Política

“Uma condenação ao estado não é mais nem menos do que uma condenação ao povo”

Declaração do Ministro do Plano e Desenvolvimento, Agostinho Fernandes(na foto), em relação a decisão do Tribunal que condenou o estado a pagar a firma D&D 12.429.955.958 de dobras, o equivalente a 507 mil euros.

Na reunião com os operadores económicos na última quarta – feira, o Ministro do Plano e Desenvolvimento Agostinho Fernandes, criticou duramente os Tribunais, por ter condenado o Estado através do Governo a pagar a firma D&D o montante superior a 7 mil milhões de dobras, que a empresa tinha depositado na conta do Estado, mais juros e custas judiciais, que elevaram o valor para mais de 12 mil milhões de dobras. «O grupo D&D, está no seu direito legítimo de recorrer ao tribunal porque sente-se lesado. Não estamos contra. O que dizemos é que o tribunal que está aqui para defender a razão, e fazer a justiça em nome do povo, não pode ter uma atitude de perseguição ao Estado, e condenar o Estado em todas as circunstâncias mesmo quando o Estado tem razão», afirmou Agostinho Fernandes.

O Ministro do Plano e Desenvolvimento, vai mais longe. «Uma condenação ao Estado não é mais nem menos do que uma condenação ao povo. Dizemos isso porque consideramos que neste processo, ficamos com a sensação que os Tribunais apressam-se em condenar o estado, por outras palavras, apressam-se em condenar o povo», sublinhou o ministro.

Visivelmente irritado, enquanto falava numa das salas da biblioteca nacional onde decorreu a reunião, o ministro Agostinho Fernandes, continuo a atacar os Tribunais. «O que consideramos preocupante é a forma como os tribunais apressam-se em condenar o estado, em desapossar o estado dos seus bens. Quando se trata de casos em que o estado é o lesado, os processos andam anos para serem resolvidos. Estamos convencidos que neste processo o estado tem razão», concluiu o ministro.

Note-se que desde quinta – feira que a firma D&D, encaixou 12.429.955.958 (doze mil milhões quatrocentos e vinte e nove milhões novecentas e cinquenta e cinco mil e novecentas e cinquenta e oito dobras), o equivalente a 507 mil euros. Montante que segundo a sentença do Tribunal, o Estado São-Tomense deveria pagar a firma, depois de terem sido goradas várias tentativas do Tribunal para que o Governo, entregasse a firma comercial cerca de 40 contentores de arroz como resultado do depósito pela mesma de mais de 7 mil milhões de dobras no tesouro público, desde Agosto do ano passado.

Na sua última acção o Tribunal notificou o Banco Internacional de São Tomé e Príncipe,  para transferir da conta do Estado o montante de 12.429.955.958 (doze mil milhões quatrocentos e vinte e nove milhões novecentas e cinquenta e cinco mil e novecentas e cinquenta e oito dobras), para a conta da firma comercial. O Téla Nón apurou que a transferência foi feita com êxito. Do montante transferido, 4.785.955.958 dobras (quatro mil milhões setecentos e oitenta e cinco milhões novecentas e cinquenta e cinco mil e novecentas e cinquenta e oito dobras), o equivalente a mais de 100 mil euros, satisfaz o pagamento de juros, custas judiciais e outros aspectos relacionados com o processo.

Abel Veiga

    48 comentários

48 comentários

  1. blaga pena

    18 de Fevereiro de 2011 as 8:41

    Que fazer? Deve-se dar a Cézar o que é de Cezar. Mas também, deve se dar a Deus o que é de Deus…

    • Big-boss

      18 de Fevereiro de 2011 as 13:58

      O senhor Ministro não sabe que quando alguém deve a um outro alguém quanto mais tempo demorar em pagar o juros aumentam???
      só pode ser palhaçada e campanha!!!
      tenham vergonha e escondam a cabeça.
      os tribunais só fizeram é bem, pra não aumentar mais os juros que por culpa da seu “ódio” o povo está a pagar.
      odeio-vos a todos políticos.
      Alguém que me ouvi a falar até pensa que sou um desfavorecido, muito pelo contrario sou da Elite, mas ao contrario de muitos santomenses arrogantes, eu tenho humildade para com o povo pequeno.
      Viva STP!
      Viva a Democracia!
      Viva a igualdade social!

