Elsa Pinto esteve em Carnide-Lisboa no «namoro» de votos dos são-tomenses

A Comissão de Apoio a Candidatura de Elsa Teixeira Pinto a presidência da República juntou na tarde deste sábado, 18 de Junho, cerca de duas centenas de emigrantes são-tomenses no Teatro Armando Cortez, em Carnide-Lisboa, a dois passos do Centro Comercial Colombo, para ouvirem uma das mais novas dos candidatos a reclamar-se da sua disponibilidade e credibilidade a corrida eleitoral.

O contributo dado ao país, iniciado aos dezasseis anos no ensino de alfabetização, o exercício profissional em várias áreas que a levou a missão mais alta de Ministra com provas dadas, a mãe e a mulher que foi mutilada psicologicamente aquando teve de deixar o marido e os filhos para licenciar-se em França, a sua educação religiosa e a sua intervenção na política em defesa das mulheres e dos desprotegidos, perfilam na linha da frente da sua candidatura as presidenciais que elegeu o lema ”Unir São Tomé e Príncipe”.

Respondendo as questões levantadas pelo público da diáspora preocupado com o esquecimento da agricultura por vários Governos da mudança, a inexistência de uma política virada para o mar, o abandono dos doentes são-tomenses em Portugal, o fraco apoio aos estudantes no estrangeiro, a existência de muitos candidatos na corrida presidencial e o fenómeno “banho” que amputa a nossa democracia, Elsa Pinto, defendeu, embora a constituição resume o cargo do Presidente da República ao coordenador e gestor político, caso seja ela a eleita no próximo dia 17 de Julho, «usarei a minha influência para que o Governo consiga as linhas de crédito acessíveis e de apoio aos agricultores, porque o país tem que produzir para a sua auto-suficiência alimentar e a exportação.» Ilustrou o seu argumento afirmando que «enquanto dirigi o Ministério da Defesa, num curto espaço temporal, vi as despesas do exército com a compra de bens comestíveis reduzir-se, ao apostarmos na produção de vários géneros alimentícios que até excederam as nossas expectativas.» Quanto ao mar, a candidata lembrou aos presentes que embora arquipelágicos, os são-tomenses não têm uma vocação para o mar, «mas incentivarei o Governo nas políticas viradas para um melhor proveito do mar e da nossa geografia no Mundo.»

No tocante a situação dos doentes, levantada por um paciente que afirmou os doentes estarem entregues a sua sorte em Portugal, a candidata, disse que «o meu projecto é avançarmos para uma cooperação com a Guiné Equatorial a uma hora de voo e que já dispõe de avançadas clínicas médicas para responder aos casos de doentes a evacuar, porque Portugal com os seus problemas de défice público já não pode continuar a apoiar São Tomé e Príncipe.» No que se refere aos estudantes bolseiros, a candidata presidencial defendeu uma aposta urgente na criação de universidades no país que já conta com quadros superiores suficientes e a altura de ministrarem as variadas linhas de pensamento científico. Numa “reconciliação” com o eleitorado da Região Autónoma do Papagaio, Elsa Pinto garantiu que «tudo farei em consonância com o Governo para que a primeira universidade seja edificada na ilha do Príncipe para encurtar a distância entre as duas ilhas e sobretudo permitir um novo impulso de desenvolvimento ao país

A candidata que em nenhum momento nomeou os seus adversários no seu discurso, em resposta ao número exagerado de candidatos, caracterizou «o nivelamento por baixo a que nos últimos anos foi dado ao exercício do cargo de Presidente da República e o apetite na nova era que se prevê com o petróleo devem ser os dois fundamentos de todos acharem-se a altura de desempenhar o mais alto cargo da Nação, o que não é o meu caso que pretendo dar mais um bocado de mim ao serviço público de servir aos são-tomenses

No que toca ao fenómeno banho, a candidata, jurista de formação, que defendeu a formulação de leis que devolvam ao povo são-tomense o seu direito constitucional de votar em consciência, recordou aos presentes das visões com que dois cidadãos na sua digressão eleitoral pelo país dentro justificaram o banho. “Eles (os políticos) dão gente banho com raiva, nós também damos eles voto de raiva. É por isso, que quando eles sobem ao poder, eles governam país com raiva.” Um segundo relato trazido das ilhas pela candidata que também animou a risada e as palmas várias vezes ouvidas no auditório do Teatro Armando Cortez, o cidadão desenhou-lhe. “O banho é o nosso chiquilá! É o nosso dinheiro que eles (os governantes) recebem e guardam para trazer-nos no tempo de voto.”

