Política

Nigéria e os Camarões começaram a delimitar a fronteira terrestre comum

Após mais de 15 anos anos de contenda e disputa territorial, dois grandes países da sub-região do Golfo da Guiné, abriram uma nova era no relacionamento bilateral. Com apoio da União Europeia, 4 milhões de euros estão a ser investidos no processo de demarcação da fronteira terrestre entre a Nigéria e os Camarões. A península de Bakassi de 1000 quilómetros quadrados, rica em pescado e petróleo,  e localizada entre os dois países, foi terra da discórdia durante muitos anos. A demarcação da fronteira terrestre que resulta do acordo assinado entre os dois países em 2006, reforça estabilidade na região do golfo da Guiné.

Segundo a AFP, em 2006, na localidade de Greentree(Nova York) a Nigéria e os Camarões assinaram o acordo que pôs fim a longa disputa de terrenos na fronteira comum.  França. Alemanha e Reino Unido, foram as testemunhas do acordo, que devolveu para a soberania dos Camarões parte da região do Darak-arredores do LagoTchad.As negociações evoluíram e em 2008 o último contingente militar da Nigéria deixou a península de Bakassi, passando a administração do território de 1000 quilómetros quadrados, quase a mesma dimensão de São Tomé e Príncipe, para a administração Camaronesa.

A imprensa internacional recorda que em 1994 por pouco a Nigéria e os Camarões entravam numa guerra de consequências imprevisíveis, por causa da península de Bakassi. Um território rico em petróleo e pescado e encravado entre a Nigéria e os Camarões.

No passado dia 14 de Dezembro, a comissão mista criada pelas Nações Unidas para gerir o conflito fronteiriço, presenciou emBanki-Amchidé região nortenha dos Camarões), a cerimónia de arranque dos trabalhos de demarcação da fronteira terrestre entre os dois países. São 1950 quilómetros de fronteira que vai ser demarcada.

A União Europeia, é o principal parceiro dos dois países neste processo. 4 milhões de euros vão ser investidos na demarcação da fronteira terrestre, mas também na melhoria das condições de vida das populações da região do Darak e da Península de Bakassi. Dois territórios antes dominados pela Nigéria, mas que o tribunal internacional, passou para a administração camaronesa, dando assim razão aos protestos de Yaoundé.

O acordo alcançado, obriga os dois países a fomentarem parcerias em vários domínios, para melhor gestão dos territórios antes em disputa.

Na sub-região do golfo da Guiné onde São Tomé e Príncipe está localizado, a demarcação da fronteira terrestre entre a Nigéria e os Camarões é considerada como uma vitória na estabilização da região.

Abel Veiga

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