Houve uma ovelha negra no negócio do Barco Príncipe

A denúncia foi feita pelo Secretário do Governo Regional do Príncipe para o sector das Obras Públicas e Infra-Estruturas. Nestor Umbelina(NA FOTO), viu ovelha negra no negócio de compra do Barco Príncipe. Alegadamente algumas pessoas terão resolvido seus problemas, e a população do país continua a deriva.

O navio Príncipe custou ao Estado são-tomense, 1 milhão e 200 mil euros. Verba que foi disponibilizada por uma companhia petrolífera e pelo Governo de Taiwan. O barco construído na Espanha mais concretamente na Catalunha, começou a operar no ano 2009.

Foi comprado após vários naufrágios de barcaças, que asseguravam a ligação marítima entre as duas ilhas. A maior parte de tais barcaças naufragou levando para o fundo do mar, bens e vidas humanas, sobretudo habitantes da ilha do Príncipe.

Aliás o mar que liga as duas ilhas se transformou nos últimos anos num cemitério de barcaças. Thereze é o nome da última barcaça que naufragou no ano 2008, e que provocou a morte de mais de uma dezena de habitantes do Príncipe, sobretudo mulheres e crianças, minutos depois de ter deixado o Porto de São Tomé rumo a ilha do Príncipe.

Exactamente quando se assinala 3 anos sobre o triste naufrágio, o Governo Regional do Príncipe, dá conta que o problema de ligação marítima inter-ilhas não ficou resolvido apesar da compra do Barco Príncipe. «No último fim-de-semana assinalamos 3 anos sobre o naufrágio que matou dezenas de pessoas do Príncipe. 3 anos depois o problema de ligação marítima continua patente», referiu Nestor Umbelina.

O Secretário do Governo Regional para os sectores das Obras Públicas e Infra-Estruturas, garantiu que o Barco Príncipe, constantemente avariado, não responde as necessidades da ilha. «Compramos um barco por 1 milhão e 200 mil euros, mas só o combustível torna o barco inviável. Para fazer a ligação entre as ilhas, e sem ganhar nenhuma comissão, o barco gasta 140 milhões de dobras. Este barco é inviável. 3 anos depois, podemos contar as viagens que o barco fez para o Príncipe. Por ano este barco faz cerca de 12 a 15 viagens para o Príncipe. Não é admissível», pontuou.

O responsável da Região Autónoma do Príncipe encontra ovelha negra no Negócio de compra do navio. «Acredito até que a intenção foi boa, mas houve uma ovelha negra dentro, que quis tirar contra-partidas individuais e pessoais, com a aquisição deste barco. Como todos sabemos compraram um barco que não responde as necessidades do país», concluiu.

Abel Veiga

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    Malébobo Responder

    Ó Sr.Secret.Obras Pub.Infra-Estrut. está mais que provado que isto foi uma autentica falta do respeito a este povo de ter comprador este barco,que em nada esta servindo a população do principe, que principalmente sofre, mas se este pais fosse onde a justiça funciona todos este individuos que participaram nesta aquisição deveriam estar fechado a sete chave

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      paracetamol 500mg Responder

      Barco novo em geral tem garantia. Aquando da primeira avaria deviam ter devolvido o barco. Depois vir aqui denunciar tardiamente tal situacao, nao faz jus a justica. Devolve a barcaca.

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    Madalena Responder

    So agora, senhor vê a ovelha?
    Aonde é que estava, aquando das negociatas. Antes tarde do que nunca. Deve instar a procuradoria geral a investigar, se houve ou não corrupção. Basta isso.

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      Luis Responder

      Cara Madalena,
      Concordo plenamente consigo. Ja não restam dúvidas de que a compra desse barco foi um dos piores investimentos que a República fez nos últimos tempos. Agora, não podemos ficar só nas suspeições. Não conheço nada em negócios de compra/venda de barcos, mas acredito que deve ser muito fácil hoje em dia, avaliar-se o valor real de um barco com as características deste. O barco até pode ser único, pois pelo que parece foi feito “sob medida” para supostamente adaptar-se às nossas realidades: tipo de mercadorias a transportar e as caracteristicas do nosso mar e cais; mas, mesmo assim, pode-se estimar o seu valor tendo em consideração o tamanho, o motor e outros equipamentos instalado. Assim sendo, não entendo porque será que o “defensor da coisa pública” o Ministério Publico e outras instituições afins (Tribunal de conta) não tiram isto à limpo. Um mau investimento do dinheiro é mau e condenável tanto quanto o desvio de fundos!