      • José Silva

        19 de Fevereiro de 2011 as 9:26

        Até parece que sim … …, tenho pena.
        Costuma-se dizer que boas ou más acções ficam com quém as praticam; o certo é que todos serão julgados pelos seus actos.

    • Delfin

      18 de Fevereiro de 2011 as 19:49

      CAROS
      Não queiramos estrapolar as coisas! O facto que se poe é a maneira como o tribunal agilizou o processo contra o Estado ( muito estranho). Por um lado, nao tirarei o merito da empresa em recorrer ao tribunal em recuperação da sua divida junto ao estado, porém é de se lamentar o percentual a mais cobrado sobre o valor do depositado na conta de estado ( sendo que o país nao tem tanto recurso para pagar o tamanho juros).
      De 7 mil milhoes para 12 mil milhões, não seria um absurdo? por outro lado, é se questional a forma como o trubunal tomou a frenteira desse caso. de certa forma atrubua a Ministro uma certa razão nessa linha de raciocinio.

      reflitam

      • António Veiga Costa

        19 de Fevereiro de 2011 as 12:53

        Sim, concordo, e a primeira parte da história tem sido omitida. O negócio começou malfeito nas mãos do Director de Gabinete do Ministro anterior (Sr. Lopes).
        Negócio malfeito deu no que deu.

  2. O Visionario

    18 de Fevereiro de 2011 as 8:59

    Existe a mesma palavra (estado/Estado) escritas com o e minusculo quando se refere ao estado/maneira/situaçao em que se encontra um corpo, um objecto, uma pessoa e etc e o Estado(com E(maiusculo)) quando se refere a um Estado/pais que no caso do artigo acima se refere a ao Estado ou Pais Sao Tomé e Principe.

    • benavides pires sousa

      18 de Fevereiro de 2011 as 13:14

      boa correcao gramatical!

  3. Mimi

    18 de Fevereiro de 2011 as 9:00

    O actual Governo pecou por continuar com o impulso eleitoral na execucao de funcoes do Estado. O Estado herdou compromissos do Governo imediatamente anterior ao presente e estes (compromissos), à partida deveriam ter responsavelmente merecido uma apreciaçao isenta, sem politiquices nem rancores. Vir agora dizer que “uma condenação ao estado não é mais nem menos do que uma condenação ao povo” parece-me ser irresponsável de uma entidade do Estado, parecendo mais uma demonstracao de inseguranca e incerteza quanto às suas próprias acçoes.

  4. O Visionario

    18 de Fevereiro de 2011 as 9:01

    Queria dizer/ a mesma palavra… escrita e nao escritas.

  5. O Visionario

    18 de Fevereiro de 2011 as 9:03

    Queria dizer:…

  6. Macarofe

    18 de Fevereiro de 2011 as 9:06

    Boa justiça….a luz dos corruptos. O caso STP trading? O caso dos passeios? O caso da Doca? O caso de GGA? Todos podem aguardar o tempo necessário…. Ja tinha apercebido que deve-se varrer alguns juizes dos tribunais e o povo deve exigir imediatamente a justiça dos casos interrogados.

  7. Lévé-Léngue

    18 de Fevereiro de 2011 as 9:28

    Há dias o sr. disse na abertura de um atelier que a qualidade tem seu preço e que nada lhe convence que o povo são-tomense está à altura de pagar por essa qualidade, por isso temos que consumir o que consumimos. Por ironia do destino, o Estado ou “povo” está a ser condenado a pagar um elevado custo porque as suas últimas decisões não tiveram a qualidade devida. Será o preço desta qualidade mais caro que o custo a suportar por não ter qualidade?
    Sr. Ministro, está mais do que evidente que essa negilência toda adveio do facto da D&D pertencer aos seus declarados opositores políticos, o que lhe ofuscou tanto ao ponto de não decidir pela lógica e com eficiência.
    Quero apenas lhe lembrar que enquanto conhecedor da situação económica do País, vive pedindo ao povo para apertar o cinto. Ciente do cenário económico global, o povo se sacrifica cada vez mais na esperança de que o que for poupado seja aplicado de facto para a melhoria da situação actual. E no final, valores que poderiam ser canalizados para fins benéficos, hoje são congelados para corrigir más decisões dos nossos dirigentes. Seriam cerca de 7 mil milhões e nunca mais de 12 mil milhões se a sua arrogância e seu orgulho não fosse tão grande. Essa diferença de cerca 5 mil milhões serviria, por exemplo, para diminuir a aflição dos estudantes são-tomenses no exterior, reclamando por mais de 8 meses de bolsa em atraso…
    ADI… ADI… estamos a deixar-vos trabalhar com a confiança que depositámos nas urnas, mas as decepções têm surgido uma a trás da outra. Até quando essa “mudança” acontecerá de facto?