Elsa Pinto no seu agradecimento aos presentes que lhe permitiram rever os conterrâneos e familiares com que não trocava vista já lá vão alguns anos, não terminou a sua tarde de reclamar o direito de mulher a presidência da República com testemunhos dos novos movimentos no mundo adornados com os casos de Ellen Johnson na Libéria e Dilma Rousseff no Brasil, sem apresentar a sua equipa de trabalho. João Carvalho, um antigo oficial das Forças Armadas das ilhas, é o mandatário da candidatura em Portugal, enquanto o seu director de campanha é o Engenheiro Elísio Vaz. Por seu turno, Paulo Fernandes que também fez parte do quarteto da mesa foi o moderador do encontro eleitoral.

Enquanto isso, o brinde musical da tarde intercalando os vários discursos foi oferecido pelo já conhecido Filipe Santos, cantor são-tomense na diáspora portuguesa, que na sua viola recordou alguns dos temas musicais com o coro dos presentes que aplaudiram a sua arte.

«A minha entrada na corrida presidencial é para ganhar com os vossos votos, porque na condição de mãe santomense, profissional e política, a minha geração ainda vai ver um São Tomé e Príncipe melhor para todos os filhos das nossas ilhas.» Citação de Elsa Teixeira Pinto no auditório de Armando Cortez em Carnide-Lisboa

19.06.11

José Maria Cardoso

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    Em USA Responder

    Elsa Pinto garantiu que «tudo farei em consonância com o Governo para que a primeira universidade seja edificada na ilha do Príncipe para encurtar a distância entre as duas ilhas e sobretudo permitir um novo impulso de desenvolvimento ao país.» A senhora está viajando, isso só pode ser ironia…que populismo barato.

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    Carlos Ceita Responder

    Meus caros amigos
    Teremos uma presidenta da república com certeza. Seria uma forma de premiar as nossas mulheres valentes. Mas não agora O que faz esta senhora e a Dr Maria da Neves não é mais do um aproveitamento da situação. É um populismo mais rasteiro que já vi ao a acharem que o facto de serem mulheres os saotomenses cairiam nas suas conversas fiadas.
    Acredito que 90 por cento das mulheres do meu país não se revêem nestas senhoras e elas estão anos luz de carregar as dores/sacrifícios daquelas mulheres que se batem dia a dia para levar criarem os seus filhos em muitos casos sem pai.

    Abraços

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    Fala Claro Responder

    Pobre e triste Senhora…nem sabe do que fala! Sinceramente….

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    Carlos Responder

    Alcino Pinto é que vai governar isso garanto-vos

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      senhora tia! Responder

      aquele pateta alegre, nao digas isso pah!

      a madame que tem rei na barriga é que vai governar…ou pelo menos, é que quer governar..

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    Digno de Respeito Responder

    É pena que nos iletrados desconheaçm ou conheçam pouco daquela técnica-tática-política de que se pode denominar de estratégias…. Quer-Dizer-Fazer vai uma grande distância. Subentende-se um pouco de sufismo político e do populismo a favor dos intra-interesses nessa altura do campionato de futebol…. Seja na primeira ou na segunda divisão, deve existir sempre a equipa para jogar. Acima de tudo, os jogadores em campo…..

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    cão da rua Responder

    Ela que é enganar que é mesmo enganar os pobres jovens mas n vale nada o esforço, a derrota é visivel lool

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    Riboque Responder

    Essa não tem capacidade.

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    lino Responder

    se ganhar..será o alcino pinto a dar dicas …e a mandar por detrás.
    muito complicado..não é!!!?

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    alegria Responder

    queremos sangue novo no país

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    Senhor Parvo Responder

    Essa n safa,,,,tas bloqueada…

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    S.T.P no coração Responder

    Pouca vergonha até Elsa Pinto ker ser Presidente… essa mulher n tem juiso…. xta a enganar pobre né… brincadeira…

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    Morais Responder

    Sra Elsa Pinto a politica em São Tomé não é um empresa familiar quando exerceu os seus cargos pouco percebia o que estava a fazer. Faça um favor a si mesma : poupe-se a este embaraço, saia agora que pode e goze a sua reforma anticipada(para não variar) em Portugal.

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