Análise

XEQUE-MATE AO REI?

A desforra de Rafael Branco foi servida fria, na bandeja do V Congresso. O MLSTP tem um novo presidente. E Manuel Pinto da Costa?

Escrever n´Areia

São de Deus Lima

De todos os políticos santomenses, aquele que já terá, seguramente, um lugar cativo na História, chama-se Manuel Pinto da Costa. Desde logo, por uma razão:

os Estados costumam gravar em pedra os nomes dos seus fundadores. E, queira-se ou não, Pinto da Costa é o nosso Kwame NKrumah, o nosso D. Afonso Henriques, o nosso George Washington.

Dentro de umas quantas décadas, detalhes e peripécias da sua trajectória serão meras notas de rodapé, relevantes apenas para os estudiosos.

Daí que as interrogações sobre o lugar e o papel de Pinto da Costa no país e, particularmente, no seu partido, o MLSTP- PSD, (o seu espaço privilegiado de interlocução directa e indirecta com o país), remetam não para o porvir mais ou menos longínquo, mas para o presente e o futuro próximos. E, sem surpresas, foi ao presente e ao futuro próximo que o líder histórico dos sociais-democratas dedicou o seu discurso ao V Congresso, partindo de uma avaliação do passado recente.

Pinto da Costa começou por definir 2011 como um ano de grandes desafios. Particularizou os desafios do desenvolvimento para os quais, salientou, o partido não está preparado. Caracterizou o MLSTP como um partido envelhecido, pela incapacidade de mobilizar e valorizar jovens quadros com potencial renovador.

Diagnóstico traçado, instou a família social-democrata a reaproximar-se da ’ sua base natural, o povo de São Tomé e Príncipe’.

Os 1200 delegados ouviram em silêncio. Silêncio que pareceu pesado quando, perante o mais alto e soberano órgão do partido, reunido para escolher entre Aurélio Martins e Jorge Amado, o Dr. Manuel Pinto da Costa deplorou a desistência do jurista Amaro Couto, cuja candidatura contara com todo o seu peso, enquanto primeiro subscritor. O primeiro Chefe do Estado Santomense não foi o único a manifestar reservas acerca dos méritos dos dois únicos concorrentes à liderança do MLSTP. Trinta delegados recusaram-se pura e simplesmente a escolher entre Martins e Amado, votando nulo ou em branco. Contudo, ter-se perfilado perante a máxima instância do partido e deplorado a falência de uma candidatura  por falta de apoio expresso das bases, soou a uma reprovação dessas mesmas bases, uma censura ao congresso reunido.

Quando Pinto da Costa terminou, as palmas estavam despidas de entusiasmo ou reverência; foram apenas polidas e corteses. Nem um só delegado se pôs de pé.

É sabido que a radiografia dos congressos partidários, as leituras, ilações e balanços, não decorrem apenas da forma e conteúdo dos discursos ou dos resultados das urnas. Há todo o arsenal de informação e contra-informação que antecede o início dos trabalhos ou anima os intervalos; há os cochichos, os murmúrios de aprovação, os sopros de agitação e as manifestações de impaciência durante os discursos; há as dialécticas do silêncio; há a eloquência das expressões faciais, a duração dos aplausos, a intensidade das ovações.

Ora, os indicadores da vitória de Aurélio Martins saltaram à vista logo no início da sessão de abertura. A sua entrada, cuidadosamente encenada, suscitou uma chuva de aplausos, com muitos delegados erguidos e eufóricos. Por muito desaconselháveis que sejam os exercícios de futurologia, qualquer analista teve apenas uma dúvida: a margem do previsível triunfo sobre Jorge Amado.

Manuel Pinto da Costa foi condignamente acolhido. Aplausos calorosos ecoaram quando, iniciada já a sessão, entrou no anfiteatro, apanhando aparentemente desprevenidos muitos congressistas.

Porém, se Aurélio Martins foi o vencedor incontestável do despique, deixando o seu rival a uma distância de 500 votos, a grande vedeta do V Congresso do MLSTP- PSD foi o presidente cessante, Joaquim Rafael Branco, cuja entrada arrancou a mais estrondosa e prolongada ovação do dia e cuja despedida fez correr lágrimas. Um observador mal informado poderia mesmo ter-se perguntado se Rafael Branco era, afinal, o líder emergente ou o cessante.

As tentativas de resposta exigem um pequeno recuo a episódios que antecederam o V Congresso social-democrata e aos últimos tempos da vida do partido.

Obrigam, por exemplo, à revisitação da Convenção Nacional, ponto culminante, em vésperas das eleições, do ciclo de conferências distritais e regional do MLSTP-PSD. Naquele momento cimeiro da campanha social-democrata, uma cadeira muito especial ficou vazia. A coreografia da apoteose, a festa de acolhimento cuidadosamente ensaiada, tudo redundou num não acontecimento.

Fontes próximas de Pinto da Costa asseguram que a sua ausência se deveu a sérias razões de saúde. Mas, em muitas gargantas, um osso terá ficado atravessado, até porque, na altura, circulavam já intensos rumores sobre um alegado pacto secreto entre Patrice Trovoada e Pinto da Costa.

Em vésperas das eleições, declarações atómicas de círculos tidos como próximos de Pinto da Costa causaram graves dores de cabeça a Rafael Branco, ao seu partido e ao seu governo. Injustamente talvez, suspeitas de conivência pairaram sobre a cabeça do líder histórico do MLSTP.

A 1 de Agosto, o ADI de Patrice Trovoada venceu as legislativas, depois de ter arrebatado, nas autárquicas, as duas câmaras mais cobiçadas.

O MLSTP estava a sangrar.

O partido social-democrata tem o Estado impregnado no seu ADN e não são poucos os membros que reagem a uma derrota eleitoral como se de um acto de usurpação se tratasse.

Militantes e dirigentes que se tinham empenhado com afinco e dedicação na campanha eleitoral encontravam-se sob o efeito das ondas de choque da derrota, quando Manuel Pinto da Costa incorreu, para muitos, num gravíssimo erro:

convocou a imprensa para um pronunciamento sobre o desfecho das legislativas.

Pouco dado a aparições públicas, bastante reservado perante a comunicação social, o líder histórico do MLSTP afirmou, perante a nação, que o povo votara na mudança, que o governo de Patrice Trovoada tinha um mandato para governar e que o devia exercer sem entraves. Acrescentou que as desavenças entre os órgãos de soberania, na origem de sucessivas crises anteriores, deveriam cessar. De permeio, reivindicou, tal como no V Congresso, o seu próprio protagonismo na mudança de regime ocorrida em 1991.

