Sub-região da África Central é o principal alvo da política externa do novo governo

Virar o rosto do arquipélago são-tomense para ver de frente os seus vizinhos, é o principal exercício da política externa do executivo de Patrice Trovoada. A sub-região da África Central em que o país está situado, vai estar segundo o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Salvador Ramos no centro das atenções da diplomacia são-tomense.

África Central é sem dúvidas uma das regiões do continente africano, que desperta actualmente grande interesse do mundo. Região em que a maior parte dos países membros é banhado pelas águas do golfo da Guiné ricas em petróleo.

São Tomé e Príncipe ocupa uma posição estratégica na região, mas nos últimos 35 anos ficou muito tempo de costas viradas para os seus vizinhos mais próximos. Vizinhos que têm conhecido crescimento económico galopante sobretudo por causa da exploração do petróleo.

O Presidente da República Fradique de Menezes que recentemente tomou parte nas festividades do 50º aniversário da independência do Gabão, manifestou-se confiante de que o novo Primeiro-ministro Patrice Trovoada conhecedor da sub-região onde cultivou boas relações, iria jogar papel determinante para uma maior cooperação entre São Tomé e Príncipe e a sua região natural.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Salvador Ramos, que se reuniu com o corpo diplomático acreditado no país, desfez todas as dúvidas. «São Tomé e Príncipe vai intensificar a cooperação a nível da sub-região a que estamos inseridos. Somos Membros da CEAC, esperamos poder obter da comunidade da África central uma maior colaboração e poder retirar maiores proveitos», declarou o Ministro.

Para isso o executivo projecta acções imediatas para São Tomé e Príncipe, conseguir maior integração na sub-região, e aproveitar mais as oportunidades crescentes na zona. A embaixada do país no vizinho Gabão vai funcionar como a principal placa giratória da diplomacia são-tomense na aproximação com os países da África Central. «Para isso precisamos adequar a nossa missão diplomática que está em Libreville a esses objectivos para além dos objectivos que tentaremos atingir com essa embaixada junto do estado gabonês», precisou Salvador dos Ramos.

Ao mesmo tempo a diplomacia são-tomense vai estar muita atenta a evolução das relações entre o mercosul e a sub-região africana. Uma relação de vantagens recíprocas encabeçada pelo Brasil, e em que estão envolvidos vários países da sub-região. «O governo espera poder dar atenção particular as organizações do Mercosul com o Brasil a cabeça em relação aos países do golfo da Guiné, Gabão, Guiné Equatorial, Angola, Congo Brazaville, República Democrática do Congo e a Nigéria», salientou.

Prova do intercâmbio entre o Mercosul, através do Brasil e os países vizinhos de São Tomé e Príncipe, foi a recente visita do Presidente dos Camarões Paul Biya ao Brasil, onde foram assinados vários acordos de grande interesse para os dois países.

O mundo não pára de mudar, e a nova política externa são-tomense, pretende seguir tais mudanças. As novas autoridades pretendem virar o rosto do país para novos horizontes, começando em primeiro lugar pela conquista da sub-região e em consequência disso seguir a velocidade do mundo. Aliás como tem acontecido em todas as regiões do planeta. Os países integram-se economicamente nas suas regiões, para fortalecer as suas bases contra os solavancos da aldeia global.

Segundo o ministro dos negócios estrangeiros e comunidades, a União Europeia, é outro alvo da política externa são-tomense, assim como a CPLP, e os parceiros asiáticos e americanos.

Abel Veiga

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    rc Responder

    BOA IDEIA MAS NAO SE ESQUECEM DE VIRAR TAMBEM DE VIRAR DIRECTAMENTE PARA AS CHAMADA GRANDE POTENCIAS E FAZELOS COMO PARCEIRO ESTRATEGICO PARA O PAIS

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    Fustigado Responder

    Estou de acordo e com certeza será uma mais-valia para o País….agora vos digo, no meu ponto de vista portugal é uma merda de país, nos colonizou e continua colonizando, uma país azarado e deveria ser ignorado, os brasileiros nem os liga, nos é que andamos a correr atraz deles, lhes valorizando como se fossem grande coisas…temos que parrar de correr atraz de portugal…

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    Cobló Responder

    Já vi esse filme… África Central como parceiro estratégico? O desenvolvimento a aparente desenvolvimento deles se dá em função da sub-região ou da chamada grandes potências como bem propõe RC? Talvez servindo de trampolim para o mercado da região usando a sua posição estratégica para entrada de produtos de Mercosul e outros potenciais parceiros. Para isso o porto em águas profundas deve ser consolidado e outras ações urgentes das quais dificilmente serão operacionalizadas em função de parcos recursos disponíveis e as incertezas geradas por fracos governos anteriores.

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    Mané Petema Responder

    Um dos maiores passos que nosso governo devia Galopar fora esse. Concerteza os vizinhos são e serão nossa eterna familia. Alias, eles sempre estiveram conosco desde a ERA Colonial em amparo dos Expatriado e Exilados. Nós devemos abraçar a causa. Nenhum Homem(país) caminha com suas próprias pernas valendo apenas do seu conhecimento interno.
    Avante São Tomé e Príncipe, Avante!