  8. Terra Minha

    18 de Fevereiro de 2011 as 9:34

    Afinal a culpa deve morrer solteira? Se a firma D&D tem razão, o porquê do lamento do Sr. ministro? Infelizmente é nesses casos que o próprio estado se equipara ao povo.

  9. Alberto Nascimento

    18 de Fevereiro de 2011 as 9:55

    Acabem com os tribunais porque isto tem sido um negocio muito sujo!
    Isto é uma vergonha.
    Deputado que goza de imunidade para não responder a um caso. por volta saca 500 mill tipo relampago do povo.
    É preciso ter muita cara podre!

  10. Buter teatro esquecido

    18 de Fevereiro de 2011 as 9:57

    O senhor Ministro não tem vergonha, por isso critica o Tribunal. É sempre benvindo quando o Tribunal faz a Justiça. Não concordo que o senhor Ministro critica o Tribunal somente quando a justiça não está a favor do Governo, ou melhor, quando o governo é condenado por causa do próprio o Ministro em questão. Quem deve reformar o Tribunal em bem do povo é o Governo. Gostaria de saber o quê que o governo tem feito para a melhoria da justiça. Por questões de ética, aconselho a vossa excelência a pedir a sua demissão.

  11. Tagarela

    18 de Fevereiro de 2011 as 10:11

    Para quê tanta demagogia?
    O Tribunal é soberano nas suas decisões. Se o Estado entende que a decisão do Tribunal não está conforme a lei ou por entender que a razão lhe assiste, deve, sem demora, recorrer dela e tentar incitar o ódio e desconfiança generalizada dos cidadãos perante o poder judiciário que salvo prova em contrário está a fazer o seu trabalho.
    Tal posicionamento vindo de alguém com formação jurídica é no mínimo lamentável, muito embora esteja a defender os interesses (presumo) do Estado. Viva STP!!!

  12. Virtual

    18 de Fevereiro de 2011 as 10:15

    Sr. Ministro diz-me que razão tinha o estado!? Porque apossaram do dinheiro da firma e não queriam repor?

    O Sr. Ministro não se esqueça que está aí para defender os interesses do governo do povo profissionalmente e não politiqueiramente!

    Esse governo deve deixar de politiquice e agir mais profissionalmente. Toda essa perseguição a antigos dirigentes deve terminar. A bem ou mal temos instituições para fins de julgar o que é certo e errado. A meu ver o governo assumiu o compromisso com o desenvolvimento social, económico e ambiental do país e não com o retrocesso.

    Uma coisa é clara, para uma justiça morosa de forma que é em STP foram muito céleres na resolução deste diferendo.

  13. Pouca vergonha

    18 de Fevereiro de 2011 as 10:19

    O que este Tribunal acaba de fazer é inqualificável,sem precedentes, atitude barbara que fere gravemente os interesses do povo sao-tomense.
    Como é possivel forçar o estado a pagar uma quantia destas, em tempo record, enquanto estas mesmas pessoas, nomeadamente o Sr Delfim, que tem contas por ajustar com estado, ha pelo menos 2 anos, e este mesmo tribunal nada fez ate entao.
    Nao ha paciencia que basta para suportar tanta imundice.
    Tenho vergonha deste tribunal que insiste em perseguir e condenar este povo, enquanto os verdadeiros dilapidadores continuam a solta impunimente instalados dando sequencia a sua “bela arte”.
    Sera que nao existem mecanismos eficazes que podem ser accionados de modo a punir estes perversos?