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    De Longe Responder

    Já falei da nossa ingénua democracia onde todos acham bem ganhar protagonismo quando denunciam publicamente algo sem assumirem posturas concretas para combaterem o que denunciarem. Já se habituram a nos ouvirem gabar a quem parte a loiça em vez de quem arruma a casa.
    Já se falou muito da fraude que foi a tal compra. Não está o senhor em posição de fazer nada mais efectivo para a reposição da justiça ao caso?

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      De Longe Responder

      Queremos mais acção que denúncias.

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    Assuncao Responder

    So 1 ovelha?!
    Com cumprimentos.

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    Assuncao Responder

    So 1 ovelha?!!!
    Com cumprimentos.

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    zé pedro Responder

    Se existiu uma ovelha negra, acho que essa ovelha negra deveria já estar à contas com a justiça e não simplesmente estarmos a anunciar a sua existência

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    Madalena Responder

    Concerteza

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    gostoso Responder

    O mal do pais é não haver sindicância, fiscalização, prestação de contas. cada um faz o que quer e o povo é quem mais sofre.E quando as pessoas decidem não votar, dizem que o voto é um dever cívico.Pois é os políticos deviam é ter vergonha.

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      Ma Fe Responder

      Ma’ Fe’!

      “O mal do pais é não haver sindicância, fiscalização, prestação de contas. Cada um faz o que quer e o povo é quem mais sofre” (Gostoso). Votar e’ de facto um dever civico. Se boas pessoas nao votarem, as pessoas mas que votam, sempre dominarao a sociedade. E’ isso que queremos? Obviamente, nao. Por isso, temos que continuar a votar e sempre procurar o melhor entre os piores. Paciencia… So Deus tem poder. A Justica Dele e’ mais pesada que a morte!

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    Ribeira Formiga(Principe) Responder

    Deixa de levantar suspeições.Quem tem janela de vidro,não atira pedra para casa do vizinho.
    “Tan Fi cumé ue caxi”

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    fidelito Responder

    Oh Nestor, Você é antes de tudo um licenciado em direito.

    Ao invés desses “desabafos” deveria introduzir uma queixa crime contra quem comprou o tal barco.

    SEGUE O MEU CONSELHO!
    APRESENTA QUEIXA CRIME!

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    lino Responder

    não há dúvidas que houve aldrabiçe (esquemas) aquando da aquisição dessa porcaria que por lá anda e não serve para nada.
    Grande constactação Sr. Secretário das Ob. públicas!! Só agora entende isso!? Andam por lá adormir…, só pode ser.
    Por esse dinheiro todo, ter-se-ia comprado um excelente barco.
    Um excelente barco e resolvia-se concerteza o problema da falta de ligação entre as ilhas.
    É assim tão dificil identificar o culpado?!!
    Não me parece.
    Penalizem o infrator.Metam o caso na justiça….averiguem o que se passou de facto e prendam o gatuno.
    A conta disso a população é que anda na M…….

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      Luis Responder

      De facto por mais que se queira entender não se consegue compreender a estória do barco PRINCIPE. Como é possivel o pais passar por várias dificuldades de ligação entre as duas ilhas, um governo decide (talvez sob pressão) a resolver o assunto. Pede-se apoio aos parceiros que, atendendo os objectivos propostos decidem apoiar-nos. Gasta-se uma PORRRADA de dinheiro, e afinal a montanha parriu um rato!!!! Isto envergonha-nos a todos. Por isso deve haver a assunpção de responsabilidades. E digo mais: mesmo que o barco tenha custado mesmo os 1.200.000 USD anunciados e que nenhum Chico esperto tenha recebido luvas, continua a haver razão para responsabilização. Quem não tem capacidade para aconselhar numa determinada compra, deve manter-se calado e não induzir outros em erros taão carros para o povo!!
      Fui!

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    MÉ SOLO Responder

    Este assunto do BARCO PRINCIPE impõe-se um esclarecimento urgente.
    Não podemos a ter dois tipos de JUSTIÇA em STP, uma para Zé Povinho e outra para Gatos Pingados. A Ordem de Advogados tem toda razão de dizer q a nossa JUSTIÇA esta DOENTE, esta DOENTE porque os fazedores de Justiça estão envolvidos em actos de corupção e perderam a legitimidade.

    Da mesma forma q o Ministério Público anunciou q vai investigar o caso do OCEANIC BANK para conhecer os contornos do assalto, o povo de STP quer que seja investigado os casos que lezou o país em benefício de meia dúzia de indivíduos corruptos, CASAO BARCO PRINCIPE, STPTRADING, PASSEIOS , DOCA DE PESCA, FUNDO DO GOVERNO JAPONÊS.