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    Adriano Málé Bobo Responder

    Qualquer seja parceiros estratégicos nunca esquecer dos paises vizinhos, como no caso de gabão, Guiné equatorial, Nigéria, Camarões e outros,
    obrigado,
    fui,

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      Pedro Sousa Responder

      Não quer nada com essas gentalhas.
      É autêntico bastião da corrupção

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    Cobló Responder

    Que bom nos atermos aos vizinhos com suas mazelas, as mesmas que aparentemente repudiamos ao votarmos pela mudança. Vizinhos, familiares, protetores da era colonial, Portugal uma …., Brasil nem nos liga. Que conceitos para galvanizar uma política externa que possa realmente nos dar suporte em cooperação internacional para o desenvolvimento adequado e sustentável do País. Bem devem ser apenas curiosos e costumazes palpiteiros. Espero que isso não entranhe nas ações, políticas, programas e projetos traçados pelo governo com seus velhos e novos parceiros internacionais.

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    jp Responder

    Africa Central ! De que maneira será isso feito ?
    Creio que a Africa Central pode sim ser um mercado de exportação de serviços e bens e eventualmente fonte de recursos financeiros,mas nunca um modelo de desenvolvimento porque neste particular não têm nada a oferecer… atenção com o que pensam meus amigos…

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    Leopoldo Francisco Mariano (Pompilio) Responder

    Se realmente for assim, tenho apenas a dizer: Bom começo. Pensem por favor em stp do primeiro ao décimo lugar, depois os interesses particulares ou pessoais

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    kimposso Responder

    A cooperacao bilateral e multilateral devera ser explorada com todos os parceiros de desenvolvimento.Neste preciso momento o arquipelago necessita de alargar os seus horizontes em termos de cooperacao e nao limita-la a alguns paises ou regiao.Se o governo cessantes cometeu erros ao delimitar a zona de cooperacao ou preveligiando alguns parceiros em detrimento de outros foi um erro crasso e este ao oficializar as zonas preferenciais ,esta tambem a cometer um erro.
    Existem muitos meandros que deverao ser explorados nesta area, sobretudo deve-se alargar os horizontes e explorar novas oportunidades.

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    J&B Responder

    No artigo “Tomé Vera Cruz abandona MDFM-PL” de 27/05/2010, na CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DO MDFM-PL, SENHOR FRADIQUE BANDEIRA MELO DE MENEZES encontramos:“…Logo após as eleições de 26 de Março de 2006 e numa das reuniões da Direcção da Coligação, presidida por si, para análise dos resultados, o Senhor, de forma infeliz, lançou a hipótese da Coligação convidar o Dr. Patrice Trovoada a chefiar o Governo. Como era lógico, a reacção não se fez esperar, pois a sua proposta caiu como um balde de água fria sobre os presentes. Estupefactos com a proposta, interpretada como de todo humilhante e despropositada, o Senhor justificou-se dizendo que se tratava de um pedido do Presidente Bongo, que era muito amigo dos Trovoadas. Claro que a sua justificação complicou muito mais a situação e aumentou a tensão na sala, pois ela foi interpretada como uma clara ingerência de um país amigo nas questões internas de outro Estado, pedido que o Senhor, enquanto Presidente da República, não deveria sequer se prestar a ser portador. … Face à posição intransigente dos presentes, o Senhor viu-se obrigado a retirar a proposta, mas não a abandonou. O corolário disto é o seu papel e as acções que levou a cabo para que Patrice Trovoada viesse a ser Primeiro-Ministro e a mágoa que sente e manifesta pelo facto de o Governo do mesmo ter caído em pouco tempo através duma Moção de Censura. O “Fradique lôçôô, lôçôô” fez parte da sua estratégia.” Concretizou!!!! Neste caso, o fracasso do MDFM-PL não foi propositado, para concretizar o supracitado objectivo?
    Mas, o amigo António Amado Vaz, no seu comentário de 17/08/2010 ao artigo “Acabei de submeter ao Presidente a Estrutura e a Lista dos nomes que poderão vir a compor o próximo governo”de 13 Agosto 2010, dizia: “Modelos de alguns países Africanos Francófonos simbolizam mediocridade. Não precisamos desses modelos de Estado de pobreza mas com muita riqueza proveniente de recursos naturais. Temos exemplos palpáveis de alguns países vizinhos com Petróleo (Crude Oil) mas em completa pobreza e atraso…. Seguir o MESTRE já não serve São Tome e Príncipe! Já somos adultos (35-anos de idade!). Devemos começar a caminhar…. Temos que seguir outro rumo!…Temos que ser auto-suficientes e independentes… Devemos aprender com Cabo Verde, Botswana, Singapura, Brasil, Índia, Japão, China, Estados Unidos… países onde o desenvolvimento económico sustentado tem dado resultados positivos, seja o sucesso no passado ou no presente”. Este compatriota estaria todo no erro ao afirmar isto?!
    No artigo “Sub-região da África Central é o principal alvo da política externa do novo governo do 24 Agosto 2010 “…O Presidente da República Fradique de Menezes que recentemente tomou parte nas festividades do 50º aniversário da independência do Gabão, manifestou-se confiante de que o novo Primeiro-ministro Patrice Trovoada conhecedor da sub-região onde cultivou boas relações, iria jogar papel determinante para uma maior cooperação entre São Tomé e Príncipe e a sua região natural”. Não seria novidade, a sub-região da África Central tornar o principal alvo da política externa do novo governo.
    Falando da transparência, não sei se o Primeiro Ministro já depositou no Tribunal Constitucional a lista dos seus bens actuais.
    Vamos reflectir! J&B

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