“Onda da Vitória” não é campanha política

Por causa dos comentários críticos dos leitores do Téla Nón, em relação a campanha para promoção do desporto em São Tomé e Príncipe, designada “Onda da Vitória”, o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, decidiu renovar o apelo para o envolvimento de todos os cidadãos na campanha, que segundo Abnildo d´Oliveira não tem nada a ver com a política.

O governo decidiu sensibilizar cada cidadão são-tomense para fazer uma aposta determinada no desenvolvimento do desporto. Uma aposta que o Secretário de Estado da Juventude e Desporto diz ser urgente, «para resgatar o desporto e aproveitarmos as suas vantagens a nível da saúde preventiva, na integração social, e para a promoção do nome do país a nível internacional», referiu Abnildo d´Oliveira.

A aposta no desenvolvimento do desporto, implica também segundo Abnildo d´Oliveira, o desenvolvimento da Economia do país. A promoção do nome e da imagem do país além fronteiras, através do desporto pode estimular o interesse dos turistas pelo lindo arquipélago do Golfo da Guiné. «O turismo ganha, e se o turismo ganha é a economia que está a ganhar», reforçou.

Segundo o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, são esses fundamentos que inspiraram a campanha “Onda da Vitória” que vai demorar 9 meses. Mas não só. O estudo aprofundado da realidade social do país, justifica o relançamento do desporto como factor de desenvolvimento e para ocupação dos tempos livres. «A campanha Onda da Vitória foi lançada pelo facto de constatarmos que mais de 50% da população são-tomense tem menos de 18 anos. Na estatística de 2009 verificamos que 78% da população é jovem, ou seja dos zero aos 35 anos de idade. Isso num universo de 160 mil habitantes. Ora em termos de oferta de tempo de lazer, de ocupação do tempo livre, é quase inexistente em São Tomé e Príncipe. Então o que é que a juventude vai fazer? Ela pode aderir as práticas menos saudáveis. Não queremos isso», defendeu o Secretário de Estado.

Numa altura em que o consumo do álcool castiga parte importante da população jovem, em que cresce o uso do tabaco como outra forma de aliviar os problemas do dia a dia, e as drogas ilícitas começam dominar a vida de muitos jovens, o executivo encontrou na Campanha Onda da Vitória, um dos instrumentos para combater a rotina e o vício crescente na sociedade. «Tudo isso acontece também porque não há actividades de ocupação de tempo livre. Então entendemos que através do desporto poderemos oferecer a nossa juventude um espaço de ocupação dos tempos livres», argumentou.

O Secretário de Estado diz que a sociedade são-tomense está fragmentada, por isso o governo definiu como uma das suas prioridades a promoção da unidade e coesão nacional. «A sociedade está fragmentada e entendemos que com o desporto podemos promover a coesão nacional», pontuou.

Para materialização do plano de reanimação da sociedade, é preciso criar uma Onda. Uma Onda que segundo o governo envolve todos os são-tomenses, para desembocar na Vitória. «Chamo a atenção de cada são-tomense que tem filho na escola, que tem irmão na escola etc, se acha justo que ao falarmos do desporto escolar, haja apenas uma bola para ensino de uma modalidade desportiva numa turma de 50 ou mais alunos. Isto não é justo. Portanto a sua contribuição vai ser para o seu filho, ou o seu irmão», sublinhou, Abnildo d´Oliveira. .

O Secretário de Estado, reconhece no entanto, que os comentários críticos de muitos leitores em relação a Campanha Onda da Vitória, têm justificação. É grande a descrença dos cidadãos em relação as autoridades governamentais, ainda mais quando se fala de entregar meios materiais ou financeiros ao Governo, para este distribuir para as escolas e centros desportivos. «Infelizmente no passado, aconteceram várias situações, em que o cidadão viu que alguns recursos mobilizados não eram devidamente canalizados para o seu fim. No entanto é preciso recomeçar. Posso garantir que vamos apresentar o relatório e contas da campanha com toda transparência na comunicação social. Aquele são-tomense que tem dúvida sobre este governo, ou em relação ao Secretário de Estado, achando que a sua contribuição, vai ser mal utilizada, aconselho a traduzir o valor monetário em materiais desportivos», explicou.

