Política

Pesidente da República desafia autoridades sanitarias e o povo em geral para erradicar o paludismo

Após o lançamento da campanha de luta contra o paludismo no ano 2004, a doença regrediu de forma drástica em São Tomé e Príncipe. Na primeira reunião do Conselho Nacional de Luta Contra o Paludismo, sob a presidência do Chefe de Estado Manuel Pinto da Costa, foi lançado o desafio para união de todos no sentido de erradicar a doença no mais curto tempo possível.

Discurso de Sua Excelência o Presidente da República na abertura dos trabalhos da Comissão Nacional de Luta contra o Paludismo.
16/02/2012

Ao decidir convocar esta reunião da Comissão Nacional de Luta contra o Paludismo, quis dar um sinal claro da importância que este órgão pode e deve assumir na mobilização das energias do país no combate a esta doença.

Este foi, certamente, um dos objectivos que esteve na origem da sua criação em 2003 uma vez que, segundo se pode ler no preâmbulo desse diploma, “a luta contra o paludismo deverá ser o mais abrangente possível e alicerçada num amplo quadro de solidariedade nacional com responsabilidade partilhada”.

Circunstâncias várias, que não importa agora desenvolver, impediram que esta Comissão, ao longo dos anos, desempenhasse em concreto a sua valiosa função pelo que entendi empenhar-me pessoalmente, em conjunto com o governo e em particular com a senhora ministra da saúde nesta primeira reunião que, espero, seja apenas primeira de muitas outras sessões de trabalho produtivo.

Este é um espaço de diálogo, de análise das vertentes sanitárias e sociais do problema e dos impactos no bem-estar dos cidadãos e no desenvolvimento económico.

É um espaço de trabalho fundado, antes de mais, na consciência cívica ao serviço do país que se destina a servir com responsabilidade o povo de São Tomé e Príncipe e o desígnio nacional de erradicação do paludismo.

A responsabilidade partilhada de que fala o decreto é, em meu entender, uma das chaves para o sucesso deste combate sem tréguas, permanente, que é de todos e a todos deve envolver.

O paludismo existe e enquanto existir é um problema concreto das pessoas e do país.

É na resolução dos problemas concretos das pessoas e do país que constantemente devem fundar-se as nossas principais prioridades.

É a resolução dos problemas concretos do povo que deve estar sempre na primeira linha da nossa atenção, do nosso esforço, da nossa competência e, sobretudo, do nosso trabalho.

O país já perdeu demasiado tempo com querelas inúteis e problemas artificialmente criados que, no fundo, apenas contribuem para continuar a adiar a solução dos reais problemas e o desenvolvimento ao serviço das pessoas.

Amplos estudos sobre a doença têm demonstrado que a malária é um dos maiores problemas de saúde pública a nível mundial que afecta particularmente o continente Africano.

Segundo dados recentes da Organização Mundial de Saúde anualmente cerca de 300 a 500 milhões de pessoas são infectadas, contabilizando-se aproximadamente 1 a 3 milhões de mortes por ano devido à malária, 90% das quais se registam no nosso continente.

Em São Tomé e Príncipe, devido à sua situação geográfica, clima e condições naturais, o paludismo tem constituído um dos principais problemas de saúde pública e um sério obstáculo ao desenvolvimento.

Na última década, o controlo da doença assumiu, por isso, naturalmente, um objectivo estratégico absolutamente prioritário que nunca é demais sublinhar.

Os resultados francamente encorajadores obtidos no combate à doença devem constituir, em meu entender, um importante estímulo para o futuro.

Recordo que, apesar de algumas oscilações nos dados estatísticos, verificou-se nos últimos anos uma significativa redução no número de doentes, hospitalizações e mortes causadas pela doença.

Queria, no entanto, a este propósito lançar um alerta, estas melhorias nos indicadores da luta contra o paludismo não são irreversíveis e, por isso, não se compadecem com atitudes de menor rigor que poderiam seriamente comprometer os progressos alcançados no passado.

Antes pelo contrário, quando se conseguem bons resultados seja em que situação for, estes devem constituir um factor de redobrada responsabilidade e de motivação para trabalhar mais e melhor tendo em vista objectivos cada vez mais ambiciosos.

Quando falo em objectivos mais ambiciosos, refiro-me naturalmente à criação de condições para erradicar no futuro, que queremos o mais próximo possível, o paludismo em São Tomé e Príncipe.

Esta é uma meta que deve ser traçada com realismo, com os pés bem assentes na terra e sem qualquer espécie de facilitismo.

A erradicação do paludismo, pela importância que assume pelo país, deve ser uma causa nacional e um factor de união entre todos os Santomenses.

Note-se que o paludismo é um forte travão ao desenvolvimento económico nacional, na medida em que o turismo, enquanto pilar essencial de desenvolvimento do nosso arquipélago, não conhecerá um crescimento franco e sustentável, num quadro que não seja o da completa erradicação deste problema.

Por estas razões, este é um campo em que a contribuição de cada um de nós é decisiva, pelo que se torna imperioso promover, com pedagogia e sistematicamente, uma mobilização informada de todos para o combate à doença.

Quero também salientar o importante e imprescindível contributo dos nossos parceiros internacionais que, nesta área da saúde, têm cooperado com o nosso país neste combate.

Termino esta intervenção agradecendo a vossa disponibilidade e presença de todos nesta reunião da qual, estou certo, sairão preciosos contributos para um combate mais eficaz à malária em São Tomé e Príncipe.

    2 comentários

2 comentários

  1. delta

    17 de Fevereiro de 2012 as 16:09

    adeus

  2. Taa-Sossegado

    17 de Fevereiro de 2012 as 17:24

    Isso mesmo papa grande! Cuida de nós os teus filhos.

    Amei!

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