    A Justiça precisa-se em STP pois só assim combateremos a CORRUPÇÃO.

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    MÉ SOLO Responder

    Caso Barco Principe em vez CASAO BARCO PRINCIPE

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    Cabo Responder

    Obregado Sr Min. Benjamin Vera Cruz

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      Zezus Responder

      Caro amigo Nestor julgo eu de que andavas a dormir! O que aconteceu com a compra do navia Principe não é novidades pra ninguem ao não ser pessoas leigas na matéria. Ora vejamos na altura criou-se uma comissão para a compra de um navio adaptavel a navegar Sao Tomé e principe onde os utilizadores deveriam ser tratados com dignidade e segurança. Pois bem a comissão vinha funcionando para o efeito e em contestação aparece um filho da região do Principe residente em Sao Tomé contestando de que alguem do Principe tambem deveria fazer parate da comissão visto que os de Sao Tomé nunca souberam escolher ou dar algo que preste ao Principe. Nesta luta toda em o actual presidente do governo regional ainda deve ter menoria no assunto fez fincapé deforma que se incluice o tal elemento na comissão. Justiça feita mais com a inclusão do tal elemento tudo desmorrunou-se. O oportunismo tomou conta de tudo e recenchegado ao grupo destrui o grupo por completo e assumiu sozinho o protagunismo da escolha compra etc. do navio Principe e assim foi matou os outros membros e com o apoio do seu tio por afinidade e planejadamente viveram e bem nesta compra. Pergunta-lhes quem pagou os botes de recreio de fibra e com o motor de alta cilindrada para cada um deles vindo de Aresa Bote contentorizado. Pergunta ao Sr. Hamilton Barbosa qual foi o dinheiro que pagou a passagem na altura a Espanha para a sua mulher a Aresa Bote ! Na verdade neste pais tudo parece bricadeira o Ministerio Publico e outros andam a dormir entretendo ao povo ja marterizado. Vejamos Moçambique comprou dois Katamarans em Portugal com boa estabilidade muito mairo em relação ao Principe e com o melhor conforto e estabilidade cuase ao preço que custou o navio Principe. Repito compraram 2 ( Dois ) Katamarans. assim é a vida deste pais. A corrupcção esta somando e seguindo

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    Henry Responder

    É triste uma situação dessas, gastasse dinheiro, mas contudo nada muda. O esse país está a apnhar àgua com cestos ou a tapar sol com a pineira, porque é inadimissível, que se compre um barco para resolver os problema de ligação entre as duas ilhas e esse neste barco, faz somente 12 à 15 viagens anuais, sabendo que o mesmo só faz 8 à 10 horas de viagens. Temos que mudar a mentalidade e a atitude como disse os Afromen, só assim teremos o tão ansioso desenvolvimento.

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    Henry Responder

    Mas como todos sabemos :Esse é o país que temos, é o país que fizemos, e a pergunta é será que esse é o País que queremos????

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    Malébobo Responder

    O actual presidente da Republica sempre contestou a Corrupção, agora resta- me saber como é que o senhor vai ter que lidar com justiça doente, se os ditos juíz são apoiantes do actual presidente

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    Biboss Responder

    Caros Compatriotas, se tivemos que contar as ovelhas negras para STP, serão muitas… talvez 1.000,000.Tenho dito.

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    Irritadíssimo Responder

    A nossa Ministra da Saúde chegou a este jornal e falou dos medicamentos abandonados pela anterior gestão. Foi aplaudida. Mas não falou de nenhum programa seu para apoiarmos se possível, nem falou de como procurar uma condenação para os responsáveis pela danificação dos medicamentos tão necessários no país.
    O Presidente do Supremo Tribunal de Justiça veio ao jornal falar das condutas menos recomendáveis dos seus subalternos. Aplaudimos. Não soubemos que medidas tomou para por ordem de acordo com as funções que lhe foram conferidas.
    O senhor Procurador-Geral da República também usou este meio para falar de dois pesos e duas medidas usadas no sistema judicial são-tomense. Aplaudimos apoteoticamente. Mas não ouvimos o que fez um indivíduo de cargo de tamanha envergadura para contrariar tão grande flagelo que consome o seu e nosso país.
    E agora, Sr. Secretário do Governo regional do Príncipe? Quer dizer que o mais que pode fazer contra essa fraude é vir ao jornal dizer que “existiu uma ovelha negra?
    Que vontade de falar mal isso provoca!!!
    Todos os indivíduos que ocupam cargos de relevo devem usar das suas influências, fazer queixas em local apropriado e lutar até ao fim para que o desfecho seja favorável ao povo. Se em vez disso vierem com meias falas ao jornal em busca de aplausos, devem ser apenas considerados de incompetentes. ZERO À ESQUERDA!