Abnildo d´Oliveira, apresentou mais uma alternativa para convencer os são-tomenses e não só, a aderirem sem desconfiança a campanha Onda da Vitória. «Mesmo se o cidadão ou instituição, achar que o governo vai fazer mau uso do material que ele queira entregar, pode fazer apoio directo, ou seja, pode comprar ou angariar os materiais, identificar uma escola ou um clube desportivo e enviar directamente para tal clube ou escola. No entanto deve informar-nos, como órgão de coordenação, para que saibamos que tal clube ou escola já tem os materiais desportivos», realçou.

Lançamento do desporto escolar, como viveiro para a produção de desportistas nas mais variadas modalidades, é uma das prioridades da campanha Onda da Vitória. O governo quer que os são-tomenses estejam comprometidos com a campanha, que segundo o Secretário de Estado da Juventude e Desporto não tem nada a ver com a política. «As pessoas estão equivocadas. Infelizmente tudo o que se faz em São Tomé, tenta-se associar a questões políticas. Vi com grande tristeza certo comentário a criticar o secretário-geral da Cruz Vermelha Paulo Neves, uma pessoa idónea que deu a cara pela campanha. Não se pode estar a insultar toda gente. Se algumas pessoas falharam neste país, toda gente não falhou. Mesmo as pessoas que estão a fazer esses comentários qual é o seu real contributo?», interrogou.

Prova de que a Onda da Vitória, não visa criar ondas em torno das eleições presidenciais, é segundo o Secretário de Estado, o facto de cidadãos membros de partidos políticos da oposição, terem aderido a campanha. «Mais cidadãos vão aparecer a dar a cara na campanha e não são pessoas da ADI (partido no poder). Temos pessoas de um outro partido que já deu 2000 euros para a campanha. E essas pessoas não têm nada a ver com a ADI», concluiu.

As ondas duvidosas na gestão dos fundos das federações desportivas, nomeadamente na federação de futebol, são segundo Abnildo d´Oliveira, questão que estão a ser tratadas pelas próprias federações e pela justiça.

O Governo recorda que o apoio financeiro da FIFA a favor da Federação de Futebol na ordem de 250 mil dólares anuais, é para ser aplicado na formação de novos valores para o futebol. Coisa que não foi feita nos últimos anos, porque a Federação de Futebol teve que aplicar tal verba na organização e realização dos campeonatos de futebol da primeira e segunda divisões.

Abel Veiga

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    cesario verde Responder

    quae que te creio, senhor secretário de estado…

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      PP João Responder

      Onda da Vitória só é campanha política. Não é outra coisa.

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    Adler Santiago Responder

    Sou estudante Universitário em Cabo Verde e penso que esta é uma óptima ideia. E só assim será possível desenvolver o desporto em S.Tomé e Principe.Peço ao secretário que não fique por aí e que não deixe levar pela ignorância de alguns.

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      Francisco Manuel Responder

      Minha gente:

      Ver a cara do Senhor Abenildo toda a hora na TVS cansa e enjoa. Até parece Bené. Chega de promoção pessoal a fingir que está a promover governo e país. Fui.

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    Mimi Responder

    A ideia é boa pois os benefícios da prática desportiva sao nuitos. Entretanto, deve se ter em conta que antes de contribuir o cidadao espera ter garantias de que a sua contribuicao vai realmente servir para alguma coisa (o tempo é de crise). Quanto é que se prevê seja necessário para o arranque e concretizaçao desta campanha? Do que se prevê ser necessário, quanto é que já se tem? A quem foi confiada a gestao dos fundos arrecadados? Serao, entretanto, prestadas contas ao cidadao contribuinte?
    Penso que o cidadao precisa saber se realmente vale a pena contribuir; em tempos de crise antes da paródia está a barriga…

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    Elcio Tiny Responder

    A juventude é parte da sociedade mais (vandalizada), quando a quêstão é a integração social. O desporto, como dizia o nosso velho e grande amigo, que Deus o tenha na santa paz,( o Irmão Manuel); faz revitalizar a mente e crescer o físico.

