São Tomé e Príncipe procura caminhos de livre circulação com países emergentes do Golfo da Guiné

Livre circulação de pessoas e bens, entre São Tomé e Príncipe e alguns países do Golfo da Guiné em franco crescimento económico, é uma das prioridades da política externa conduzida pelo Presidente da República. Angola e Guiné Equatorial, são alvos preferenciais da acção diplomática de Pinto da Costa.

Nas duas primeiras deslocações ao estrangeiro, Pinto da Costa procurou convencer os seus homólogos de Angola e da Guiné Equatorial, sobre a necessidade de levantar barreiras para promover a livre circulação de pessoas e bens entre os respectivos países e São Tomé e Príncipe.

Na visita à Guiné Equatorial em Março passado, o assunto foi analisado entre os dois chefes de Estado. Pinto da Costa anunciou isso mesmo à comunidade são-tomense na Guiné Equatorial.

Através da livre circulação de pessoas e bens com as duas economias que mais têm crescido no Golfo da Guiné, ou seja, a angolana e a equato-guinieense, a economia nacional poderá atrelar-se a onda de crescimento na sub-região. «Tivemos oportunidade também nesta visita do Presidente da República, ouvir de ambos os e Chefes de Estados a ideia de criação de um espaço livre de circulação de pessoas e bens entre os dois países. Vamos trabalhar no sentido da materialização desta realidade para que o fluxo comercial e de pessoas entre São Tomé e Príncipe e a Guiné Equatorial seja de facto uma realidade», declaração do Ministro do Plano e Desenvolvimento Agostinho Fernandes, esta segunda feira na cerimónia de assinatura de acordo entre as câmaras de comércio de São Tomé e Príncipe e da Guiné Equatorial.

O Ministro do Plano e Desenvolvimento, acrescentou que foram eliminadas as taxas que eram pagas pelas embarcações da Guiné Equatorial que escalavam o porto de São Tomé. São embarcações que ocasionalmente atracam no porto de Ana Chaves, transportando mercadorias enviadas pela comunidade emigrante são-tomense na Guiné Equatorial.

Um sinal aberto para mais fluxo de trocas comerciais entre dois países vizinhos.

De recordar que Angola é outro país emergente do Golfo da Guiné, com o qual São Tomé e Príncipe, está a trabalhar no sentido de garantir a livre circulação de pessoas e bens. Na primeira visita ao exterior em Angola, Pinto da Costa, disse a comunidade são-tomense que ao mais alto nível e a nível governamental os dois países estavam a trabalhar neste sentido, e que a seu tempo a liberdade de circulação de pessoas e bens entre Angola e São Tomé e Príncipe será realidade.

Abel Veiga

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    OP Angola/ STP Responder

    Saudações

    Excelente noticia

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      helder b Responder

      Patrice e governo apanhando chapada aos poucos.

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    Fruta Fruta Responder

    Não quero parecer a ancora do passado em relação à realidade “velho do Restelo”. Poderemos receber em troca de imediato. Mas que Futuro nos espera? Candeia que vai à frente alumia duas vezes mais. Com o quê vamos pagar os produtos quê vamos pagar os produtos? Poderemos apenas beneficiar com a emigração. Mas o reverso da emigração é que o investimento na formação vai produzir riqueza em países terceiros que não contribuiram para tal. Como tal, julgo que a livre a circulação de bens, serviços e pessoas só produz efeitos benéficos para países com semelhante nível de desenvolvimento económico, para não acontecer o mesmo que se passa com a Europa. Eu sei que na Europa existe uma união monetária. Mas que benefícios vai receber São Tomé pela livre circulação de bens, pessoas e serviços? Temos um sistema de produtivo competetivo que se imponha em relação a esses países? Temos um sistema de segurança que permita prevenir-nos das pessoas não desejadas. Abram das vistas

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      Fijaltao Responder

      fRUTA PÃO! QUE CONFUSÃO QUERES METER NA CABEÇA DOS MENOS EXPERIMENTADOS! Eu quando lanço uma opinião que não é de agrado dos media Telanon, eles não lançam! Tudo que diz respeito à Europa, o telanon não lança! Mas o Fruta pão que lança essa confusão, é bem aceite! Fruta pão, contribua para o bem do teu país!Esqueça certas ideias!

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    Francisco Castanheira Responder

    Gracas a Deus. Isto ja nao e como Fradique que nos sugeriu “colonato” no estrangeiro.

