Os acontecimentos do início do mês no Príncipe, por um lado e, em São Tomé noutro ângulo que, com a carga negativa correram rapidamente além-fronteiras, não deixaram de mexer com os sentimentos de uma sociedade onde a paz e a concórdia social parecem contemplar o leve-leve dos são-tomenses. Ponto a ponto.
Nos últimos anos, tem-se assistido, por parte de certos estudiosos e investigadores, a uma tentativa de estrangulamento da nossa memória colectiva.
Estando em voga a ideia de revisão constitucional, no quadro na “mudança” operada com a última eleição legislativa; aproveitando, portanto, essa nova legislatura, eis que dou a minha modesta achega, convicto de que ela venha a concretizar-se.
No dia 3 de Setembro deste concorrido ano eleitoral, entre os convidados que se previa não aparecer e compareceram e, os que vieram em substituição daquelas figuras de peso pesado que, com a presença tornariam mais cobiçosa a festa da tomada de posse do terceiro presidente da democracia são-tomense, as ilhas receberam ao seu leve-leve… Ler mais
Nenhum politólogo ou até especialistas em estatísticas eleitorais podiam adivinhar que sem completar os dois anos, o povo pudesse desconfiar da mudança e impor derrota eleitoral ao partido da esperança em mudar a vida dos são-tomenses.
São Tomé e Príncipe, é um país exageradamente atípico. Isto é, sendo um dos vinte e cinco Micro-Estados e Pequenas Ilhas Soberanos do Mundo, possui, o mais fraco desempenho, quando analisado em todas as janelas de observação e, consensualmente aceite por organismos internacionais credíveis, estudiosos e avisados na matéria.
Parece mentira, mas é a mais pura das verdades. A África, o continente da cauda de todos os registos económicos e de desenvolvimento humano, com o pior índice de educação e de esperança de vida, e talvez por isso, a fé no Senhor seja de tudo o mais imediato e confiante para os africanos libertarem-se… Ler mais
Fiquei triste ao ler o texto do jornal “Téla Nón” sobre a intervenção do nosso Ministro da Educação, o Sr. Olinto Daio, a propósito dos Santomenses que vivem no estrangeiro. Aqui segue a transcrição do “Téla Nón”:
O país ao seu leve-leve, São Tomé e Príncipe, está em nozado prolongado, desde 2 deste mês, pela ausência da habitual companhia amiga, a Rádio Nacional, porque o Estado, representado pelo Governo ainda não chegou ao entendimento com os jornalistas, vedando assim as populações de um dos seus direitos, o da informação.
Carlos Hernandez, especialista do Banco Mundial que esteve em meados de Outubro último em São Tomé e Príncipe para ajudar o Governo a formatar o OGE – Orçamento Geral do Estado para 2012, traçou no seu recente estudo as cinco medidas para as ilhas saírem do fosso económico e financeiro: