Justino Veiga e Cristina Dias não acatam decisão do MDFM-PL de abandonar o Governo

Publicado em 03 Jan 2010
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justino.jpgO Ministro da Justiça(na foto), Administração Pública e Assuntos Parlamentares Justino Veiga e Cristina Dias(na foto), cristina.jpgMinistra dos Recursos Naturais, Energia e Meio Ambiente, não acataram a decisão do seu partido o MDFM-PL liderado pelo Presidente Fradique de Menezes para abandonarem o executivo chefiado por Rafael Branco. O anúncio foi feito pelo próprio Primeiro-ministro Rafael Branco, que prometeu apresentar ao Chefe de Estado os nomes para ocupar as outras duas pastas ministeriais que pertenciam ao MDFM-PL.

 

Apenas Maria Tomé Ministra do Trabalho e Solidariedade e Raul Cravid Ministro da Administração Interna e Secretário-geral do MDFM-PL, responderam de forma positiva a carta de afastamento do MDFM-PL do governo. A carta subscrita pelo Vice-Presidente do partido João Costa Alegre, e endereçada ao Primeiro-ministro desde a última quinta-feira, diz que o MDFM retira-se imediatamente do governo.

A carta de João Costa Alegre, não foi bem recebida por outros dois membros do MDFM-PL que integram o governo de Rafael Branco. O Ministro da Justiça, Administração Pública e Assuntos Parlamentares Justino Veiga, foi o primeiro a dizer ao Primeiro-ministro que ele não se submete a carta subscrita por João Costa Alegre, enquanto vice-presidente do MDFM-PL, e que estava pronto para continuar a servir o governo.

Cristina Dias Ministra dos Recursos Naturais, Energia e Meio Ambiente, também reagiu da mesma forma, não acatando a decisão do partido. «Alguns desses ministros reafirmaram-me em nome do interesse de São Tomé e Príncipe, da estabilidade e da continuidade governativa que eles independentemente de qualquer custo pessoal, desejavam continuar a contribuir para em mais 4 meses nós concluirmos a obra que começamos. Devo dizer que estou profundamente reconhecido a esses ministros, no caso a ministra e o ministro que tomaram essa posição», declarou o Primeiro-ministro e Chefe do Governo.

Um revés político para o MDFM-PL de Fradique de Menezes, que vê os dois ministros e membros da comissão política do partido, virarem as costas, para a carta subscrita pelo vice-presidente João Costa Alegre. «Eu sei bem que aqui em São Tomé e Príncipe, posições de alguma frontalidade não são facilmente aceitáveis, mas para o Governo da República e para mim pessoalmente foi um gesto que tocou-me bastante e sobretudo mostra que ainda há reserva de patriotismo em cada um de nós e precisamos para enfrentar os desafios», acrescentou o Primeiro-ministro Rafael Branco.

A decisão dos dois ministros do MDFM-PL, dá jeito ao Primeiro-ministro que parece agora ter menos trabalho para remodelar o executivo. «Face a isto tenho preparado uma reestruturação do governo no sentido de encontrar responsáveis para as duas pastas que ficam sem titular», sublinhou o Primeiro-ministro.

MLSTP/PSD de Rafael Branco e o PCD de Albertino Bragança sustentam o futuro executivo remodelado, cujo mandato termina em Março próximo, maioria absoluta.    

Abel Veiga

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