Dirigentes do partido são referidos como tendo ficado estarrecidos. O presidente, Rafael Branco, terá ficado lívido.

Poucas declarações políticas terão sido tão dissecadas, cada frase pesada, cada palavra medida. O veredicto murmurado em surdina terá sido: ‘traição!’

Infelizmente para Pinto da Costa, não foi apenas no topo que o seu pronunciamento foi recebido como uma afronta, uma intolerável genuflexão perante Patrice Trovoada e o ADI.

Nunca foi segredo para Pinto da Costa que alguns dos seus mais irredutíveis opositores sempre estiveram nas hostes do MLSTP; senadores de sorriso contrafeito perante a sua pessoa, destros a levantar o punhal se lhes desse as costas.

Não, não se tratava de uma rebelião de senadores. Nas bases, elementos de lealdade indiscutível, militantes sempre prontos a justificar com bonomia o peculiar relacionamento do ’´mais velho’ com o seu partido, militantes que toleraram o seu distanciamento da campanha eleitoral, não esconderam a sua perplexidade e desconforto.

Manuel Pinto da Costa é frequentes vezes referido como ‘o líder histórico’ ou ‘ o líder espiritual’ do MLSTP. Classificações não incorrectas, mas insuficientes. Nelson Mandela é o líder histórico e espiritual do ANC e Mário Soares dos socialistas portugueses. Pinto da Costa foi, até agora, mais do que isso: desde o seu retorno do auto-imposto exílio na Europa, foi o líder supremo dos sociais-democratas. Aquele que, sem poder controlar todas as decisões das lideranças eleitas, ditava, porém, as regras do jogo e detinha o poder de veto. Todos os líderes eleitos do partido careceram da sua bênção ou, no mínimo, do seu beneplácito régio.

Acontece que entre Pinto da Costa e Rafael Branco, presidente cessante do partido, nunca houve uma relação de amor. Branco, recorde-se, foi um dos inspiradores da candidatura de Carlos Graça às presidenciais de 1996, nas quais o líder histórico do MLSTP  foi derrotado por Miguel Trovoada. Pinto não pode ter-se esquecido.

Acontece, por outro lado, que, se ao presidente cessante dos sociais-democratas podem ser dirigidas muitas críticas, ninguém que o conheça lhe negará uma tenacidade e capacidade de trabalho invulgares, as quais parecem desafiar a sua estatura física.

Tem outra característica: poderá pecar por excesso, mas não por falta de auto-confiança. Entre uma entrevista e uma conferência de imprensa, optará pela conferência de imprensa.

Paralelamente às tarefas da governação, Rafael Branco procurou  reestruturar o MLSTP-PSD e estampar no tecido da organização o seu próprio carimbo de  líder. Conquistou o apoio do mais aguerrido segmento do partido e, talvez, o mais organizado e temível exército político do país: a OMSTEP. Forjou laços com os veteranos. Não teve sucesso na área juvenil, mas, e acima de tudo, estabeleceu com as bases distritais um relacionamento directo e pessoal.

Foi esse dispositivo que apoiou a candidatura de Aurélio Martins e lhe entregou a presidência. Foi esse dispositivo que, pela primeira vez, elegeu um líder contra a vontade expressa de Manuel Pinto da Costa.

Quando, no seu discurso ao congresso, Rafael Branco afirmou, sob fortes aplausos, que ‘ o MLSTP ‘não tem donos nem accionistas maioritários e que …a legitimidade para tomar decisões sobre a vida do Partido reside em lideranças eleitas que seguem os estatutos’, o recado tinha alvo e destinatário. Mas Manuel Pinto da Costa, durante décadas apenas carinhosamente tratado pelos militantes do seu partido como ‘o mais velho’, já se retirara. Não ouviu o seu discurso ser desconstruído de alto a baixo, ponto por ponto. Não assistiu à esmagadora vitória de Aurélio Martins nem ouviu a conciliatória  mensagem do novo Presidente do partido.

A desforra de Rafael Branco foi servida fria, na bandeja do V Congresso. O MLSTP tem um novo presidente. E Manuel Pinto da Costa?

    69 comentários

69 comentários

  1. madalena

    27 de Janeiro de 2011 as 17:35

    Bom texto para o Pinto meditar.
    Devia o Pinto, aproveitar o espaço para lançar a sua obra literaria, se é que tem?
    Obras, escreve senhor!!
    temos orgulho de lhe ter como 1º presidente.
    É por isso que o Fradique Menezes disse que era ele a fazer escritos para o Pinto.

    • CELSIO JUNQUEIRA

      31 de Janeiro de 2011 as 15:29

      Cara Madalena,

      Bem pode a nossa querida São escrever de uma forma linda e com palavras encantadoras sobre o ex-PR Pinto da Costa.

      Mas de uma coisa a história não vai se esquecer e os Santomenses também não, ele foi o nosso primeiro e por enquanto, e espero que não venha mais nenhum, DITADOR.

      Reconheço e saudo factos, mas não gosto de omissões deliberada/intencional.

      E mais, acho que o cidadão Pinto da Costa pode e deve escrever e falar da sua experiência como Ditador.

      Sou a favor de Liberdades, mesmo com fome e até alguma desordem. Mas não tolero individuos como eu, que se arrogam em “seres” supressores/usurpadores dos meus direitos naturais.

      Finalizando, acho que o cidadão Pinto da Costa deve-nos uma explicação cabal da sua opção politica de regime para que tenhamos uma justificação. Não é possivel terem nos privado de Liberdade em prol de algo que nunca vimos e nem sabemos o que foi, e ficamos muito pior.

      Medite muito e escreva, dê palestras e sessões de esclarecimento.

      Estamos todos a espera,

      Bem haja, e viva a liberdade.

      • São de Deus Lima

        2 de Fevereiro de 2011 as 10:33

        Caro Celsio Junqueira:

        Diz o senhor: ‘Reconheço e saudo factos, mas não gosto de omissões deliberada/intencional.’

        Sabendo quem é, permito-me dirigir-lhe algumas observações:

        A HISTÓRIA tem o mau hábito de marchar com uma grande indiferença sobre aspirações ou opiniões individuais, por muito nobres que sejam. Não há qualquer omissão intencional ou deliberada quando digo que Pinto da Costa será, neste momento, o único político santomense com lugar já cativo na História de STP. Os outros, logo se verá.

        Nem há aí qualquer juizo valorativo e foi isso que lhe terá escapado.

        1. Pinto da Costa foi, quer o senhor queira, quer não, o primeiro Chefe do ESTADO são-tomense, o qual foi fundado a 12 de Julho de 1975.

