Maria das Neves Ceita Batista de Sousa, é décima oitava mulher mais influente do mundo

Publicado em 23 Fev 2010
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maria-das-neves.jpgA ex-Primeira Ministra de São Tomé e Príncipe, aparece numa lista de 23 mulheres consideradas como influentes pela Internacional News Agency. Pela ordem dos nomes expostos no site da referida Agência Internacional de Notícias, Maria das Neves está na décima oitava posição. Para a ex-Primeira Ministra é um motivo de orgulho.

Maria das Neves, mãe de duas filhas, é casada e formada em economia. Em 2002 foi Ministra da Economia, Pescas, Turismo, e Comércio no governo de unidade nacional liderado pelo seu partido o MLSTP/PSD. Em 2003 saltou para a Chefia do Governo de Unidade Nacional, tornando-se na primeira mulher são-tomense a ocupar o cargo de Primeira Ministra e Chefe do Governo.

Um governo que apesar de reunir todos os partidos com assento parlamentar, foi um dos mais atacados da recente história democrática do país. Para além do ataque político Maria das Neves, foi acordada na sua residência no dia 16 de Julho de 2003 por homens armados. Sentiu-se mal e teve que ser socorrida no hospital Ayres de Menezes. Tinha assim eclodido o golpe de estado de 2003.

Os tiros do golpe militar, não abalaram a primeira mulher Chefe do Governo, que após a reposição da normalidade constitucional, continuou a exercer o cargo.

O seu nome na lista de mulheres mais influentes do mundo foi uma surpresa. «Constituiu para mim uma grande surpresa tendo em conta que não estava a espera disso. Não deixa de constituir um motivo de grande orgulho. Isso demonstra que São Tomé e Príncipe, embora seja um país pequeno não está isolado do resto do mundo. Há pessoas que seguem os nossos passos que seguem as nossas acções», afirmou Maria das Neves.

Maria das Neves desconhece os critérios que foram usados pela Internacional News Agency para a incluir na lista onde se destacam nomes femininos de peso na arena internacional, como Rainha Elizabete II, Margarethe II, a Rainha Betarix, Megawati Sukarnoputri e a Ex-primeira ministra Moçambicana Luísa Diogo.«Descreveram todas as funções que eu já pude exercer na vida política são-tomense, e acho que certamente o critério terá sido baseado nessas funções já exercidas. Falam até do golpe de estado que fui vítima tendo conseguido sobreviver e retomar as minhas funções», enfatizou.

A ex-Primeira Ministra que regressou ao Banco Central como profissional do sector, é deputada da nação. Lidera a comissão dos direitos humanos da Assembleia Nacional, tendo sido protagonista na criação da lei que protege as mulheres vítimas de violência doméstica.

Defesa da causa feminina é uma das suas missões como Presidente da Rede das Mulheres Parlamentares da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa-CPLP.

Abel Veiga