das pescas, o governo que reagiu tarde em relação a confiscação dos 9 navios de pesca espanhóis que foram abandonados, em Fernão Dias, garante que já conseguiu comprador para as embarcações. «Recebemos uma manifestação de interesse de alguém que quer comprar as embarcações. Vamos iniciar um processo negocial. Se o preço for bom, e se satisfazer os encargos que o estado e muitas entidades assumiram. O que o estado quer é livrar o país desse perigo iminente», frisou.

Dos 9 navios de pesca, apenas 2 estão atracados ao largo de Fernão Dias. Quanto ao resto uns naufragaram e outros encalharam na praia.

Abel Veiga