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      Reinaldo de Montalvão Responder

      É assim que se governa um país. Com discrição, seriedade, método, subtileza, conhecimento da realidade que nos rodeia, etc. O Pinto da Costa, pela experiência que tem, deu uma boa lição ao Patrice Trovoada. Sem espalhafatos mediáticos, nem declarações bombásticas de que vai fazer o maior centro comercial de África, nem tão pouco com declarações de que vai construir o maior centro de transformação de produtos petrolíferos do mundo, deu um grande sinal de como se deve fazer política num país pequeno comno o nosso. Através de duas visitas a dois países com os quais podemos aprofundar as relações diplomáticas e comerciais o senhor Presidente da República, Pinto da Costa, abriu caminhos para a criação de condições de novas perspectivas de desenvolvimento económico e social do país. Isto serve para que muitos políticos do nosso país comecem a aprender como é que se faz política. Não é falando, gritando, berrando, fazendo confusão na Assembleia Nacional, que se pode e deve fazer política. A política, de vez em quando, tem de ser discreta e cirúrgica com resultados para o bem do povo. Ninguém ouviu o Pinto da Costa a gritar e fazer espalhafato mediático dizendo que vai construir um centro de transformação de produtos petrolíferos, nem tão pouco, que vai construir o maior centro comercial de África. No entanto, estas duas visitas que foram realizadas já há algum tempo, ainda hoje continua a falar e trabalhar nos trabalhos relacionados com as mesmas. É assim que se faz política. Sem espalhafato e promessas malucas.

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      Armenio Sousa Responder

      Não creio que o Fradique tivesse sugerido a criação de colonatos.
      Se calhar a interpretação feita daquilo que ele havia sugerido é que levou algumas pessoas a fazerem essa interpretação.
      No mundo inteiro existem vários exemplos de como pessoas tinham que viajar para paises outros em busca de emprego. Basta ver quantos portugueses existem hoje na Venezuela por exemplo e quantos descendentes de portugueses fazem hoje em dia parte da população venezuelana. Foi porque na busca de emprego e de melhores condições salariais as pessoas foram à busca, e ai se instalaram. Penso eu que o que Fradique pretendia era dizer as pessoas que se a taxa de desemprego está a aumentar, se o ordenado das pessoas não tem sido o melhor, à nossa frente, na costa africana por exemplo temos parceiros com os quais poderiamos negociar e encontrar emprego para essas pessoas.
      Outrossim, permitam-me dizer que de facto, ao contrario das propagandas baratas de Patrice Trovoada, Pinto da Costa está a agir como um politico em democracia.
      E vejam que era o Patrice Trovoada que durante a campanha apregoou ao sete ventos que Pinto não entendia de Democracia e não sabia “governar” em Democracia hem…!

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    Põe boca não tira Responder

    Força Pinto, bom começo boa politica externa, esperemos que esses senhores do Governo não fiquem amarados a cadeira e procurem concretizar a ideia que me parece ja haver consenso ao mais alto nivel.

    Falta agora gabão, Portugal e cabo verde onde os nossos irmão labutam dia a dia para ganharem a vida

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    caboverdiano Responder

    Muita boa iniciativa altamente 100 por cento mercado fechado nunca a economia cresce

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    Angolares Responder

    Senhor Presidente PC.
    É assim que se trabalha, o Senhor tem experiencias do passado.Esse nosso STP precisa da dinamica economica. Não caia nas teorias de alguns do MLSTP e outros partidos que só querem enriquecerem a custa da inação e desordens. Basta verificar os bens patrimoniais desse grupos de pessoas que so querem atrapalhar o crescimento da nossa sociedade. Senhor Pinto abre olhos e só pensa em todo o momento no futuro desse pais e nao em grupos. criar oportunidades abrangentes para todos, abrir o pais ao mundo, para mostrar quem é quem. existe muitos malandros nesse nosso pais, nao querem trabalhar ter iniciativa propria, só sabem trabalhar para o estado.
    Força Pinto, quando é boa iniciativa pode contar com meu apoio.

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    Cobló Responder

    Parabéns pela iniciativa sem os holofotes do passado, preocupando-se com os santomenses que da terra emigraram, mas contribuem para a economia do país, enviando seus parcos recursos aos familiares que nela permanecem. Uma aula de relações internacionais a quem por muito tempo estivera em cortes europeias, mas que bravatas que lhe são peculiares mostraram a verdadeira face.

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    Fijaltao Responder

    Combatemos na altura a tese de “Federação com a Metrópole” e continuamos (…) apesar da crise que hoje se vive no meu país, fruto sobretudo da ignorância e incapacidade da classe dirigente de poderem inserir São Tomé e Príncipe no mundo globalizante da actualidade. A “classe” dirigente sãotomense não dirige, porque não sabe dirigir e sobretudo, porque não reconhece essa sua fraqueza. Doutor Manuel Pinto da Costa (1998, Líder do MLSTP/PSD)

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