ADI concorda com as datas para as eleições, mas lamenta falta de diálogo do Presidente da República com os partidos políticos

19 Março 2010
ADI concorda com as datas para as eleições, mas lamenta falta de diálogo do Presidente da República com os partidos políticos

O Secretário-geral do partido ADI(na foto), considera como muito importante a indicação pelo Presidente da República Fradique de Menezes das datas para as eleições autárquicas, regional e legislativas. Era uma exigência que o partido repetidamente fez ao Chefe de Estado, nos últimos meses de indecisão sobre a realização das eleições. Por causa da indecisão que marcou o país nos últimos tempos, provocada pela incapacidade do governo em criar as condições para a realização das eleições no prazo previsto a ADI, diz que seria importante o Presidente da República ouvir os partidos políticos antes de marcar as datas.

«Sabendo agora quando é que as eleições terão lugar, para nós é uma indicação muito importante para podermos preparar e participar nelas», afirmou o Secretário-geral da ADI. Única força política da oposição no parlamento desde Junho de 2008 até finais de 2009, a ADI reconhece que o Presidente da República não é obrigado a auscultar as forças políticas para marcar a data das eleições. Mas o momento de indecisão que o país viveu, justifica esta atitude por parte de Fradique de Menezes. «Teríamos tido o prazer de falar com o Presidente da República antes de ele anunciar. É evidente que a lei não obriga o Presidente da República a consultar os partidos, sobretudo aqueles com assento parlamentar. Mas é uma situação única. Desde que estamos em democracia temos um governo que não foi capaz de criar as condições técnicas e financeiras para termos eleições no prazo. Essas eleições vão ser realizadas praticamente 4 meses após o termo do mandato da Assembleia Nacional. Por conseguinte face a uma situação que não é habitual, consideramos que uma concertação com o Senhor Presidente da República, seria importante», reclamou Patrice Trovoada.

As datas estão marcadas, no dia 25 de Julho o povo deverá eleger os representantes dos poderes local e regional e 5 dias depois elege os deputados a Assembleia Nacional. «ADI está a preparar-se para participar nas eleições. Se tivessem pedido a nossa opinião, teríamos sugerido que as eleições fossem em simultâneo», realçou Patrice Trovoada.

Nas eleições legislativas de 2006 ADI conquistou 11 assentos no parlamento. A maioria simples da coligação MDFM/PCD, com 23 assentos, deu ao partido de Patrice Trovoada a oportunidade de funcionar como o fiel da balança no jogo político, tendo por isso influenciado bastante a governação do país até 2008.

Quanto as 6 autarquias em São Tomé, ADI não participou nas eleições de 2006, nem tão pouco nas eleições regionais na ilha do Príncipe.

Abel Veiga

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