        2. O MLSTP ( do qual faziam parte Miguel Trovoada, depois o inaugurador do multipartidarismo, Carlos Graça, Leonel D’Alva e todos os outros) foi reconhecido como único e legítimo representante do povo de STP pela potência administrante, Portugal. As negociações decorreram em Argel.

        3. Houve uma Assembleia Constituinte presidida por Nuno Xavier, um nome hoje esquecido.

        4. Houve uma cerimónia transferência de poderes.O almirante Rosa Coutinho, por Portugal, transferiu -os para Nuno Xavier, em representação da Assembleia Constituinte santomense. ( Portugal, não se esqueça, era e continuou a ser durante anos, uma democracia tutelada pelos militares, o Conselho da Revolução.)

        4. A Constituição adoptada depois da independencia consagrou o MLSTP como força política dirigente do Estado e da sociedade. O MLSTP não tinha legitimidade democrática, obviamente, tinha legitimidade revolucionária, como o CR em Portugal.

        Acho que a História deve ser encarada com algum rigor.

        O MLSTP era impopular e estava sob tremenda pressão, inclusivé económica, quando convocou a Conferência Nacional que acabou por abrir caminho ao multipartidarismo. Mas a esmagadora maioria do aparelho, comissários políticos e companhia, estava ferozmente contra a ideia da abertura total. Eu estava cá em São Tomé e acompanhei de muito perto todo o processo. Pinto da Costa apoiou-se numa facção minoritária de ‘jovens turcos’ contra o aparelho do seu partido, para permitir, na altura, que o processo fosse levado até às últimas consequências. Muitos nunca lhe perdoaram. E foi criticado por homólogos dos ‘Cinco’ que hoje reivindicam o pioneirismo na abertura multipartidária, quando, na verdade, foi STP o pioneiro.

        Nessa medida, Pinto da Costa foi, sim, parte do processo de mudança, não importa se, a contragosto, se por instinto de sobrevivência ou outra razão qualquer. Reconhecê-lo não fica mal a ninguém.

        Oliver Cromwell, o homem que no séc. XVII aboliu definitavamente o absolutismo em Inglaterra e implantou o parlamentarismo, não foi eleito por ninguém. Era um puritano radical que pegou em armas, derrotou o exército monárquico e decapitou o rei Charles I. Contraditório…? A História também é feita de contradições.

        Che Guevara foi um democrata? É hoje venerado, idolatrado, reverenciado, celebrado por gentes de todos os quadrantes, incluindo gente democratissima. A História tem destas coisas.

        Segundo a História, D. Afonso Henriques desembaraçou-se da mãe e apoderou-se do reino de Leão. Matricídio político, não é? A História tem dessas coisas.

        Garibaldi unificou a Itália pela força dos votos ou das armas?

        Poderia falar de outras coisas,incluindo o contexto da guerra fria, mas limito-me a registar, no fim, com agrado e total acordo, a sua veemente rejeição dos ditadores. Até porque estamos em pleno século XXI.

        São Lima

        • São de Deus Lima

          2 de Fevereiro de 2011 as 11:20

          Uma pequena correcção: aquando das independências dos territórios africanos, Portugal estava em pleno período revolucionário. A passagem para uma democracia tutelada pelo Conselho da Revolução veio depois.

          São Lima

        • Mana Téle

          2 de Fevereiro de 2011 as 11:30

          Nem mais! Estamos no século XXI e a vida dos ditadores não anda nada fácil. Tunísia, Egipto…muito boa gente, incluindo certos vizinhos nossos, deve estar a fazer contas à vida….éee!

        • Alberto Nascimento

          2 de Fevereiro de 2011 as 20:28

          Viva o Pinto???

          • Ninguém

            5 de Fevereiro de 2011 as 11:36

            Alberto Nascimento:

            Não é Viva o Pinto.

            É Viva o sentido de justiça histórica,independentemente de se gostar ou não de alguém. Bom fim de semana.

        • Celsio Junqueira

          4 de Fevereiro de 2011 as 15:59

          Carissima São Deus Lima,

          Já que transcreveu a frase para o seu post, digo-lhe a razão de ser dela.

          Acreditando que sabe perfeitamente que tipo de regime governou o ex-PR PC e se não fez menção só pode ter sido deliberado/intencional (foi esse o raciocinio). Errei?! Desculpa.

          Mas pode considerar utopico esse desejo, de querer ver na sua escrita estampado a consideração do cidadão Manuel Pinto da Costa como primeiro Presidente a par com a caracterização do seu regime.

          Bem pelo menos estamos de acordo no essencial, o cidadão Manuel Pinto da Costa foi o nosso primeiro Presidente. Ambos preferimos o modelo de sociedade e de regime politico democratico.

          Agradeço tudo o que escreveu, sei isso tudo, e também tive no periodo de abertura do regime do PR PC. Existe mérito e demérito na Governação do PC.

          E mais, nem tudo foi mau, houve coisas boas e muito boas mesmo, mas perdoa-me a franqueza, sou democrata, adepto confesso das Liberdades, não me esquecerei nunca de uma privação, seja por que motivo for (até pode ser um válido/circunstancial).

          Finalizando, quero deixar bem claro, não tenho nada contra a pessoa do cidadão Manuel Pinto da Costa (fosse ele ou outra pessoa qualquer, condenaria igual), pura e simplesmente, avalio o mesmo enquanto figura máxima de um regime ditatorial que governou STP de 1975-1990.

          Saudações cordiais e obrigado pelas observações,

          PS – Para quando um tributo ao engenheiro Nuno Xavier Dias, bem e oportunamente citado?

        • Tluki

          9 de Fevereiro de 2011 as 11:56

          S. Tomé e Príncipe foi pioneiro no multipartidarismo nos ‘Cinco’ e em toda a África ao Sul do Sahara. Só para completar a São Lima.

    • jaka doxi

      11 de Fevereiro de 2011 as 23:23

      Sabe de uma coisa minha querida São Lima.
      O actual dono do MLSTP-PSD,Sr Aurélio Martins,foi o primeiro convidado para o novo programa de entrevistas da TVS e recusou ser entrevistado.
      porque será?
      E depois andam por aí a dizer que a TVS não entrevista este ou aquele individuo.
      A começar assim garanto-lhe que tem os dias contados no mlstp-psd.
      Fui.

  2. Alberto Nascimento

    27 de Janeiro de 2011 as 17:40

    Propaganda…

    • José Maria Silva

      27 de Janeiro de 2011 as 21:33

      Alberto Nascimento,

      Você está mas é com falta de capacidade de resposta ao artigo.

