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São Tomé regista operações ilegais de embarcações na sua zona económica exclusiva mas não consegue abordar tais navios

imagem-aerea-da-ilha-do-principe.jpgCom apoio do departamento de defesa dos Estados Unidos de América, foram instalados 4 radares e respectivos sensores em São Tomé e Príncipe. Arquipélago que foi indicado como base central do programa de fiscalização marítima dos Estados Unidos no golfo da Guiné. No centro das operações, a tecnologia de ponta instalada permite as forças armadas seguiram todas as movimentações de embarcações na zona económica exclusiva do país, assim como na região do Golfo. O Tenente Amilcar de Sousa, confessou para ao Téla Nón que o sistema regista muitas operações ilegais e suspeitas de vários navios no mar do arquipélago. Mas o país não tem meios para ir prender, ou abordar tais embarcações.

O sistema de radares instalado pelos Estados Unidos de América em São Tomé e Príncipe é de ponta. 3 radares estão em São Tomé, e 1 na ilha do Príncipe. «Esse conjunto de radares mais o sistema AIS permite-nos saber tudo o que se passa no mar de São Tomé e Príncipe e no golfo da Guiné. Através do AIS conseguimos recolher informação de toda costa ocidental de África», explicou o Tenente que coordena os trabalhos no centro de operações.

Em conversa com o Téla Nón o oficial da guarda costeira são-tomense, disse que através do sistema de fiscalização marítima, as forças armadas registam muitas situações anómalas que ocorrem na zona económica exclusiva do país. Navios que se aproximam um do outro, que permanecem assim durante muito tempo. Petroleiros que ao atravessarem as águas nacionais, diminuem de velocidade, param e ficam aí por algum tempo, e há embarcações que lançam âncora mesmo ao largo das ilhas sobretudo no Príncipe e ficam aí dias consecutivos. «Detectamos muitas situações irregulares que não vou agora precisar, mas ficamos de mãos atadas porque não temos como nos dirigir até o local», desabafou o Tenente.

Com apoio dos Estados Unidos, a guarda costeira recebeu uma embarcação de patrulhamento, que no entanto não tem capacidade para cruzar o mar nacional e interpelar as embarcações no alto mar. «Meios aéreos estaríamos a pedir muito, mas pelo menos se tivéssemos meios marítimos já era muito bom», reforçou o Tenente Amilcar de Sousa.

Recentemente na ilha do Príncipe, o Téla Nón registou a preocupação e temor dos pescadores e das comunidades piscatórias da ilha, por causa de navios desconhecidos, que atracam ao largo da ilha durante semanas, fazendo operações também desconhecidas.

Mar é o maior espaço territorial do arquipélago são-tomense, no entanto desguarnecido. Informações recentes da cooperação entre São Tomé e Príncipe e os Estados Unidos, indicam que a hiper-potência, vai ofertar as forças armadas são-tomenses, mais uma embarcação para patrulhamento das águas territoriais.

Abel Veiga

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