    • Buter teatro esquecido

      18 de Fevereiro de 2011 as 13:27

      Pouca vergonha estás a mostrar muita vergonha:

      Enquanto o Delfim não ser julgado não podemos confirmar que ele comeu dinheiro do Estado. Quem está a sabutar o trabalho de tribunal é o governo que não prepara bons polícias de investigação, e, como não bastasse coloca Director na polícia de investigação o Raposo que guardou o processo de STPtraning na gaveta com o objectivo para o mesmo passar o prazo, alegando faltas de prova.

      • Carlos Agostinho

        18 de Fevereiro de 2011 as 15:43

        O Sr Buter teatro esquecido deve ser membro do clube dos perversos a solta. O senhor finge que não sabe que o sr Delfim esta escondido por trás de imunidade parlamentar para fugir a justiça?
        Acho que em casos como este, o estado devia ter pujança suficiente para não cumprir, de forma tão célere, uma decisão tão carnavalesca como esta tomada pelo tribunal. Acho que o estado deveria criar mecanismos eficazes capazes de obrigar este senhor Delfim a apresentar-se ao tribunal para que ele se defenda das acusações que sobre ele recaem.
        Este tribunal pela forma tão desenquadrada que decide sobre questões vitais para o desenvolvimento do Pais deveria imediatamente mudar de actores.

      • Carlos Agostinho

        19 de Fevereiro de 2011 as 2:44

        Sr Buter teatro esquecido use o teu poder e leve o Delfim a julgamento. Queres dizer que Sr Delfim quer ser julgado mas o Tribunal nao deixa?

  14. SPC

    18 de Fevereiro de 2011 as 11:21

    Meus Caros,

    Montesquieu (acho ser assim o nome do homem) ensinou-nos sobre o príncipio de separação dos poderes. Entendo que não adianta o governo ficar furioso com os tribunais. O que devem fazer é sim criar verdadeiras estruturas junto ao Ministério Público para que este realmente seja defensor dos interesses do Estado.
    Mas…”Ké mali babadu non ca concê gina scada” Preciso dizer mais?!!!
    Viva a Democracia
    Viva S. Tomé e Príncipe
    Que Deus abençoe minha terra!!!

  15. lupuye

    18 de Fevereiro de 2011 as 11:26

    “Ladrao que rouba ladrao tem sete anos de perdao”. E pena que seja dinheiro do povo. Ou sera? O povo nesse pais nao ve e nao usufrui de nada. Mas isso de acelerar o processo com ma fe so por ser contra o estado e condenavel. Muitos estao ai fora (incluindo esses senhores)mas que deveriam estar presos ou pagar, tambem com juros.

  16. Joker Voz do Povo

    18 de Fevereiro de 2011 as 11:30

    Pois é, e alguém pensou que isto ia mudar. Quanta ignorância.
    Até aonde vai a arrogância dos membros deste Governo? Deus sabe o que faz? Imaginem só, se o ADI tivesse maioria absoluta? O que seria?! Esses individuos que foram muito bem eleitos, são tão, mas tão arrogantes e chegam a pensar que sabem tudo. Amigos, a comportarem assim STP não vai ao lado nenhum. Ontem, precisavam de votos eram humildes, hoje são tão “achados” que não dá para acreditar. E estamos vendo fruto da arrogância. É certo que os Tribunais agi muito mais rapidamente contra o Estado do que contra os cidadãos que defraudam o Estado. Pergunto, o Sr. Ministro não sabia isso antes?! Então mandava devolver e pronto. Não, arruma que é bom jurista demais, arroga em saber tudo e agora somos nós os estudantes, os utentes dos hospitais, pessoas honestas que ainda pagam impostos é que vamos pagar a sua arrogancia, que custou-nos cerca de 100 mil euros.
    Será que este País vai mudar mesmo??!!

    • Anti-politícos

      18 de Fevereiro de 2011 as 13:37

      E menos mal que os tribunais resolveram esse caso de imediato, porque se não os juros iam continuar a subir e o ministro ia continuar com a sua politiquice e no entanto o prejuízo a duplicar ou triplicar para a conta do “povo” (estado). Não cabe duvidas que a firma D&D tem a sua razão sendo do Delfim ou de um outro cidadão qualquer sendo nacional ou estrangeiro.