    • MASCARADO

      28 de Janeiro de 2011 as 8:46

      ISTO AINDA VAI SAIR EM CASAMENTO.
      SO N ESQUECE DE CONVIDAR-NOS PARA COMER BOLO.
      A CADË UM RADIO JA SË

  3. E.Santos

    27 de Janeiro de 2011 as 18:07

    Já desde o caso Governo-TVS que cheira-me que a Conceição Deus Lima anda a fazer campanha para Rafael Branco. E agora parece tomar corpo com esta conversa sobre Pinto da Costa ( a próxima vítima).
    Será que Rafael Branco quer ser Presidene e está em pré campanha a tentar desde já denigrir a imagem dos outros potenciais concorrentes. Não me surprenderia nada. Como disse o outro, nada acontece por acaso, o que nós traduzimos para “dívida tê opé”
    Para quando, Elsa Pinto e Maria das Neves?

  4. Ovumabissu

    27 de Janeiro de 2011 as 20:52

    Bravo, São!!!
    Belíssima análise.
    Não sei se é ou não propaganda. O que interessa é que está muito bem feito, tem lógica, tem fio condutor e aderência à realidade.
    Não é nada contra PC, nem a favor do “Rafas”. É leitura e interpretação dos factos.

    • E.Santos

      28 de Janeiro de 2011 as 15:55

      Não, que ideia!!!

  5. Amélia dos Reis

    27 de Janeiro de 2011 as 21:30

    Tanta pobreza de espírito, virgem mãe de Deus. Mas não há ninguém capaz de COMENTAR um artigo nesse jornal? Um artigo com tanta coisa para comentar e já andam a ver demónios. Vamos a ser um pouco sérios, meus amigos, por favor.

  6. jaka doxi

    28 de Janeiro de 2011 as 0:09

    Cuuuumaaaa!
    Pontópé da ni Giba.
    Kuá sá cá tugo ê Pôvô.

    Fui

  7. João

    28 de Janeiro de 2011 as 6:20

    Parabens São Lima.
    Um texto para os militantes do MLSTP e para os santomenses.

  8. Luis Sebastiao

    28 de Janeiro de 2011 as 7:38

    Concordo com Alberto Nascimento: Propaganda, baixa … A São devia-se colocar a altura da sua elevação e não se prestar a este tipo de serviço. Os leitores lêem também nas entrelinhas.

  9. Filipe Samba

    28 de Janeiro de 2011 as 9:09

    Ninguém pode ser feliz sem a felicidade do outro.
    A grandeza dos homens não se mede apenas pelos objectivos que se fixam, mas tambem pela escolha daqueles com quem os partilham, em quem confiam e de quem recebem uma aceitação e um auxilio incondicionais.
    O principal motivo de insucesso de um lider é a postura oposta, rodear-se de anuentes e sobrevalorizar o proprio juizo.

    • Luis

      28 de Janeiro de 2011 as 13:14

      Brilhante Filipe,

      ..”O principal motivo de insucesso de um lider é a postura oposta, rodear-se de anuentes e sobrevalorizar o proprio juizo”.

  10. rubem bonfim

    28 de Janeiro de 2011 as 9:54

    CLARIVIDENTE
    obrigado sao. è pena muita pena que na elite polica do meu pais coartou ao povo sem acesso a internet a possibilidade de ouvir esta sabia reflexao.
    sou e serei eternamente do MLSTP porque entendo que o pais precisa de homens que nao se vendem e nem se deixam comprar. nos primeiros anos da nossa democracia eu dava a minha vida para pinto da costa se possivel fosse. eu me lembro muito bem quando fui presidir uma reuniao na roca queluz em que fui ameacado por um concidao com catana na mao que me impediu de fazer a reuniao e fui obrigado a refugiar na creche da referida roca, tudo por causa de minha filiacao partidaria e fidelidade a pinto da costa.
    hoje volvidos stes anos todos digo que faria o mesmo por MLSTP nao por pinto da costa.
    o que o meu camarada dr manuel pinto da costa antes de ser lider do meu partido fui è e serà acima de tudo santomense e como santomense,sera que so podera servir o pais sendo somente presidente do pais? tirando a sua presidencia e a abertura que teve em abrir o pais ao multipartidarismo(mais cedo ou mais tarde teria que o fazer)nada mais este cidadao fez para stp. portanto como ele so quer ser presidente por isso la foi o camarada apoiar o governo de adi. se isto nao for traicao o que sera? o meu glorioso MLSTP deve levar um candidato seu as presidenciais e nao apoiar pinto da costa.MLSTP è nosso…militantes

    • rubem bonfim

      28 de Janeiro de 2011 as 10:50

      aproveito para pedir desculpas ao que lerem o meu comentario. ao le-lo depois de submete-lo a vossa apreciacao reparei nos inumeros erros gramaticais. aos leitores as minhas desculpas.prometo maior cuidado da proxima vez. obrigado pela paciencia e compreensao.

    • E.Santos

      28 de Janeiro de 2011 as 16:12

      Meu caro, compreendo a sua frustação com o seu partido.
      De facto, Pinto da Costa fez ruptura com os São-tomenses quando (talvés com raíva do tratamento que recebeu do povo a quem deu a democracia – o mesmo ou pior tratamento que você recebeu na roça Queluz, talvéz para não se misturar e expor-se a baixaria que se seguiu ao pós democracia) afastou-se do povo e pior, só aparece em alturas de eleições.
      Mas não se iluda camarada, se PC quer ser presidente (ao menos só quer ser o que acredita que sabe ser), os outros camaradas do seu partido, e RB é bem a face visível deste grupo, só querem ser políticos (e a estes não importa para fazer o quê, até mesmo se propondo para fazer o que já deram prova de não saber fazer).
      Não se esqueçam que todos estes camaradas foram Ministros de Pinto da Costa ainda nos anos 80, tal como o Aurélio também foi o menino querido do Pinto da Costa.

      Não se iludam com o vosso MLSTP. Este partido, como ele se apresenta hoje, já não serve aos interesses de São Tomé e dos São-tomenses.

  11. Fernanda Alegre

    28 de Janeiro de 2011 as 10:29

    Não sei se so eu que estou errada, mais n mi parece que esse texto seja o ponto de partida para a campanha de este ou aquele, mais sim como um ponto de reflexão para todos nós santomenses.

    Temos que deixar de ignorancia, de coisas que só tem fins lucrativos pah uns e desgraça pah outros. O nosso País precisa mudar, o nosso comportamento tbm.

  12. Santomense

    28 de Janeiro de 2011 as 13:04

    Deixemos de fingir que não estamos a ver. Pinto da Costa deixou o poder há 20 anos e desde então só vive às nossas custas. Pagamos-lhe casa, energia, telecomunicações, comida, carros, segurança, combustivel e ele o que nos dá? Confusão, intrigas e lutas palacianas.

