Governo de Rafael Branco também quer matar o processo-crime STP-Trading

Publicado em 29 Set 2009
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antonio-quintas-stp-trading.jpgApós encontro segunda – feira com o Presidente Interino da Assembleia Nacional, Jayme José da Costa, o representante do grupo de sócios da STP-Trading, identificou as pessoas e instituições que querem matar o processo crime que a justiça moveu contra a direcção da STP-Trading.  António Quintas Aguiar, apontou o dedo ao governo, indicou alguns partidos políticos, e anunciou que a Assembleia Nacional não tinha conhecimento de muitos aspectos relacionados com o escândalo financeiro-comercial. Dai a importância do encontro que permitiu ao Presidente Interino do parlamento conhecer melhor os meandros do escândalo.

O Governo de Rafael Branco, está no grupo de pessoas e entidades que está a fazer expedientes para evitar o esclarecimento do caso STP-Trading. A denúncia é feita pelos sócios da empresa, após encontro com o Presidente Interino da Assembleia Nacional. «Nós notamos que há expedientes de alguns elementos ligados a alguns partidos políticos, notamos expedientes ligados ao poder governamental, notamos expedientes ligados a alguns cidadãos que têm intervenção junto do governo no sentido de fazer com que o processo não avance. São manobras que existem e que são feitas com muita habilidade, engenho e arte no sentido de matar este processo», denunciou António Quintas.

Surge a seguinte pergunta. Porque é que o poder governamental estará a fazer expedientes para matar o processo STP-Trading? Entre muitas respostas, o Téla Nón recorda sempre o seu artigo em que dizia que o Governo pode ser arrastado para o caldeirão do escândalo.

O mais grave ainda é o facto do representante dos sócios ter declarado que «Constatamos que a Assembleia Nacional não estava esclarecida, não tinha muitas das informações que trouxemos aqui. Muito do que dissemos aqui não era do conhecimento da Assembleia. Há elementos que a Assembleia não conhecia», assegurou António Quintas.

Um escândalo que certamente vai gerar muitos problemas políticos.

Abel Veiga