    Por isso meu caro amigo, um bem aja a essa iniciativa, da a tua força física, que junta com as outras forças, o desporto santomense vencerá este torneio.

    Um bem aja.

    Élcio Tiny.

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    Dêndê Responder

    Quero antes de mais parabenizar exmo Secretario de estado pelas explicaçoes, é conversando que se entende.

    Os argumentos avançados sao legitimos (économia, turismo, coésao social, passa-tempo…). Mas contra factos nao ha argumentos. A verdade é que como foi mensionado, no passado houve abuso de bens publicos, problema é que os mesmos que cometeram esses crimes no passado continuam impunes, pior continuam a exercer cargos de direcçao. No lugar deles se desvio dinheiro publico e nao sou sancionado, entao so tenho que continuar.

    Uma coisa que o secretario de Estado tem que perceber nao é que nos o povo santomense nao queremos o desenvolvimento do desporto no nosso pais. Simplesmente nao sejamos ingenuos: enquanto nao houver sançoes civis (devoluçao do bem roubado, destituiçao do cargo e impedimento de exercer o cargo nos proximos X anos,…) e sançoes penais (prisao do criminoso), enquanto nao houver medidas de rigor fiscal, contabilistico, financeiro, sempre que houver dinheiro fresco vao roubar.

    é neste sentido que a politica desportiva deve ir. Porque financiamente sempre houve e havera. Deve-se sim procurar mais investimentos, mas estriamos todos a dar um tiro no pé, se esses financiamentos sao para saciar vicios alheios.

    Mas uma vez parabens Sr secretario de estado pela sua vontade em fazer mover as coisas, mas uma limpeza na casa precisa-se.

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    MRadicchi Responder

    Apoio o movimento “Onda da Vitória” – de suma importância para o encaminhamento da juventude santomense.
    Apenas lamento não estar encontrado eco junto ao governo para projeto (dentro do mesmo espírito de valorização do jovem) que estou tentando implantar em STP: “Futebol de Praia” – projeto esse que, inclusive,faria doação de quadra de futebol de areia.
    Mas, não desistirei e avançarei em caráter privado,afinal 90% dos recursos virão mesmo é do Brasil…

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      ET Responder

      MRadicchi,
      Lamento informar, mas se calhar também ja deves ter reparado, so quando alguem sentir que de facto possa tirar vantagens com isso é que o projecto terá apoio. Talvez um candidato ou um partido…se formos esperar que atuem pelo motivo inequívoco que são o nacionalismo e patriotismo….hum duvido muito. Mas que nao deixes de tentar e de fazer a tua parte. Enquanto cidadao é este o teu papel, mas claro, tudo tem limite e conforta-te nisso! Faz a tua parte e o resto deixa à cargo do bom senso de quem de direito

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    Bom leitor Responder

    Essa iniciativa é de louvar uma vez que precisamos das pessoas com esses tipos de iniciativas para um STP melhor e que os Santomenses possam sentir orgulho da sua terra, coisa que não acontece nesse momento, os santomenses não têm orgulho da sua terra o País não faz nada que podemos orgulhar dele, espero que o Sr. secretária não caia na tentação dos muitos curruptos que estão nessa terra santa e que o projecto não fique apenas no papel.

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    1982 Responder

    Não quero pensar que seja apenas uma forma de ganhar protagonismo.

    As boas práticas de governação demonstram que o papel do estado moderno no desenvolvimento social é traçar políticas corretas e incentivar a sociedade civil a ter iniciativas em vez de realizar acções que a partida não demonstram ter qualquer tipo de sustentabilidade.

    Se o objetivo a curto prazo é tirar os miúdos da rua, através das práticas desportivas então, pela minha fraca sabedoria, o Sr. Secretario de Estado deveria preocupar-se com a criação de condições para que as instituições e organizações da sociedade civil com maior vocação cobrissem esse tipo de atividade.

    Se objetivo é desenvolver o desporto nacional, pelo que eu saiba a fórmula aplicada à volta do mundo é o incentivo aos clubes privados.

