Ministro Carlos Tiny diz que nunca aproveitou do cargo que exerce para conseguir vantagens indevidas, ilegais ou imorais

26 Março 2010
Ministro Carlos Tiny diz que nunca aproveitou do cargo que exerce para conseguir vantagens indevidas, ilegais ou imorais

Reagindo ao facto do seu companheiro de partido, Adelino Izidro, o ter indicado como um dos principais orquestradores da rede de corrupção financeira envolvendo fundos da Sonangol aplicados em vários projectos em São Tomé e Príncipe, Carlos Tiny, rejeita as acusações e diz que em nenhum momento ele ou a sua família serviu-se do cargo de chefe da diplomacia são-tomense para obtenção, concessão, facilitação ou uso de vantagens ilegais ou imorais.

«Repudio e rejeito categoricamente, por serem falsas e gratuitas todas essas insinuações, suspeitas e qualificações», diz o Ministro dos Negócios Estrangeiros num comunicado distribuído a imprensa.

Para dissipar todas as dúvidas no seio da opinião pública, Carlos Tiny, acrescenta que «não é verdade que no exercício ou em resultado das funções públicas que exerço, eu ou qualquer membro próximo da minha família, com a minha anuência ou sem ela, tenha alguma vez invocado ou se servido dessa qualidade para obtenção, concessão, facilitação ou uso de vantagens, indevidas, ilegais ou imorais», pontuou.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, adianta que não teve qualquer intervenção nos negócios referidos nas comunicações do senhor Izidro. «Não é verdade ter havido o pagamento nem o recebimento das quantias referidas nas comunicações públicas deste senhor».

Carlos Tiny, conclui referindo que por serem graves e falsas as acusações feitas por Adelino Izidro, o seu advogado já foi instruído para que « na defesa dos meus direitos, tome medidas necessárias para repor a verdade e assegurar que a probidade, a honorabilidade, consideração e bom nome que eu e a minha família gozamos, não sejam postos em causa impunemente», concluiu.

Abel Veiga

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