Política

Líder da ADI diz que a grande novidade do Congresso do MDFM foi a demonstração clara de que Fradique de Menezes “não está disponível para a reforma política”

patrice-trovoada.jpgPatrice Trovoada(na foto) Secretário-geral da ADI, que representa a oposição no parlamento, diz que não ficou surpreendido com a eleição de Fradique de Menezes como Presidente do partido MDFM-PL. A novidade para Patrice Trovoada, foi a confirmação dada pelo próprio Fradique de Menezes enquanto Presidente da República de que não pretende abandonar a política e o poder, após o fim do seu mandato presidencial em 2011.

O líder da Acção Democrática Independente (ADI), Patrice Trovoada, nunca teve dúvidas em relação a chefia de Fradique de Menezes no MDFM-PL. «Nós sempre consideramos o Fradique de Menezes como o líder do MDFM. Por conseguinte, o aspecto da eleição dele como líder do MDFM não constitui surpresa», afirmou.

A novidade é outra, explica Patrice Trovoada. «O que é um dado novo é que Fradique de Menezes, há cerca de 1 ano e meio do final do seu mandato, assume o MDFM e como ele disse prevê se for possível, ser deputado no final do seu mandato. Quer isso dizer que Fradique de Menezes não está disponível para a reforma política. Isso é que é no nosso entender um dado importante», sublinhou.

O líder da ADI considera que o Chefe de Estado são-tomense, decide descer a arena política num momento particularmente crítico. As eleições legislativas deverão acontecer no próximo ano, e durante este período é preciso ter um árbitro para gerir o jogo político. «Terá que haver uma gestão muito responsável desse período de modo a garantir a estabilidade no nosso país», reforçou.

No entanto apesar de ter solicitado parecer jurídico sobre o que diz a constituição política a respeito das acções incompatíveis em relação ao cargo de Presidente da República, Patrice Trovoada diz que «Assim a quente não me parece que o facto de ele ser Presidente de um partido político seja incompatível com as funções de Presidente da República, do ponto de vista jurídico. Mas isso não deixa de ter implicações políticas», frisou.

A ADI diz por outro lado, que está preocupada com o desinteresse do governo na realização das eleições legislativas. Por isso chama a atenção do Presidente da República no sentido de marcar rapidamente a data das eleições. «Eu quero chamar a atenção nomeadamente do senhor Presidente da República que tem a obrigação de marcar as eleições para que se marque de facto as eleições. Não me parece que o governo está interessado na realização dessas eleições. O governo diz que é a comunidade internacional, mas para outras rubricas menos importantes o governo tem arranjado dinheiro, mas não tem arranjado para as eleições», pontuou.

Patrice Trovoada considera que a marcação da data das eleições legislativas, é fundamental para evitar que «não caminhe mais uma vez para períodos de instabilidade e de vazio constitucional», concluiu.

Abel Veiga

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