Presidente da República volta a advertir os militares para não se envolverem na política

Publicado em 24 Dez 2009
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fradique-militar.jpgNo dia das forças armadas, 6 de Setembro passado, o Presidente da República, deixou no ar a ideia de que as forças armadas estariam a ser politizadas. Esta semana na ceia de natal no quartel-general das forças armadas, O Chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças armadas, voltou a advertir os militares sobre a necessidade de se distanciarem da política.

Pela persistência do Presidente da República em relação ao apartidarismo que deve orientar a conduta dos militares, subentende-se que algo contrário poderá estar a passar nas fileiras do exército, ou então tende a passar.No seu discurso em alusão ao dia das forças armadas, diante das forças em parada, o Chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas, chamou a atenção do público presente e dos militares, para a necessidade de defesa do apartidarismo no seio da instituição militar.

Fradique de Menezes terá mesmo apelado aos militares a resistirem aos assédios políticos. O apelo de Setembro passado, tomou esta semana forma de advertência. As eleições estão a porta e o Presidente da República não quer que os militares se envolvam, ou então que sejam tentados a se envolveram na política. «Vocês sabem bem que os militares não devem meter-se na política. É evidente que cada um de vós tem a sua ideia, a sua escolha. Isto é normal. Mas vocês compreendam que não poderão exprimi-la publicamente. Porque amanhã não manchará só vocês, ma toda a instituição militar», declarou Fradique de Menezes na ceia de natal com os soldados, sargentos e oficiais.

Cidadãos que exercem o poder político nas urnas, os militares devem, guardar privacidade em relação as suas opções na qualidade de eleitores, defendeu o Presidente da República.

Abel Veiga