Primeiro-ministro do Gabão confirma 5 milhões de dólares para o OGE de São Tomé e Príncipe

Após 48 horas de visita a São Tomé e Príncipe, o Primeiro-ministro do Gabão Paul Biyoghe Mba, garantiu que já deu ordens ao tesouro do seu país para transferir 5 milhões de dólares para o tesouro são-tomense. Um crédito para financiar o Orçamento Geral do Estado.

Paul Biyoghe Mba, que se fez acompanhar por vários empresários gaboneses, visitou unidades industriais no norte da ilha de São Tomé, nomeadamente a cervejeira Rosema e o centro de stocagem de combustíveis da ENCO.

Informações recolhidas pelo Téla Nón indicam que operadores privados gaboneses, poderão vir a cimentar parceria com a Cervejeira Rosema, com vista a aumentar a produção de cervejas e assegurar a sua eventual exportação para o mercado sub-regional.

Na conferência de imprensa esta terça feira, Paul Biyoghe Mba, acompanhado pelo seu homólogo Patrice Trovoada, garantiu o apoio financeiro do Gabão para o Orçamento Geral do Estado são-tomense. São 5 milhões de dólares, cuja ordem de transferência já foi dada. «Assinamos uma convenção, e actualmente está na fase de execução. As instruções já foram dadas para a execução da transferência. Falta apenas alguns procedimentos administrativos para a efectivação da transferência», declarou o Primeiro-ministro do Gabão.

Para sustentar a sua política de integração económica de São Tomé e Príncipe na sub-região da África Central, o Primeiro Ministro são-tomense Patrice Trovoada, anunciou para breve a abertura na capital são-tomense de um Banco Privado Gabonês.  «O banco já tem uma licença provisória. Estamos em crer que dentro de algumas semanas o banco abrirá as suas portas na capital são-tomense», confirmou o Chefe do Governo são-tomense. .

Por outro lado, em declarações ao Téla Nón, a Governadora do Banco Central, Maria do Carmo Silveira, disse que o banco chama-se BGFI – BANK. «É um banco de capital gabonês. É um banco de investimentos. A faceta investimentos, é muito importante para apoio ao desenvolvimento do país», referiu a governadora do Banco Central, tendo deixado claro que o novo Banco que vai abrir portas em São Tomé e Príncipe, não tem cunho comercial.

Maria do Carmo Silveira, explicou ao Téla Nón, que o BGFI – BANK, é uma das maiores instituições financeiras da sub-região africana no domínio de investimentos.

A visita do Primeiro Ministro do Gabão que serviu para reforçar a cooperação bilateral, mostrou determinação dos dois Chefes de Governos, no sentido de fortalecer a integração económica, que tem sido principal bandeira da política externa do Governo de Patrice Trovoada.

A ligação marítima entre os dois países, já esta a ser equacionada para sustentar a integração económica. O Primeiro-ministro do Gabão, anunciou contactos a nível do sector privado para a abertura da linha marítima entre os dois países. «Temos um operador económico gabonês que está determinado em garantir o transporte marítimo. Neste momento ele está a procura de espaço físico para instalar a empresa de transportes marítimos», precisou Paul Biyoghe Mba.

Gabão acolhe cerca de 10 mil são-tomenses. As trocas comerciais entre os dois países que atingiram o auge na década de 80, conheceram redução drástica nos últimos anos. A nova parceria entre o Governo de Patrice Trovoada e o Executivo gabonês chefiado por Ali Bongo, pretende dar um novo impulso as trocas comerciais entre os dois vizinhos.

Abel Veiga

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    hildillberto Responder

    Exmo senhor Primeiro ministro venho mas uma vez consolidando com a estrategia politica e de desemvolvimento que a vossa Excelencia tem usado e para o STP para salvaguarda na nossa economia e tb do bem estar da nossa Populaçao e da camada juvenil.

    Por isso muita força que o Deus lhe detem.
    hildilberto Dias
    Cabo Verde

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    Virtual Responder

    Sr. premier Patríce Trovoada, no fim da sua legislatura se o Sr. lá chegar! Queremos ver em coisas concretas onde esse dinheiro foi parar!
    Fica aqui o aviso!

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    jojo Responder

    Quero ver como isso vai andar, o bolo (Quota de mercado) é tão pequeno, e nem mais para repartir para mais bank. Ha banco que só vai levar poeiras desse bolo na faca.

    A não ser objectivo seja bloquear os que já estã cá s. tomé. O Banque centrale vai lidar com esta situação que será muito complicada para o nosso sisteme financeiro.

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    Carlos Ceita Responder

    O governo faz bem em buscar meios para financiar o OGE perante a crise financeira dos nossos tradicionais parceiros. Mas não podemos ficar pelos empréstimos com agravante de não podermos pagar. Há que estudar e aproveitar a boa vizinhança e amizade com o gabão para explorar as possibilidades de exportar para mercado gabonês.
    Abraços

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    moçu cata Responder

    O que se pode dizer deste artigo…

    No essencial não passa de propaganda.

    Incomoda-me sobremaneira a forma aflitiva como demonstramos ansiedade pelo tal apoio ao OGE (será dádiva, será empréstimo?). Só nos falta apontar uma arma à cabeça do PM gabonês a exigir a imediata transferência dos 5 millhões. Que humilhação!!!

    A estratégia de integração regional que tem vindo a ser seguida é inadequada aos interesses de STP.

    Olhem para o que se passou com a Guiné-Bissau e comparem com Cabo-verde (sim, sempre com Cabo-Verde). Cabo-verde aborda a sua integração na sub-região como um complemento à sua política de integração atlântica.

    Guiné-Bissau, que já tinha problemas, aderiu ao CFA, dsarticulou por completo a sua economia e é hoje pasto para produtos dos seus vizinhos. É um estado faz de conta.

    STP continua a querer da integração regional coisas que ela não pode dar. Sem uma política de contrapartidas efectivas a integração redundará num atrofiamento da nossa economia e na tomada do nosso pequeno mercado por produtos dos países vizinhos. Isso não é integração, mas sim absorção.

    Quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho lhe serve. É o caso de STP e da estúpida estratégia de integração seguida por Patrice Trovoada.

    Continuamos de mão estendida, de cheque na mão. Assim não vamos lá!

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    BARÃO DE ÁGUA IZÉ Responder

    Viver e estar sempre a contar com ajudas externas é bom? Tanta energia, tempo e gastos em viagens ao exterior, que até parece que São Tomé e Principe está lá fora. Para quando se olhará para dentro do País, estimulando ao trabalho na agricultura e pescas? Temos riquezas no nossa terra e no entanto os sucessivos governos andam à procura dela no estrangeiro.

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