    Nunca deixou que um lider se impusesse no MLSTP. Está a comprometer a possibilidade daquele partido eleger um PR só porque precisa do dinheiro da campanha para viver com luxo. Pinto só pensa nele, não trabalha, não publica nada, não dá aulas, não dá conferências. Nada! Só viaja, faz ginastica e mantém as várias mulheres, tudo à nossa custa.

    Só mesmo o MLSTP para mantê-lo como pai espiritual, porque aos restantes santomenses ele já não engana. A julgar pela porrada que levou no congresso, mesmo no MLSTP a coisa já não cola.

    Pinto, vai gozar a tua reforma dourada e deixa-nos em paz!

    • E.Santos

      29 de Janeiro de 2011 as 10:08

      E Rafael Branco vai gozar com o quê, já que ainda não se reformou?

      Ah desculpa, estava a me esquecer dos 500 milhoes que ainda não ficaram esclarecidos aos olhos do Povo.

      Não quero defender PC, só quero demonstrar que sao farinha do mesmo saco…ou de pior saco, podemos dizer.

      Por isso a São Deus Lima vir enaltecer RB até parece que nos está a falar de outra pessoa.

      Convenhamos…

    • Samora

      29 de Janeiro de 2011 as 19:44

      Santomense,fala com mas rispeito do primeiro prisedente do nosso país.Pinto não roubou.

    • Fernanda Alegre

      29 de Janeiro de 2011 as 20:48

      assino por baixo meu caro compatriota!!!!

      • Fernanda Alegre

        29 de Janeiro de 2011 as 20:52

        « sr. santomense»
        bem falado!

  13. piucu

    28 de Janeiro de 2011 as 13:45

    sao nao te estiquesas vezes esticas muito lha a corda arebenta sempre pela parte mais fraca

  14. BARAO DE AGUA'-IZE'

    28 de Janeiro de 2011 as 15:05

    O Pinto ainda continua como Presidente Honorario, ou nao?
    O Pinto da Costa ja tem o seu lugar que ninguem lhe pode tirar: 1. Chefe de Estado e fundador da Nacao Santomense, quer se queira, quer nao.E mais, teve o merito de se afastar dando lugar aos outros, pois se quizesse teria perpetuado mais tempo no poder. A’maquina’ dos 15 anos estava muito bem montada e oleada. So largou o poder porque assim o entendeu, pois ha gente da mesma epoca ainda no poder, ou nao?

    • ovumabissu

      28 de Janeiro de 2011 as 18:21

      Isso sim é propaganda, e das baratuchas (três crôa)!!!
      1º Chefe de Estado? Sem dúvida.Mas ninguém votou nele. Foi imposto ao povo de STP pelo MLSTP e à revelia do acordado com Portugal em Argel.

      Fundador da Nação? Mentira da grossa. Propaganda baratucha. O MLSTP usurpou o poder em 1975 e impôs os seus líderes como fundadores da nação. A Nação tem, se calhar, mais de 300 anos! Não creio que o PC seja assim tão velho!

      PC afastou-se para dar lugar a outros? Outra mentira, propaganda. Não teve alternativa. A economia estava de rastos, os jovens quadro pressionavam… Mais, o processo de abertura começou em 1985/86 e só em 1990 houve eleições! A queda do PC era uma questão de tempo. Aliás, já em 1979/1980 (censo) tremeu e só não caiu porque…

      Oleada? Estava é calcinada! Vertia óleo por todos os lados, o motor babava, os travões já não tinham calço, a mudança saltava no primeiro buraco, pneus carecas, suspensão de carroça… enfim, uma sucata!

      Em democracia há lugar para todos! Não há caça às bruxas!! Por isso as tristes figuras do PU (partido único) puderam continuar a fazer política. É essa a grandeza da democracia representativa.

      • BARAO DE AGUA'-IZE'

        29 de Janeiro de 2011 as 19:43

        Bom, ao menos esta’ a admitir que o PC teve visao e afastou-se a tempo. Era ai que eu queria chegar. Obrigado.

        • ovumabissu

          30 de Janeiro de 2011 as 11:50

          Sim, como qualquer ratazana faz quando o barco começa a afundar-se. Não é visão, é instinto de sobrevivência.

          • BARAO DE AGUA'-IZE'

            1 de Fevereiro de 2011 as 14:10

            Bacue Ovu Ma Bissu.

          • kwatela

            2 de Fevereiro de 2011 as 12:37

            meu caro ovumabisso vc è santomense? conhece a historia do meu pais, ou tas-te a fazer de burrooooooooooooooooo

  15. madalena

    28 de Janeiro de 2011 as 15:12

    Luis & Samba
    Por favor, quando estiverem a fazer copy/paste citem as fontes. Assim é que nos ensinaram ao não ser que sejam os proprios autores destas máximas. Mas gostei da frase.
    Obrigado

    • Filipe Samba

      31 de Janeiro de 2011 as 6:10

      À
      Senhora Madalena,
      os meus humildes cumprimentos,
      Acuso a recepção da Vossa solicitação, da seguinte maneira; O autor sou eu, são as minhas compilações pessoais.

      Eu tamborilei-me pensativamente com às mãos na cabeça para me arrancar as notas que me soavam em pensamento para Lha responder.
      Há muitos autores, mas em certos lugares podem surgir grandes autores.

  16. Brasileiro

    28 de Janeiro de 2011 as 15:48

    A jornalista limita-se a escrever seu atigo de opinião. Nesse sentido não me parece que sua opinião seja propaganda. Se ela escreve artigo de opinião é porque a chefia do jornal, concerteza apoiada por larga maioria de leitores lhe deu essa oportunidade.

