Sindicato da Função Pública projecta primeira revolução proletária m São Tomé e Príncipe

Publicado em 25 Fev 2010
Comentários; fechado

aurelio-populacao.jpgAurélio Silva, líder do Sindicato da Função Pública reuniu-se com as associações dos antigos trabalhadores das roças, dos pescadores e dos desempregados, para anunciar que todos são responsáveis pela subida ao poder de partidos políticos que apenas delapidam os fundos e bens do país. Agora é altura de mudar. O grupo de trabalhadores e desempregados quer deixar de ser simples escada para acesso ao poder, e passar a ser o poder. Em Abril será criado um Movimento Social para concorrer as eleições legislativas.

“Proletários de todo mundo UNI-VOS”. É uma frase histórica do início do século XX. Uma frase ou uma teoria política que gerou mudanças na Rússia e provocou revoluções pelo mundo inteiro. Um passado histórico que em pleno século XXI, pode gerar uma revolução em São Tomé e Príncipe.

O aumento da pobreza, o desaparecimento da classe média, o desespero e a frustração que dominam a vida da maioria da população, acabam por alimentar ideias revolucionárias. O Sindicato da Função Pública, liderado por Aurélio Silva, decidiu dar o grito contra a pequena burguesia política que cada vez mais se enriquece a custa da maioria desesperada.

Numa reunião terça-feira com as Associações dos antigos trabalhadores das Roças (composta por 18 mil pessoas), dos desempregados (3 mil pessoas) e com a associação dos pescadores, o líder do sindicato da Função Pública anunciou que o proletariado são-tomense vai criar em Abril um movimento social para disputar as eleições legislativas. «A nossa candidatura será garantida a partir de Abril de 2010, Através de um movimento da sociedade civil. Temos apoio de cerca de 30 mil membros para concorrer as eleições legislativas», anunciou Aurélio Silva.

.

O sindicato da Função Pública, avisa que avança rumo a conquista do poder, para pôr fim a delapidação dos bens públicos. «É a oportunidade dos trabalhadores manifestarem a sua força. O nosso país não tem sido governado, mas sim delapidado. Como somos agentes promotores do desenvolvimento, e nos últimos tempos temos promovido para o poder governos que têm delapidado o país, pensamos agora melhor. Ao invés de ser escada vamos ser poder. É a nossa única pretensão», reforçou Aurélio Silva.

Um movimento social, com causa revolucionária e que segundo Aurélio Silva, só poderá vencer as eleições. «Se concorrermos não há dúvidas que vamos ganhar. É uma luta que visa reenquadrar as massas na sociedade. Uma política de justiça social, que protege as pessoas», pontuou.

Para os partidos políticos, sobretudo os que têm governado São Tomé e Príncipe nos últimos anos, evitarem o seu afastamento da governação do país, os trabalhadores e desempregados, abrem uma e única saída.

As forças políticas terão que pagar 6 milhões de dólares aos trabalhadores licenciados. «A partir desta sexta – feira todos partidos políticos vão receber o nosso ofício, caso não haja nenhuma satisfação da nossa posição, seremos candidatos as eleições legislativas. Isto em troca 6 Milhões de dólares para pagar todos os licenciados», concluiu.

Sindicato da Função Pública, deixa duas escolhas para a classe política. Ou pagam pela melhoria de vida dos trabalhadores, ou arriscam-se a perder o poder.

Abel Veiga