    • António Veiga Costa

      19 de Fevereiro de 2011 as 13:05

      Acho muito ridícula essa atitude de alguns de classificar o governo de arrogante.
      Pelos vistos preferiam a “submissão” (para não falar em promiscuição) do governo anterior com os vilipendiadores do património público.

      Em São Tomé, para alguns, querer impor autoridade e reordernar a casa, a máquina do Estado, incomoda e é visto como arrogancia.

      • Virtual

        19 de Fevereiro de 2011 as 16:28

        Não estás a ver o resultado da reposição de autoridade! Aqui está!

  17. stp

    18 de Fevereiro de 2011 as 11:37

    Tudo nao passa de CAMBALACHO

  18. JorgeK

    18 de Fevereiro de 2011 as 12:25

    este governo tem sido conivente em todos os aspectos. quando o sangue derramar ja é tarde. tanta teimosia e arrogancia para quê?!
    Patrice formou um governo incompetente e arrogante, nós o povo vamos cada vez mais ao poço. País dependente de quase tudo, o governo nao consegue investir para diminuirmos as importações, fazendo com que aumentemos sempre o nosso defice comercial para valores recordes.
    é preciso um choque forte para acordarem e repensarem sao tome e principe para que, mais dia menos dia, nao vendam o país.

  19. sorriso STP

    18 de Fevereiro de 2011 as 12:26

    eu penso que o Estado deve pagar o valor estipulado pela Firma D&D, desde que a firma em causa comprove que não houve nenhuma ilegalidade.Havendo cambalacho ou não, desde que seja bem feito e se a firma apresenta provas concretas, o Estado so tem que pagar. é bem feito para eles,pela próxima abrirão os olhos, eles todos são curuptos, so lamento por ser o actual governo a pagar por aquilo que não comeu. mais é isso mesmo quando o pai deve o filho paga. coitado do filho do povo e de mim tbm.

  20. Ze Maria

    18 de Fevereiro de 2011 as 12:57

    Sr. Ministro,
    O Sr. tem nível superior? Se tiver conhece as regras do Estado de Direito.
    Não distorça os fatos. Não dê interpretação inadequada aos fatos para voltar o povo contra o Tribunal.

    Deixe os Juizes trabalhar. Durante decadas este Tribunal sempre esteve de olhos vendados, agindo como se fosse ovelhas diante do seu pastor (Estado).
    Agora que os Juizes acordaram, e perceberam o erro que cometeram no passado e querem redirecionar no caminho certo, não seja injusto.

    Não se esqueça que as nossas instituições são frágeis. Hoje o Sr. está no poder, amanhã poderá não lá estar.

    Faça a Justiça para que um dia não seja a vítima da Injustiça.

  21. B

    18 de Fevereiro de 2011 as 13:04

    1.Alguns membros deste governo sao realmente arrogantes, principalmente “ce petit garcon” que pensa saber muito. A arrogancia e o odio do ministro pelo governo anterior ofuscou a analise imparcial do mesmo, levando-o a nao agir de imediato para repor o valor depositado pelo grupo D&D (Demonio & Diabo).
    2.Por outro lado o governo agiu muito bem em nao entregar mais “negocios” a este grupo de malfeitores bem conhecidos da nossa praca que, alias, deviam ser presos ou coisa pior se, o que fizeram com fundos publicos, fossem practicados noutros paises, mesmo os civilizados.
    3. O tribunal demostrou que tem capacidades para julgarem qualquer caso com muita celeridade. Mas porque que nao concluem inumeros casos de corrupcao no pais? Sera deslexo, luta de classe ou estrategia para impedir governo “trabalhar”?
    Ninguem entende a rapidez com que o tribunal reagiu neste caso, mesmo eu que pertenco a esta casa fiquei espantado.

  22. ovumabissu

    18 de Fevereiro de 2011 as 14:29

    Independentemente da má qualidade que é reconhecida ao sector da justiça (todos os seus agentes) o certo é que a atitude do sr. ministro é, no mínimo, deplorável, lamentável. Releva fraca cultura democrática e perigosos laivos de autoritarismo.

    Merece para já um cartão “amarelo”, com tonalidades de laranja-avermelhado. Muito má prestação.

    Se o próprio Governo desacredita desta forma os tribunais, o cidadão comum o que pensará desse órgão do Estado?

