Rafael Branco reconhece que os são-tomenses ficaram mais frustrados nos 12 meses de vida do seu governo

Publicado em 26 Jun 2009
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No balanço dosprimeiro-ministro.jpg 12 meses como Primeiro-ministro e Chefe do Governo, Rafael Branco, apresentou alguns aspectos positivos desenvolvidos pelo seu governo. A baixa da taxa de inflação é um deles. Mas no final do discurso, reconheceu que os são-tomenses estão frustrados com a situação de vida que agravou nos últimos 12 meses.

Depois de ter descrito um conjunto de acções de impacto social, grande parte delas concebidas e projectadas pelos anteriores governos de Tomé Vera Cruz e de Patrice Trovoada, e que agora vão ser implementadas pelo seu governo, nomeadamente os projectos de adopção de água potável as populações dos distritos de Mé-Zochi e Água Grande, bem como a construção de algumas estradas, Rafael Branco, pôs a mão na consciência, e reconheceu que nos últimos 12 meses a frustração tomou conta dos são-tomenses. «Entendo perfeitamente a frustração de muitos dos nossos compatriotas em relação aos problemas que enfrentam no seu dia-a-dia: falta de emprego, falta de energia, falta de estradas, etc. Entendo igualmente a frustração de milhares de jovens em relação as suas necessidades de formação quer no interior como no exterior do país», afirmou o Primeiro-ministro.

O primeiro-ministro que tinha dito que o seu governo é de missão, reconhece também que não tem tempo para dar volta a situação. «Quero dizer de maneira clara que não há soluções fáceis, que os problemas que temos não podem ser resolvidos todos num ano, nem em dois nem mesmo em três anos», sublinhou. O mandato do actual executivo termina dentro de 8 meses.

A dependência do país em relação a ajuda externa para atender as necessidades básicas é um mau caminho, acrescentou o Chefe do Governo, tendo dito que «esta ajuda diminui e a cada dia, e mais difícil mobilizar», declarou. Por isso mesmo defende que os são-tomenses devem arregaçar as mangas e trabalhar muito mais.

Realce positivo nos 12 meses do décimo terceiro governo constitucional, vai para a baixa da taxa de inflação. «Graças ao rigor da nossa política monetária e fiscal, foi possível reduzir em cerca de 50%  taxa de inflação acumulada : assim a inflação era em Maio de 2008 de 13,2% tendo caído para 6,7 em Maio de 2009», detalhou Rafael Branco.

Outro aspecto positivo tem a ver com o valor das reservas líquidas disponíveis que atingiram 38,7 milhões de dólares em Abril de 2009. Com esta reserva o Governo diz que estão assegurados 4,7 meses de importação. «Um indicador sem dúvida bom para um país pobre como o nosso», realçou.

Abel Veiga