Reformas profundas no Gabão

Publicado em 27 Nov 2009
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ali-bongo.jpgTanto a nível político como laboral, a vizinha República do Gabão está a abrir uma nova era através de profundas reformas. Uma política do novo Presidente Ali Bongo(na foto), que pretende transformar a economia para fazer do Gabão um país emergente. A imprensa gabonesa dá conta que desde 23 de Novembro, foi lançada uma operação a nível nacional de recenseamento dos funcionários públicos. O novo governo pretende eliminar os funcionários fantoches da folha de salário. A nível político Ali Bongo, já começou a substituir os antigos homens fortes do regime por jovens quadros.

A imprensa gabonesa diz que a cada dia surgem informações de um alto dirigente do país, que perdeu o seu posto a favor de novos quadros, menos comprometidos com o antigo regime. Elementos da velha elite gabonesa está a tombar uns atrás de outros, passando para a periferia do poder.

Segundo ainda a imprensa gabonesa, para muitos desses antigos barões do regime, «é o começo de uma longa travessia no deserto». O partido no poder o PDG, decidiu injectar sangue fresco nas suas estruturas. Uma opção política que visa cimentar a unidade do partido em torno do novo líder Ali Bongo. Analistas no Gabão consideram que é também o antídoto encontrado por Ali Bongo, para eliminar o fraccionismo que ameaçou o Partido Democrático do Gabão, após a morte do Presidente Oumar Bongo.

Reformas políticas e sociais, estão a ser operadas no Gabão. O projecto de sociedade do Chefe de Estado Ali Bongo, tem como Slogan, “Futuro com Confiança”. O novo Presidente da República, pretende emergir o Gabão como uma potência económica. Por isso aposta na reestruturação geral.

A imprensa gabonesa, anuncia que desde 23 de Novembro, equipas da administração central do estado foram distribuídas em todo o território gabonês, para recensear os funcionários públicos.

O Primeiro-ministro, Paul Biyoghe Mba, disse que a acção visa erradicar funcionários fantoches da lista de salário. Segundo o Primeiro-ministro, «nos últimos 2 ou 3 anos, a massa salarial aumentou consideravelmente, sem que houvesse correspondência em termos de produtividade».

O Governo garante que os prevaricadores, serão responsabilizados judicialmente. Tanto os que alegadamente recebiam tais salários, como os responsáveis pelos sectores que alegadamente registavam nas folhas de salários trabalhadores inexistentes.

Reforma política e económica no auge no vizinho Gabão.

Abel Veiga