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São Tomé palco da reunião sobre a segurança na África Central

Desde o último fim-de-semana que as equipas técnicas dos 11 países da Comunidade Económica da África central, estão reunidos em São Tomé, no quadro da trigésima segunda reunião ministerial do comité consultivo permanente das Nações Unidas sobre questões de segurança na África Central.

A reunião dos peritos da África Central em matéria de defesa e segurança, que demorou 3 dias, dá lugar esta terça – feira, ao encontro dos 11 ministros da defesa e segurança da comunidade de África Central.

Promoção do desarmamento e dos programas de limitação dos armamentos em África é um dos pontos tratados pelas equipas técnicas dos 11 países. Numa altura em que o fenómeno da pirataria começa a agitar as águas do golfo da Guiné, os peritos dos 11 países analisaram também as questões da paz e da luta contra a insegurança e a criminalidade na África Central.

Neste capítulo, a representação dos Camarões chamou a atenção dos peritos para o aumento da pirataria na península de Bakassi. Désiré Jean Claude Owono Menguele, porta voz da delegação camaronesa, disse que o seu país foi o primeiro a intervir durante a reunião. «No Golfo da Guiné e ao longo da região da África Central, são perpetrados actos de pirataria. Ainda no passado mês de Fevereiro os Camarões foram alvos de vários ataques de pirataria que consistiram em sequestro de alguns elementos das autoridades camaronesas, nomeadamente o sub-prefeito da península de Bakassi. Esta é uma zona sensível para a pirataria marítima», declarou o porta-voz camaronês.

A delegação dos Camarões, defende o reforço das medidas de segurança na região do Golfo da Guiné. «Pedimos a comunidade internacional, no sentido de organizar uma conferência sobre o assunto, para que a insegurança no golfo da Guiné e principalmente o fenómeno da pirataria marítima seja definitivamente banido da região», acrescentou Owono Menguele.

Segundo o representante da delegação dos Camarões, os actores da pirataria marítima no Golfo da Guiné, fazem parte de grupos armados bem organizados «que esporadicamente chegam a costa camaronesa, ou outros lugares, para sequestrar pessoas para depois ser pago o resgate. Não acreditamos que sejam acções de grande envergadura, mas são bandidos que actuam com o interesse de ganhar dinheiro, através de reféns», enfatizou.

Uma situação de insegurança crescente, cuja solução deve se encontrada a nível da parceria entre os estados-maiores conjunto das forças armadas da região, e em cooperação com a comunidade de estados da África Ocidental.

Camarões, São Tomé e Príncipe, Gabão,  Guiné Equatorial,  e o Congo Brazaville fazem parte da zona D de vigilância marítima. Com apoio dos Estados Unidos de América, foram instalados radades modernos em São Tomé e Príncipe, para fiscalização da movimentação de embarcações na região do golfo da Guiné. A base principal da vigilância marítima foi instalada nos Camarões. Mas segundo Owono Menguele, faltam meios logísticos e financeiros para que a base de vigilância marítima funcione em pleno.

Por outro lado, São Tomé e Príncipe, que acolheu em 2006 a reunião ministerial dos 11 países da África Central sobre a segurança, lançou a iniciativa com vista a proibição da circulação de armas ligeiras e de pequeno calibre na região. Uma iniciativa que em 2007 deu lugar a Convenção de Khinshasa.

Uma convenção que ainda não foi implementada pelos países membros. Pelo menos 8 países assinaram o documento. Urbino Botelho, Director de Política Externa dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, explicou que os 8 países subscritores da Convenção estão a ultimar os preparativos para a ratificação do documento pelos respectivos parlamentos. «Dos 11 países 8 já assinaram a convenção, 3 ainda não assinaram até esta reunião. Dos três países que ainda não tinham assinado a convenção, nomeadamente a Guiné Equatorial, Burundi e Ruanda, informou-nos que as acções estão em curso com vista a assinatura da convenção», sublinhou Urbino Botelho.

Depois do trabalhos dos peritos, hoje e amanhã, os ministros da defesa e segurança dos 11 países da Comunidade Económica da África Central, vão analisar o projecto de relatório final da reunião ministerial, que tem o apoio das Nações Unidas.

Abel Veiga

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    João Responder

    Mais iniciativas destas precisa-se. O nosso país pode e deve servir de palco para esses eventos. Promovam isso meus senhores.
    João

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    Madalena Responder

    Deus pai todo poderoso garante a nossa segurança o resto é história.
    Com tudo isto, faz sentido algum evocar a comunidade internacional, para colocar ordens no nosso TRIBUNAL, com problemas em Libia, Costa do Marfim, Japão, etc, embora os problemas fossem de natureza diferente.
    Não brinquemos com a Comunidade Internacional.

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      realista Responder

      E s.tome nao tem problemas claro?
      pra deus todo poderoso garantir a nossa seguranca temos que ajudar o nosso anjo da guarda para nos ajudar caso nao nao e quando o mal acontece a que se lembre em deus tabem
      obrigado.

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    realista Responder

    QUERIA DIZER PENSAR

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