    Será que o sr. ministro sabe que os tribunais também são órgãos do povo? Mais, são órgãos criados para defender o povo, nomeadamente, dos abusos e arbitrariedades do próprio Estado.

    Sr. ministro, pelos vistos não sabe, mas devia saber, o Estado não se esgota no Governo. Confundir uma e outra coisa é bem relevador da sua forma pouco recomendável de encarar o Estado.

    Estado é Estado, Povo é Povo. Só em sociedades autoritárias é que estas duas entidades se confundem. É reles e demagógico dizer que uma sentença de condenação ao Estado é o mesmo que condenar o Povo (será que voltámos a 1981…??). Vocês, os que gerem o Estado é que têm de explicar ao Povo o porquê de o Estado ter sido condenado. Não podem é, de forma infantil, tentar virar o Povo contra os tribunais para encobrir decisões que não foram sacionadas pelos tribunais.

    Enquanto não demonstrarem em sede própria o contrário, a culpa pelos prejuízos para o Estado é vossa e não dos tribunais.

    De qualquer forma, o Governo tem sempre o instituto do recurso para fazer valer o seu ponto de vista. Utilizar a comunicação social e a propaganda barata e falaciosa é que não me parece a melhor saída. Não dignifica o Estado , que o sr. se arroga tanto de defender.

    Se o tribunal foi célere, é sempre de louvar. É que, bem vistas as coisas, essa celeridade pode ter poupado ao Estado (aí sim, ao Povo) mais uns quantos milhões de… juros. O sr. ministro devia, até, agradecer.

    Confesso que não conheço patavina do processo que envolve a D&D (o artigo também não ajuda muito), mas a política vive de percepções e o sr. ministro deixa percepcionar que tem mau perder, tem fraca capacidade de encaixe.

  23. justiça

    18 de Fevereiro de 2011 as 14:42

    O Dr. Agostinho Fernandesm para quem o conhece, sem dúvida alguma, é um dos técnicos melhor preparados na nossa praça. E mais, é uma das pessoas com forte sentido de dignificação e lisura do estado, e sempre o foi.
    O Tribunal tem muitos vínculos com o poder economico, e a justiça tem duas velocidades e dois sentidos em STP. Tanta corrupção é feita no país, a justiça não age, quando se trata do estado, a justiça é tão celere? estado somos todos, são os nossos impostos…

    • ovumabissu

      19 de Fevereiro de 2011 as 1:38

      Não questiono minimamente as qualidades de técnico e até de pessoa de bem do sr. ministro. Começo a duvidar é das suas capacidades para o exercício de funções políticas de 1ª linha. Essa, não é para todos. Exige características muito próprias.Uns têm, outros não. Tenho pena, mas é assim.

      O Célsio já deu uma magistral lição a um outro comentador sobre o que é ser técnico versus ser político. Pelos vistos essa distinção ainda não está suficientemente interiorizada na nossa praça.

  24. budy

    18 de Fevereiro de 2011 as 14:43

    seguramente cada um tem a sua parte de luva ali nesse montante…

  25. Sonia

    18 de Fevereiro de 2011 as 15:12

    Em S.Tomé o Governo não quer fiscalização do negócio do petróleo:
    http://www.youtube.com/user/TvHumbah#p/a/u/2/SIAErkxbCJg

  26. VIOGO!

    18 de Fevereiro de 2011 as 16:22

    Aquele que diz que Agostinho é melhor qualificado, tem alguma noção de Esatdo e de Justiça. Não será como ele (Agostinho) que não sabe que Estado na justiça está em pé de igualdade com os particulares? O Agostinho até se calhar sabe. Só que ele está nessa maré de aldrabice politica que o apanágio dos nossos politicos que enganam o Povo para se safarem nas suas aldrabices, autoritarismo, arrogancia, e estupidez. Cá fora, ou antes de ser Ministro este senhor e o Varela têm um discurso bonito, científico, democratico e juridico. Quando estão no podcer caiem-lhes a mascacara e descpobre-se o seu verdadeiro caracter r personalidade. Estado recebeu dinehro, não deu arroz e nem quiz devolver dinheiro. Porra! Isso é aldrabice. O Povo é que deve sancionar esses dirigentes que só lhe traz problema com má gestão e icompetência.
    O TribunaL É um órgão do Estado, mas está investido no poder constitucional de administrar a justiça, no quadro do principio de separação de poderes. O EStado para a Justiça é uma pessoa juridica como outra quaquer. Têm direitos e deveres.
    Comeu paga. Não engana o Povo com a tua politiquece.