    Se seguisse esse raciocínio, sem demagogia, nunca estaria sujeito a tantas críticas.

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    Digno de Respeito Responder

    Finalmente, começa a surgir mente aberta em STP em relação a importância do desporto e da cultura para a economia nacional.

    Sempre ouvi dizer que não são áreas prioritárias para o desenvolvimento do País, e o resultado está no discurso do Executivo santomense «A sociedade está fragmentada e entendemos que com o desporto podemos promover a coesão nacional». Como diz e bem “turismo ganha, e se o turismo ganha é a economia que está a ganhar”, mas nunca se esqueçam de evolver os puderes locais nessa campanha afim de favorecer as localidades mais distantes da Capital do País.

    Para que se veja o bom resultado de qualquer campanha (local, regional e nacional) é preciso delinear estratégias que favorecem a operacionalidade do projecto, nesse caso “ONDA DA VITÓRIA”. Só assim pode favorecer a visibilidade do resultado. Aproveito também para deixar um concelho aos decisores: Nunca marginalizem os quadros técnicos (dentro e fora do País)que embora não vinculados na Direcção dos Desportos, podem ser uma mais valia uma vez que esses têm outro tipo de relações inter-institucionais que só a Instituição do Estado poderá ter alguma dificuldade.

    Por isso, pensem nas figuras como Filipe Lomba, Cardoso e Pedro Mendes( ex-técnicos do Riboque), Shalino, António Cádio, Alcebiedes Pequeno, Fonseca (ex-treinado de Andebol), Naide Gomes, Decker Baptista entre muitos outros que podem constituir uma mais valia nessa campanha. Inteligentes todos somos, fazer o bom uso dessa inteligência em tempo certo e no local certo, ai é que são elas…

    Ao garantirem a publicação do Relatório e Contas desse projecto, acredito muita coisa boa ha-de surgir para o bem do nosso País. Só espero que não fique pelo desporto porque existem outras áreas relacionadas que contribuir para inverter o cenario actual da nossa sociedade.

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    João Responder

    Sr. Secretário de Estado,
    Com esta explicação entramos verdadeiramente na Onda. O problema é que a maré (meu bolso) não dá para mais. Tenho medo de afogar.
    João

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    Virtual Responder

    Realmente a atitude do Sr. Secretário de Estado em vir prestar alguns esclarecimentos é válido. Porém, como se diz “gato escaldado até de água fria tem medo”.
    A ideia é louvável. Porém, não podemos esquecer que o país está chafurdado na corrupção! Principalmente, por isso e por outros problemas é difícil aderirmos a uma iniciativa deste tipo, mesmo que as intenções e os objectivos desta campanha sejam, sem dúvida, deveras importantes.

    Sr. Secretário que me desculpe, mas acho que se realmente quer mostrar serviço, a transparência nesse processo tem que ser total e não é só dizer que vai ser! Temos que saber e ver em prática como será! Aí, quem sabe…

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    ET Responder

    Sr Secretário,
    Talvez não tenha lido bem os comentarios aqui feitos sobre a campanha. Por outro lado essa declarçao é um sinal de uma certa ingenuidade que me parece muito mal disfarçada, alias, fica muito mal ao governo fazer-se de vitima. Ora vejamos, por aquilo que li e escrevi também, não está em causa o facto de ser o governo de ADI(talvez nao seja a causa primaria) mas sim a forma como o povo vê os seus governantes. O povo claramente nao confia no estado, seja ele de que partido for. Por isso ao inves de vir lamentar a falta de participação, conquista a confiança do povo e qualquer “Onda” ou “Tsunami” de Vitoria para o nosso país será automaticamente legitimado pelo povo com um enorme gesto de patriotismo.Talvez, mas só talvez deveriam pensar nisso!!

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    Revoltado Responder

    Viva Escravatura..

    Viva a Democracia

    http://clientes.cstome.net/oparvo/Isac%20F.htm

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    Revoltado Responder

    Onde anda o senhor Afonso Varela com os 30 mil baris de Petroleo.

    Aonde está ele, desapareceu?!!! Fugiu para China?!! Varela está aonde?

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