São Tomé e Príncipe apoia a adesão da Guiné Equatorial a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Guiné Equatorial, é um dos vizinhos mais próximos de São Tomé e Príncipe. Jogou papel importante na independência do arquipélago são-tomense. Desde o início da exploração de petróleo na década de 90 que não pára de crescer. Actualmente tem o maior rendimento per capita de todo o continente africano. São Tomé e Príncipe defende a inclusão do país vizinho no espaço lusófono já em Julho próximo.

O Ministro dos Negócios Estranegiros e Cooperação Carlos Tiny, deixou bem clara a posição da República Democrática de São Tomé e Príncipe, em relação a intenção da Guiné Equatorial em aderir a CPLP. «Somos favoráveis a entrada da Guiné Equatorial. Na semana passada recebi uma carta do meu homólogo da Guiné Equatoruial, solicitando o apoio de São Tomé e Príncipe. E em concertação com o senhor Primeiro Ministro a posição clara é que somos favoráveis a entrada da Guiné Equatorial», declarou Carlos Tiny.

Uma posição clara e inequívoca, numa altura em que a Guiné Equatorial, já manifestou a CPLP a intenção de ser membro da organização Lusófona. A decisão consensual no seio da comunidade de 8 países (São Tomé e Príncipe, Angola, Guiné Bissau, Cabo Verde, Timor Leste, Brasil, Moçambique, e Portugal), deverá ser conhecida na reunião dos chefes de Estado da CPLP que decorrerá na capital angolana em Julho próximo. «Haverá alguns requisitos a serem cumpridos, como o português enquanto língua oficial na Guiné Equatorial, mas achamos que é um problema que se resolve a tempo. Pensamos que a Guiné Equatorial tem um espaço na nossa comunidade. São Tomé e Príncipe vê com bons olhos e apoia a entrada da Guiné Equatorial na CPLP», reforçou o Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Carlos Tiny, acrescentou que São Tomé e Príncipe sabe qual é a posição de alguns países da comunidade em relação a este assunto. Posição ao que tudo indica favorável, mas que o ministro recusou-se em precisar.

Em termos históricos a Guiné Equatorial tem ligações com Portugal. Navegadores portugueses lá estiveram. O país vizinho que actualmente tem o maior PIB do continente africano, e até mesmo superior a muitos países europeus desenvolvidos, jogou papel determinante no processo da independência nacional de São Tomé e Príncipe.

O movimento que liderou a luta pela independência nacional, foi fundado na Guiné Equatorial. Trata-se do MLSTP. Portugal também está a intensificar a cooperação com a Guiné Equatorial. Recentemente o ministro dos negócios estrangeiros e cooperação de Portugal Luís Amado, visitou o país vizinho acompanhado por uma grande comitiva empresarial.

O crescimento da Guiné Equatorial, desaconselha os vizinhos mais próximos a caírem na tentação de viver de costas viradas para ela. São Tomé e Príncipe, está neste momento a negociar com o seu vizinho produtor de petróleo, a atribuição de um crédito na ordem de 50 milhões de euros, para financiar projectos que visam a melhoria das condições de vida da população.

Abel Veiga

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    cesario verde segundo Responder

    porque nao?

    vejo as ideia com bons olhos, sao os unicos que falam espanhol oficialmente no continente,que ao fim ao cabo é uma lingua romance e latina, pelo que se veria mais reforcada os PALOPS.

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      sousa Responder

      Assim dizes porque talvez nao conheces o verdadeiro significado da sigla PALOP,presta bem atençao seu idiota nao existe S no final da mesma sigla.

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    RS Responder

    A Guiné Equatorial pode ser o pais com maior rendimento per capita de África, mas a distribuição desse rendimento é muito desequilibrada. Ainda têm muito a aprender no campo do respeito dos direitos humanos, democracia e combate é corrupção generalizada, considero um erro aceita-los como membro de pleno direito nestas condições.

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    Dynka Amorim Responder

    Acho que seria uma mais valia para nossa Comunidade ter a Guiné- Equatorial como mmbero da CPLP. Acredito que relactivamente a questão de direitos humanos e democrácia pode ser um ponto a melhorar com o tempo,mas seja como for vejo com bosn olhos
    Dynka Amorim, Estudante de Ciencia Política e Relações Internacionais, em Portugal

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    Pensador Responder

    E’ de louvar esta medida dado que para um desenvolvimento sustentável de STP temos que virar o nosso mercado em direcção aos nossos vizinhos. So que devemos tomar muito cuidado de forma a tomar o bom e deixar a parte ma de fora. Sabendo que os nossos vizinhos não são os melhores vizinhos q si pode ter.
    Cabe ao governo tomar medidas inteligentes de forma que seja positivo esta adesão.

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    Pato Responder

    Já foram comprados pelos dolares do Presidente da Guiné Equatorial…. Francamente um País que não respeita os direitos humanos, e cujos dirigentes nem falam o português…..Depois veêm os lambe botas dos dirigentes sãotomenses atrás apoiar…..
    Fuii

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    Alface Responder

    creio que unico pais que sairia com beneficios em relacao a entrada da guine equatorial na organizacao seria saoo tome.pessoalmente nao vejo bem isso estamos a falar numa organizacao que e de paises de expressao portuguesa. o idioma da guina equatorial e o espanhol.. porque nao chamamos as coisas pelos seus reais nomes?fala se que na guine equatorial vive se numa tremenda repressao ,.. bom resumindo tanto sao tome como guine equatorial nao diferem muito … m e r d a e banha de cheiro , as moscas e que sao diferentes

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    Gilberto Responder

    Sr. Ministro Carlos Tiny, coloque as coisas em pratos limpos. Com que propósito haveríamos de estar de acordo!? Só porque há possibilidade de conceder créditos ao país devemos aceitar!?
    Isso é suspeito! Nosso país vai continuar assim até quando!? Falou-se em dinheiro e prontos!

  8. Pingback: Guiné Equatorial: Português como terceira língua oficial · Global Voices

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    Jorge Chantre Responder

    Num Mundo sem princípios, dominado por ladrões, já nada me admira.

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    Dinika Responder

    Guiné Equatorial= Cresça depois apareça!!!!!!!!!!!

    Bissau-guineense

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