  17. De Longe

    28 de Janeiro de 2011 as 17:24

    Cá está outra vez a São!
    Um artigo como ameaça de processo contra o governo emitido antes do da São, tem menos, ou seja, aproximadamente metade de comentários que este em que fica exposta a vida de um partido.
    A São escreve n’areia e nós recebemos cinzelado em bronze. Não é simples encarar a São com simplicidade. A São tem que aparecer: quem não enviar beijinhos lança pedras.
    Sem saber se são beijos ou pedradas, vou seguir a impossibilidade de ficar impassível diante de um artigo da São.
    Este artigo revela uma perspicácia na observação assim como “Carta pá Apolinária” e outros redigidos pela mesma autora. É muita substância para reflexão em relação à vida partidária e, por inerência, aos contornos da evolução do nosso país.
    Torna penoso que elogiemos a escrita ou a pessoa ou denigramos a escrita ou a pessoa e esqueçamos do conteúdo.
    Aproveito este artigo para pedir à São, ao Téla Nón, aos outros organismos e pessoas dedicadas à informação de massa que nos elucidem também sobre os efeitos bons ou maus para o desenvolvimento do país derivados de cada atitude dos nossos políticos.
    Se as pessoas que trabalham no estrangeiro só investem na sobrevivência dos familiares e amigos que se encontram na terra em vez de construir empresas; se as pessoas que trabalham no país não vêem a coordenação dos seus esforços numa confluência para o bem comum, perdendo elas próprias a consciência desse bem; se os recursos naturais não são usados para o desenvolvimento do país, assim como também não o são as ajudas externas, começo a perguntar se o nosso mal é dos políticos ou da política que se faz. Devemo-nos concentrar nas acções e não nas pessoas de modo a que saibamos dizer NÃO quando os nossos estimados ou odiosos governantes nos estiverem a prejudicar e não só dizer SIM, mas apoiá-los quando existirem medidas favoráveis ao desenvolvimento.
    Se assim não fizermos não valerá perguntar o que cada um já fez pelo país.
    Interessa mais tapar o buraco da carroçaria do camião que leva areia, do que queixar-se dos que não deitaram pazadas para o encher se estes acharem que se perderia o conteúdo durante a viagem.
    Tudo deve ser feitom mas há prioridades a definir.
    Neste caso é descobrir o buraco e tapá-lo.

    • Fernanda Alegre

      29 de Janeiro de 2011 as 21:09

      De LONJE: a sua reflexão foi muito bem acentuada, gostei muito e espero k todos os leitores possam tomar nota.

      O nosso País tem muito a oferecer mais pah isso acontecer temos que investir, trabalhar com força e com motivação.
      N basta reclamar!!! Temos que agir…dando o nosso contributo.

  18. aluno do Januario

    29 de Janeiro de 2011 as 3:51

    Sao,a sua opinao e muito boa,quero lhe fazer uma unica pergunta diz me em que universidade que Manuel Pinto da Costa se formou que so pode ser presidente.(nunca este ditador fez nada diferente que nao seja querer ser presidente de Sao Tome );ou estou engando? meu amigo Pinto ja la foram os tempos da fazenda COSTAS.O povo ja abriu olho.

    • aluno do Januario

      29 de Janeiro de 2011 as 3:51

      opiniao

  19. Tela

    29 de Janeiro de 2011 as 5:41

    Sou do MLSTP mas acredito que MLSTP, deixou de ter o peso, desde que o Pinto deixou o poder para Guilherme Posser, e é quase certo que MLSTP, tao cedo nao será governo, isto para não dizer nunca, o Partido Dividiu-se depois do Pinto sair da Presidência do mesmo, não tenho nada contra os seus sucessores nem com o actual sucessor, mas a verdade seja dita, um partido em que não se respeita o seu Lider, este partido esta condenado ao fracasso, e todos nos sabemos que se o partido estava dividido antes do Aurelio ser Presidente, agora ira ficar mais dividido ainda,nao se iludem que o Aurelio será a salvação, antes pelo contrário, não so por culpa dele mais também porque os vetéranos do MLSTP nao vai deixar ele ser Lider, eu conheço aquela gente, pelo amor de Deus não mi venham dizer que Aurelio é competente para ser lider do MLSTP, se voces assim acham é porque não viram tudo que ele fez para alí chegar, e do jeito que fez, se um Homem que nao consegue Presidir bem a Presidencia da sua Sociedade Comercial Por Quota(Gibela Lda), em que o salario dos trabalhadores vêm de Angola e sempre atrasados e poe os negocios nã mão dos Familhares e eles fazem o querem e quase levam a empresa a falencia e mesmo assim os militantes de MLSTP acham que ele deve ser lider é porque realmente MLSTP, perdeu a sua identidade, o que voces pensam que o Aurelio quer fazer? ou ele quer ser Presidente da República ou vai indicar qualquer outro candidato mas ele procurou a pior via para ser candidato as Presidencias, se MLSTP tem perdido as Eleições é por algum motivo e não será o Aurelio o salvador da Pátria porque ele tambem tem Telhado de Vidro, ou vcs esqueceram da palhaçada que foi o casamento dele o dinheiro que ele gastou, o abuso que rodiou aquela palhaçada, pois ja se viu qual foi era obejctivo e sem falar de onde veio todo aquele dinheiro que pelos visto parou, nao se iludam estamos em 2011

  20. 1º golpe

    29 de Janeiro de 2011 as 8:47

    Aurelio Martins ganhou para servir os interesses de quem????

    http://www.jornal.st/noticias.php?noticia=1000072

    Esta poderá ser uma das razões para a eventual subida dos combustíveis em STP.

    Após os maus resultados obtidos pelo MLSTP nas últimas eleições legislativas, um certo desalento abateu-se sobre Angola. O investimento angolano feito no Executivo de Rafael Branco foi totalmente destroçado pela vitória do até então discreto Patrice Trovoada. Um duro golpe que levou a que Luanda desse ordens concretas para a “substituição” de Branco por Aurélio Martins, o vencedor do Congresso do MLSTP, realizado no início de Janeiro.

    A entrada em cena deste aliado traz a Angola um novo fôlego, numa altura em que São Tomé e Príncipe dá os passos iniciais na exploração petrolífera do Golfo da Guiné e se pretende constituir como hub logístico e de negócios para toda a sub-região.

    O acesso a estes novos mercados de exploração de petróleo é o motor da «sonangolizada» diplomacia angolana para a sua consolidação como potência regional. Daí que o «ultimato energético» agora feito pela ENCO, participada pela Sonangol, não represente mais do que um teste à resistência e à independência de Patrice Trovoada.

  21. E.Santos

    29 de Janeiro de 2011 as 10:43

    Luis Sebastiao diz:
    18 de Janeiro de 2011 às 9:54

    O que a São Lima certamente não sabe é que o Conresso foi realizado para colocar Aurélio Martins na liderança do MLSTP. Tratou-se de uma luta em que primaram as aproximações geradas pelos interesses de negócios e os rancores e intolerâncias do R. Barnco.Branco aceitou apostar no Aurélio e colocou todo Partido e a OMSTP para servir este objectivo. O banho foi o instrumento privilegiado para alcançar este objectivo, explorando-se através dele a fraca formação política dos militantes. O banho é uma peste que depois de penetrar no país, apoderou-se doa partidos políticos. O banho destrói a Constituição política, detrói os Estatutos partidários, destrói a cultura. O mais grave é que o banho consegue hoje alargar os consensos a sua volta. Nem os jornalistos que deviam se mostrar isentos para salvar a cultura, mantêm um silêncio ou até mesmo correm atrás do banho,o que favorece a afirmação do banho. Assim, o país todo vai sendo arrastado pelo banho até que um dia se desperte a resistência da rua. E aí fatalmente encontrar-nos-emos na situação da Tunísia actual ou da Costa de Marfim actual. Temos que ter a destresa de conduzir a democracia com muita arte, porque devemos reconhecer, como lembrou Pinto da Costa no Congresso, que é necessário o desenvolvimento para que a democracia se afirme. No nosso caso não temos ainda o desenvolvimento, e as perversões dos ambiciosos aproveitam-se desta fraqueza para dificultar a afirmação da democracia. Aurélio banhou abundantemente os Coordenadores de zona do Partido de tal maneira que esses Coordenadores seleccionaram os delegados ao Congresso que votavam no Aurélio. Aurélio conseguiu o apoio do Branco para que os Estatutos náo fossem aplicados de modo que os delegados ao Congresso não fossem eleitos mas sim designados, a dedo. São estas verdades que a São certamente não sabe.