  27. José Maria Cardoso

    18 de Fevereiro de 2011 as 17:34

    Santomé non. Tela ô!

  28. N.C

    18 de Fevereiro de 2011 as 19:07

    Alguem sabe me dizer quanto esta os juros de 5 milhoes contraidos por STP Trading?

  29. António Veiga Costa

    18 de Fevereiro de 2011 as 21:22

    Diante de tantos comentários acima favoráveis à firma D&D à partir da meia notícia veiculada, assusta-me ver o quanto é fácil manipular o povo santomense. Mais ainda ao pensar que a maioria que acima escreve é estudante nível universitário, na diáspora. Onde está a clareza de raciocínio, o discernimento de vocês??? Não conseguem perceber as manobras???
    Abel, por favor, divulgue o primeiro capítulo desse seriado – a ponta do iceberg que começa com o Lopes (ex-director de gabinete do Ministério do Comércio).
    A maioria não enxerga um palmo à frente dos narizes.
    É por isso que São Tomé está como está.

    • Virtual

      19 de Fevereiro de 2011 as 16:30

      Ninguém está sendo manipulado! O que se está a questionar foi a atitude do governo. Repare que esta situação poderia ser evitada, não?

  30. ela

    19 de Fevereiro de 2011 as 12:07

    meus senhores vamos deixar disso,o caso ñ esta no delfim nem nos outros k tambem são todos corruptos,mais sim numa firma cidadãm onde este ou akele representa,ñ tem haver. importante é k os tribunais agiu em confemidade com as leis, ker dizer se eu dever aõ estado,ele mi ponhe no tribunal, e este por sua vez exigi k eu page, e se o estado deve a um cidadão o k deve ele o cidadaõ fazer? recorrer ãos tribunais como fez a tal firma. o senhor ministro deveria ter mais vergonha e ~dar a cara, juda, falas assim pork ñ esta afetar a tua algibeira,nem tão pouco,importas,enquanto o povo miùdo recebe 20 euros por mês tu rondas em 3á 4mil, portanto pra ti isto ñ tem muita importancia, cara do caxoro de fome. fui ela

  31. Cidadão desiludido e preocupado

    19 de Fevereiro de 2011 as 22:01

    Por questões de ética, aconselho a vossa excelência a pedir a sua demissão.

  32. Só visto!!!!

    20 de Fevereiro de 2011 as 14:28

  33. Búzio sem Pena

    21 de Fevereiro de 2011 as 6:03

    Infelizmente o país que temos é esse, que quem rouba o estado tem imunidade na assembleia e nao vai a cadeia, e minima falha que o estado comete é processado e indeminiza os tubarroes e assim vai esse nosso STomé e Príncipe.
    fui

  34. madalena

    21 de Fevereiro de 2011 as 11:48

    Meus carissimos!
    O Estado é sempre uma pessoa de bem.
    O Estado, representado pelo Ministro da Educação tinha muito recentemente justificado o atraso das bolsas dos estudantes. Como o Estado tem pouca sensibilidade ao ponto de deixar sem pagar, durante a 6 meses com dinheiro nos cofres?
    Agora como disse o Ministro, Dr Agostinho, é verdade, que sofre é o povo. Este dinheiro que a priori devia ser investido em outros sectores, ficou nas mãos da empresa. O Estado tem mecanismo de recuperar, através de impostos, e vão buscá-los a empresas ricas.
    Por isso:
    Mas este governo tem muitos juristas, isto não devia acontecer!!!
    O DR Patrice deve estar puxar orelhas aos advogados do Governo, destraídos.

  35. Mak

    21 de Fevereiro de 2011 as 13:43

    Dr. Agostinho tem razão. O tribunal condenou o povo. Esse dinheiro veio das contribuições dos IRT, segurança social etc que é discontado em cada um de nós. Por isso que eu acho q esta pressa do tribunal é de ma fé. Se fosse MLSTP e PCD no poder claro que eles dariam volta nesse processo como é o caso do Delfin e outros por aí. Deixem de política ostil.
    Fui..

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