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    Ribeira Formiga(Principe) Responder

    Barco foi a pique, etc…
    Barragem de rio papagaio(central hidroelectrica) e muito mais. A compra ou venda da fabrica de tijolos de “Bobo foro”, aeroporto internacional , Saton, 30 mil barris de petroleo; casas pre fabricadas, etc…
    Foi assim no passado e assim será.

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    Malébobo Responder

    O Sr Min. Benjamin Vera Cruz, em condições normais deveria responder por esta questão do barco principe,ovelha velha

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    Minu yéé Responder

    Depois Fradique diz pra não insultarmos nem manchar os nossos dirigentes,olha só o que fazem conosco, não sei por onde vamos parar com isso!

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    Susana Cintra Responder

    Bom, Sr. Secretário.

    Falou mas não disse nada de concreto.
    Tem docuemntos que comprovam que o barco custou menos ou podia ter custado menos ao Estado e essas pessoas ganharam com isso.

    Apresente os documentos na praça pública senão será mais uma denúncia gratuíta e o Sr. fica mais famoso, os outros ficam com má imagem e o problema não se resolve.

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    luisó Responder

    até a guiné-bissau comprou recentemente 2 barcos para fazerem a ligação inter-ilhas e que levam carros e camiões e centenas de pessoas. até a guiné…
    quem mandou ser independente?
    estado sem futuro….

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    Ribeira Formiga(Principe) Responder

    Guine Bissau não é até. Cresce mais do que STP. O problema deles são as tribos ou melhor etnias. As Ilhas Bijagós, são mais 80 das quais 20 são habitadas. Temos 3 ilhas apenas.

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    Malébobo Responder

    Muito obrigado o Sr.Benjamin Vera Cruz, pais que temos, stp. somos todos parentes, continua passeando no teu yate

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    Feijoada Responder

    De acordo com o Artigo 60º ( Direito de Petição)da Lei nº 1/2003 ( revisão Constitucional)diz:

    ”Todos os cidadão têm direito de apresentar, individual ou colectiva, aos orgãos do poder político ou a quaisquer autoridades petições, reclamações ou queixas para defesa dos seus direitos, da constituição, das Leis ou do interesse geral.”

    De vários casos que ja ferriram os nossos direitos e nós não fizemos nada, então o Sr. Nestor conhecedor de matéria jurídica devia interpor um processo judicial contra todos envolvidos nesta compra.

    Mas faço reparar que não ira adientar em nada porque o nosso tribunal não funciona.

    Para esses casos a sempre um grãos de areia difícil de retirar neste arroz de formiga.

    Aquentemos até os olhos arderem….

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    rostov Responder

    Aquilo é Tribunal de Contas ou TRIBUNAL DE COMISSÕES “GURJETAS”? Fala-se tanto no tribunal de Contas mas as contas nunca foram nem serão esclarecidas.Por favor mudem o nome dessa Instituição para TRIBUNAL DE SIMPATIAS.

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    Hélder Deus Lima. Responder

    Num certo dia, estive na embaixada de S.T.P em Lisboa e presenciei a conversa entre dois cidadãos portugueses (brancos), em que um dizia ao outro o seguinte:

    Que já tinha obtido a luz verde do então governo santomense (de Dtr Rafael Branco) para um bom negócio com o seu navio que tinha sido recusado de operar em Angola.

    Curiosamente, alguns meses depois, ví as reportagens da compra do navio “Principe” no canal televisivo da RTP-África.

    Na referida reportagem, falou-se de uma embarcação nova e construída em Espanha.

    Confesso que tive dúvidas se se tratava de um navio novo ou remodelado.

    As minhas dúvidas aumentaram, quando em consequência da avaria do mesmo navio poucos meses depois da sua “inauguração”, o então primeiro ministro Dtr Joaquim Rafael Branco, insurgiu-se em defesa da alegada construtora do navio e contra os interesses de S.T.P.

    Coincidências ou não, os factos constituíram motivos para muitas dúvidas minhas quanto ao facto de se tratar de um barco verdadeiramente novo ou não.

    Gostaria muito de ouvir da Justiça, alguma explicação que aliviasse as minhas dúvidas.
    Espero também, que as minhas declarações não sejam removidas e consideradas impróprias para este fórum.

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