    Não sei se a São esteve no Congresso. Se ela lá esteve, terá certamente notado (não escaparia a sua perspecacidade jornalistica)a falta de qualidade do Relatório apresentado pelo Branco. Foi um Congresso fabricado para não se discutir o Partido nem os seus problemas, mas sim para unicamente colocar o Aurélio na liderança. O Relatório esteve vazio e no entanto ele devia cobrir um período de quase 4 anos de liderança.

    Se a São estiver disponível e interessada para fazer um jornalismo de investigação, sério e isento, ela podia: 1) comparar o património e as contas bancárias do Barnco entre o momento de sua entrada para a liderança do Partido e o momento ea sua saída de liderança do Partido; 2)investigar sobre a situação financeira e patrimonial do próprio Partido e sobre o paradeiro dos meios financeiros e outros que entraram para o Partido durante a liderança do Branco; 3) investigar sobre a situação financeira e dos negócios do Aurélio, as suas dívidas bancários, os processos que contra ele correm nos tribunais, as hipotecas que correm sobre os seus bens, as suas incapacidades enquanto estudante na universidade

    • E.Santos

      30 de Janeiro de 2011 as 14:03

      Mas a São Deus Lima, a nossa grande jornalista, só se disponibilizou para nos vir contar da quizila entre Pinto da Costa e Rafael Branco e mais, mesquinhamente enaltecendo Rafael Baranco porque este rancorosamente saiu a ganhar dando o troco a Pinto da Costa. E estamos a falar de uma vitória que apesar de legítima, todos acreditam que foi desonesta.
      Não percebo em quê esta análise da SDL nos interessa. Que vergonha…e ainda há quem ingenuamente não consegue sentir no ar uma pré-campanha.
      Só que os alvos são muito a abater, porque só do MLSTP os potenciais candidatos são 5 (o que demonstra bem a falta de orientação deste partido).
      Mas preparem-se, PC é polido não responde, mas não estranharia ver a Elsa Pinto depois duma tarde no mercado descer do salto e vos peitar e Maria das Neves inventar mais termos novos como wêchaísmo para vos responder.

      Meus caros, precisamos de informação para ajudar-nos a formar a nossa própria opinião e uma tomada de posição consciente, não de maquiavelismo.

    • Mimi

      1 de Fevereiro de 2011 as 8:33

      “O banho é uma peste que depois de penetrar no país, apoderou-se doa partidos políticos. O banho destrói a Constituição política, detrói os Estatutos partidários, destrói a cultura.” VERDADE PURA!

  22. Paulo Vasconcelos

    29 de Janeiro de 2011 as 10:51

    A imoralidade e a cobiça alcançaram níveis de espanto para os que se guiam ainda pela decência na observação, análise e realização das coisas. Vê-se que a imoralidade e a cobiça infiltraram-se no jornalismo dominando até os jornalismos que se mostravam até pouco tempo isentos e defensores dos interesses de todos.
    Se se compara o posicionamento dos políticos e dirigentes nacionais, incluindo os do MLSTP, em relação ao que é a decência e as boas práticas na análise e tratamento dos assuntos gerais e particulares, Manuel Pinto da Costa aparece seguramente ainda em 1º lugar. E não venham com histórias de pseudo poligamia porque neste campo Pinto da Costa aparece também com uma estatura bem mais elevada do que os outros. E que ninguém se finja de ignorante porque nesta nossa pequena sociedade ninguém desconhece a destreza que empregam os dirigentes políticos varões para desviar as catorzinhas do são caminho, dentro e fora do país. Mesmo no estrangeiro, quantos dos senhores, em serviço pelo nome do Estado, não privilegiam o aconchego de uma catorzinha sobre os interesses de Estado, desviando-se até do lugar da missão de serviço em milhares de quilómetros de distância… O pior é que os santomenses acabam por saber de tudo isto e os serviços de interior dos países estrangeiros registam estes factos. Que se analise a pluralidade de nacionalidades que proliferam nas pessoas dos dirigentes políticos nacionais. Façam o mesmo exercício em relação ao pinto da Costa. Tirem os vossos resultados. Basta surgir o contexto das eleições presidenciais e de nomeação para o cargo de 1º Ministro para se assistir a dança de nacionalidade em volta de um mesmo candidato. A imoralidade e a cobiça alcançaram níveis tais que para essa gente o país passou a ser apenas um instrumento para que essas baixezas de espírito se satisfaçam mais do aquilo que qualquer imaginação possa pensar. Essa gente só pensa nelas e nunca no país e nas nossas crianças. E nessa cultura de elevar cada vez mais as materialidades do seu eu, não hesitam em aliciar outras pessoas podo-as ao serviço dos seus interesses.
    Bem haja e até breve. A porcaria está ficando podre de mais. É preciso que se comece a combatê-las, a sério.

    • ovumabissu

      30 de Janeiro de 2011 as 12:08

      Diagnóstico correcto, mas o remédio não passa por Pinto da Costa, nem como paliativo.

    • De Longe

      31 de Janeiro de 2011 as 10:47

      Paulo Vasconcelos, depois de o ter lido, renasce em mim a esperança de que as vozes reclamando mudança estejam a aumentar. Esperemos que torne uma corrente.
      Forte abraço!

    • Franz K

      31 de Janeiro de 2011 as 17:05

      Apoiado!

  23. Deus é Grande e Seja Louvado

    29 de Janeiro de 2011 as 15:47

    Grande Artigo de Opinião e de Reflexão….
    É Claro que o Sr. Dr. Manuel Pinto da Costa é e Será a Maior Figura Política do Nosso S.tomé e Principe, Por Mais que Isto Custe a Alguns Escribas de Meia Tigela da Nossa Praça………….
    Perante um Grande Texto de Opinião, Capaz de Suscitar Reflexão Profunda de um Modo Geral da Classe Política do Nosso Querido País………
    O Que Leio são Opiniões de algumas pessoas a Cuspuirem Ódios + Ódios + Ódios ao Sr. Pinto da Costa. isto só demostra a vossa pobreza Mental
    Viva Tela Non
    Viva S.tomé e Principe
    Até Quando a Modança da Mentalidade?

