ADI assina com forças vivas do Príncipe pacto para o desenvolvimento da ilha

patrice-trovoada-adi.jpgNuma acção de pré-campanha na ilha do Príncipe, o partido ADI através do líder Patrice Trovoada, assinou com a população local um termo de compromisso que segundo Patrice Trovoada representa um grande desafio na conquista do progresso. Dentre os pontos do pacto o líder da ADI, salientou o compromisso de canalizar 10% da ajuda financeira internacional para a ilha do Príncipe. Um compromisso político que deverá ser implementado se a ADI ganhar as eleições legislativas de Agosto próximo, e que fará parte da agenda política nacional se o partido ficar na oposição.

Com cerca de 6 mil habitantes, Príncipe é uma das regiões mais pobre do país. Estudos realizados em São Tomé e Príncipe confirmam isso mesmo. Várias razões contribuem para o alto nível de pobreza na ilha, com destaque para a descontinuidade geográfica. Príncipe paga caro pelo isolamento em relação a São Tomé e o resto do mundo.

Foi neste território cheio de potencialidades, mas no entanto pobre e onde o cidadão enfrenta dificuldades acrescidas em relação aos que vivem em São Tomé, que a ADI concentrou esta semana a suas baterias. Numa visita a ilha o líder Patrice Trovoada, acabou por assinar com a população local, um acordo de compromisso.

Compromisso que implica maior apoio do governo central ao desenvolvimento da região autónoma. «É um momento muito importante também porque pela primeira vez um político com ambição para São Tomé e Príncipe assina perante a população um compromisso de que se ele for ao cargo de Primeiro-ministro ele irá fazer tudo quanto está escrito neste documento. Quer dizer que se Patrice Trovoada não é um homem sério e de palavra a vida política de Patrice Trovoada acaba aqui», declarou o Secretário-geral da ADI.

O pacto assinado no dia 26 de Abril, é considerado pela ADI como acto histórico. Dentre os vários pontos contidos no documento, Patrice Trovoada realçou o apoio financeiro que Príncipe deverá receber. «Neste documento dissemos que ao menos 10% da ajuda internacional terá que vir para o Príncipe. Se nos últimos anos Príncipe tivesse recebido pelo menos 5% da ajuda internacional atribuída o país, a ilha não estaria como está. Dou exemplo da cooperação com Taiwan. O que vejo como resultado da cooperação com Taiwan aqui no Príncipe, é apenas o estádio, e o bloco de apartamentos e uma ou outra coisa. Mas esse dinheiro que foi utilizado na construção do apartamento e do estádio faz parte do fundo extraordinário de Taiwan. É um fundo que foi pedido pelo então Presidente Miguel Trovoada para o Príncipe», sublinhou.

Patrice Trovoada, que disse não haver qualquer demagogia em relação ao pacto assinado com a população local, pegou no exemplo da cooperação entre São Tomé e Príncipe e Taiwan, para demonstrar que é possível melhorar a distribuição de recursos pelo país. Segundo o secretário-geral da ADI, de 1997 até 2010 São Tomé e Príncipe recebeu 150 milhões de dólares de Taiwan. «E quando perguntei esta manhã ao Presidente do Governo Regional quanto é que Príncipe recebeu este ano dos fundos de Taiwan, não chegou se quer a 200 mil dólares. Todos os anos Taiwan dá no mínimo 13 milhões de dólares a São Tomé e Príncipe», reforçou.

Se a repartição dos fundos fosse equitativa, Príncipe teria muitos problemas resolvidos, diz o líder da ADI. «Se o governo central tivesse dado só 5% e não 10%, então Príncipe só de Taiwan teria recebido 600 mil dólares por ano. Água potável para a população da praia burra não ultrapassa 10 mil dólares», frisou.

O Presidente do Governo Regional do Príncipe, José Cassandra, vulgo Tó Zé tem todo apoio da ADI.«Com o dinamismo de Cassandra muito seria feito. Nós apoiamos e acreditamos na governação de Tó Zé Cassandra. Para a ADI Tó Zé Cassandra vai ter que continuar no cargo porque está a trabalhar bem, mas com ADI de certeza que ele vai ter mais apoios», enfatizou.

Para demonstrar o desastre que tem sido a aplicação dos fundos da ajuda financeira internacional, ainda com realce para a ajuda de Taiwan, Patrice Trovoada, apontou o dedo a Doca de Peixe no valor de 5 milhões de dólares que foi construída na marginal 12 de Julho na cidade de São Tomé.

Uma infra-estrutura sem utilidade desde a sua construção. 5 milhões de dólares foram enterrados num betão sem utilidade, quando com valores menores se poderia potencializar o comércio de pescado na ilha do Príncipe, que afinal de contas é o principal fornecedor de peixe de todo o país. «Peixe que alimenta São Tomé e Príncipe sai do Príncipe. Como é que se vai construir uma doca de peixe em São Tomé de 5 milhões de dólares quando o peixe está no Príncipe?», interrogou.

Segundo Patrice Trovoada com 1 milhão de dólares, o estado são-tomense teria resolvido o problema de conservação de pescado na ilha do Príncipe e o consequente abastecimento do mercado nacional.

ADI em acção de pré campanha na ilha do Príncipe, a pensar nas eleições legislativas de 1 de Agosto próximo.

Abel Veiga

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    Pensador Responder

    Pq só aparecem estes tipos de acordos quando estamos próximos das campanhas???

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    LUIS Responder

    DO MEU PONTO DE VISTA É UMA BOA IDEIA O DR PATRICE tROVOADA ASSINA ESSE ACORDO ISSO DEMONSTRA QUE ELE É UM HOMEM DE PALAVRA.
    Embora não terem deixado ele governar quando era primeiro ministro,chegou a hora de dar um voto de confiança no DR.Patrice Trovoada.

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