    • De Longe

      31 de Janeiro de 2011 as 11:03

      Deus é Grande, vamos mudar a mentalidade sim. Porque isso de insultar faz com que pessoas que deviam entender aquilo que dizemos sintam apenas mal-estar com o nosso comentário. Mas apareça sempre e melhor. Cresceremos juntos. Abraço.

    • Lucumy

      31 de Janeiro de 2011 as 22:04

      Pergunto: em quê o M.Pinto é o exemplo?
      Durante a sua ausência na política activa, o que andou ele a fezer para o desenvolvimento do País? A menos que esse criasse uma fundação em seu nome,ainda que fosse para o inglês ver.A sua contribuição é apenas e só ser presidente?…há mais coisa…fui

  24. Samangwana

    29 de Janeiro de 2011 as 22:54

    A profecia acaba de se confirmar. Eu sempre disse que a vitoria do ADI para qual nao contribui, mas gostaria de o ver governar, iria se traduzir num embargo frio para Sao Tome e Principe com o objectivo de derrubar o governo. A maior cruz que carregamos é ter Angola e Portugal como parceiros previlegiados. São sim barris de polvora sempre na eminencia de arrebentar quando nao ve os seus interesses satiefeiros. Angola nao sossegará enquanto nao ve o MLSTP no poder. O aumento de combustivel é o primeiro pretexto para sufocar o governo… O plano B está a caminho… coitado do povinho…Mas enfim. Até um dia…

  25. maria chora muito

    31 de Janeiro de 2011 as 11:09

    Parabéns São. Tu sabes escrever. Eu gosto assim. Felecidades e beijos.

  26. Mr This is it!!

    31 de Janeiro de 2011 as 20:08

    oh sr Deus e Grande Seja Louvado!!
    va aprender como se escreve em portugues e depois vem dar licoes de moral ok!!! PC nao passa de um ditador igual ao Pinoche (Chile); Saddam Husseihn (Irak) Mabuto e mto mais!! nao vem ai defende-lo!!!! O ser humano precisa de liberdade o que nao tinhamios na epoca em que ele era presidente!! Shut ur mouth up, n u b better heard!!!

  27. Lucumy

    31 de Janeiro de 2011 as 21:46

    O Pinto terá que fazer-se pela vida.Disse-lhe o Rafael no seu discurso, se não vejámos, o Pinto andou muitos anos ao reboque como sendo o lider espiritual do MLSTP/PSD, mas que o seu assento estava sendo ocupado pelo Rafael,seria pouco ética passar para a terceira pessoa do partido uma vez que o Aurélio ascendeu ao poder.Pinto terá que usar as suas forças para fazer convencer os que acreditam nele e conquistar o voto. O Poder não se dá, conquista-se

  28. meymadra

    2 de Fevereiro de 2011 as 9:31

    um excelente artigo, sem duvidas a São a mostrar que é uma boa escritora, mas tambem, deixou transparecer o seu rosto MLSTP e Rafa.
    ganhamos uma magnifica escritora, mas infelizmente para STP perdemos uma jornalista.

    • Zumba Cuê

      2 de Fevereiro de 2011 as 18:05

      Amigo Meymadra:

      Afinal…a São não é PCD? E CIA? E Mossad?
      Abraço cordial.

      • HB

        5 de Fevereiro de 2011 as 11:44

        E KGB também…!!

  29. Ovumabissu

    4 de Fevereiro de 2011 as 14:36

    Resposta à msg do “Kwatela” (meu caro ovumabisso vc è santomense? conhece a historia do meu pais, ou tas-te a fazer de burrooooooooooooooooo).

    Sim, sou santomense e muito santomense (se é que isso se pode dizer). Porém, caro compatriota, tive a sorte de ter escapado à formatação (lobotomia) que o MLSTP lhe fez (a si e a maioria dos santomenses). Por isso, não me espanta ter sido brindado com o seu “burrooooo”. Os seus tiques de intolerante são o reflexo desse condicionamento a que foi sujeito ao longo destes já 36 anos. Azar seu, sorte minha.

    A resposta da São Lima ao Celsio, deixa bem claro que a História pode ser lida, interpretada de várias maneiras, consoante os interesses ou o prisma em que é abordada. Perante um mesmo facto, cada um faz a sua leitura. Eu (e uma minoria) não partilho a interpretação da história que é feita pelo MLSTP (e os MLSTPesinhos, como são o PCD e ADI), que não foge muito do descrito no “post” da São Lima.

    Ela argumenta, com a clareza que lhe é reconhecida, que a legitimidade do MLSTP foi revolucionária (é, no mínimo, discutível, mas dou de barato, que sim). A verdade é que perante a oportunidade de uma legitimação democrática (ir a votos e deixar emergir outras sensibilidades na sociedade), o MLSTP optou em 1975 por uma legitimação pseudo revolucionária. Branquear isso é faltar com a verdade histórica.

    O reconhecimento do MLSTP como único e legítimo representante do povo de STP não pode ser visto sem o devido enquadramento histórico, em que projectos (à luz dos valores de hoje) claramente mais favoráveis para STP foram preteridos em nome de uma apressada e hipócrita unidade nacional. Mas, não se faz história com “ses”, pelo que… podes continuar a cantar a tua (vossa) “vitória”.

    Já pensou no porquê da utilização do (contraditório) slogan “Independência Total”, muito caro ao MLSTP?

  30. Nelson Leite

    7 de Fevereiro de 2011 as 17:08

    Felicitações a grande Jornalista de Sãotomense (São Deus Lima)pelas suas sábias palavras…Essa é a verdadeira historia do São Tomé que conheço…Obrigado…VIVA SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE VIVA O DOUTOR MANUEL PINTO DA COSTA

  31. Bo suza,Male suzado

    8 de Fevereiro de 2011 as 9:56

    Li com muita atenção esse texto e parece mais Poesia do que uma noticia !

    STP esta as velas .. eu não percebo como um pais só tem como base politica .ninguém quer criar outros meios de subsistência para alem do poder.

    • dfl

      8 de Fevereiro de 2011 as 17:20

      Não é notícia, ó Suzado, é CRÓNICA, filho de Deus!!!

  32. H.A-Azimute

    10 de Fevereiro de 2011 as 5:21

    H.A.-Azimute
    Reflexões

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