Política

Pinto da Costa e o primeiro ano de mantado

Manuel Pinto da Costa, regressou no dia 3 de Setembro de 2011, ao Palácio do Povo, para um mandato de 5 anos. Combate contra a corrupção, promoção da unidade nacional, garantia da estabilidade, conquista do progresso foram propostas que mereceram voto da maioria do eleitorado. 

Discurso de sua Excelência o Presidente da República, Dr. Manuel Pinto da Costa, no dia em que se completa um ano desde que tomou posse no cargo.

3/09/2012

Compatriotas

Ao cumprir-se hoje um ano desde que tomei posse no cargo de Presidente da República decidi aproveitar esta data simbólica para, desta forma, propor uma reflexão conjunta sobre o estado do país e a forma como tenho desempenhado as minhas funções.

Em primeiro lugar, e desde logo, porque considero fundamental em democracia a prestação de contas aos que, com o seu voto, elegem, em liberdade e consciência, os seus representantes nos mais altos cargos da nação, uma vez que a soberania reside no povo cuja vontade se expressa nas suas escolhas eleitorais.

A prestação de contas com frontalidade, transparência e rigor, num diálogo permanente entre eleitos e eleitores, é um dos pilares essenciais em que deve assentar permanentemente a nossa prática democrática e um vínculo de responsabilidade acrescida para todos os que exercem funções nos órgãos do estado.

É neste pressuposto que vos peço um pouco da vossa atenção ao longo dos próximos minutos.

Durante este primeiro ano lancei as bases estruturantes do exercício das minhas funções para os 5 anos constitucionalmente previstos de mandato, fiel aos princípios com que me apresentei ao eleitorado e honrando, sempre e em todas as circunstâncias, a palavra dada em coerência com os compromissos eleitorais assumidos.

Julgo poder afirmar, neste momento, que os Santomenses sabem com o que podem contar da parte do Presidente da República.

Um Presidente que, através dos seus actos e do seu exemplo, pretende permanentemente contribuir, sem ceder a qualquer facilitismo ou populismo, para uma nova forma de fazer política no nosso país valorizando o diálogo e a concertação indispensáveis para que o país consiga finalmente ultrapassar os constrangimentos extremos que se têm colocado ao seu desenvolvimento.

Um Presidente que respeita a constituição e as leis, a esfera de acção política de cada um dos órgãos de soberania e dos seus vários intervenientes e que acredita na cooperação institucional, como estratégia indispensável, para resolver os problemas concretos do povo e do país.

Permitam-me a este propósito que vos diga o seguinte:

Não encaro a cooperação institucional como um fim em si mesmo. Esta tem que ser, acima de tudo, um meio ao serviço de um ou mais objectivos concretos.

É, por isso, que desde a primeira hora, defendi o carácter estratégico que essa cooperação tem de ter sob pena de se tornar vazia, sem conteúdo.

Esta dimensão marcante da cooperação entre órgãos de soberania, ao serviço do desenvolvimento do país, da redução da pobreza e da transparência da acção política, é decisiva para concretizar o interesse nacional e fazer avançar, com transparência, os principais dossiers em que assenta o desenvolvimento do país.

É, por isso que, este é um domínio em que a acção do Presidente deve ser imune a qualquer tipo de especulações e deve ser caracterizada, tal como tem sido até aqui, pela reserva que o interesse nacional exige. Esta é uma questão em que não me desviarei um milímetro que seja da linha de rumo que tracei desde a minha tomada de posse. Não cederei a pressões ou a interesses porque não ajo senão em nome do interesse nacional e no de todos os Santomenses.

O país já perdeu demasiado tempo com querelas inúteis, superficiais e estéreis que em nada contribuem para a criação de um clima de união que, nos permita, de uma vez por todas, vencer a inércia e a estagnação e conseguir, de facto, colocar o país em marcha e a concretizar projectos que, ao longo dos anos, têm ficado no papel ou que não ultrapassam os meros anúncios públicos.

Um igual empenho de todos os que no desempenho das suas funções têm especiais responsabilidades neste domínio é indispensável para viabilizar um caminho firme de desenvolvimento do país.

A cooperação institucional é, por outro lado, um alicerce estrutural em que assenta a estabilidade política que todos reclamam, sobretudo em actos eleitorais, mas que alguns esquecem quase no dia seguinte às eleições.

Recordo a este propósito o que afirmei na minha tomada de posse: – “A estabilidade não deve ser uma mera figura de retórica, utilizada de acordo com os interesses particulares de cada um ou ao sabor das conveniências, deve ser, pelo contrário, um elemento sempre presente em todos os comportamentos, atitudes e decisões dos agentes políticos no país”.

Os Santomenses sabem que podem contar com o Presidente da República como um referencial de equilíbrio e estabilidade no nosso sistema político e esse é um princípio do qual, em circunstância alguma, abdicarei.

No jogo da vida democrática o governo deve governar com responsabilidade e sentido de estado cabendo à oposição sê-lo de forma séria, construtiva, estruturada, de modo a poder afirmar-se como alternativa credível à governação.

Sem a observância destas premissas a vida democrática sai fragilizada e o povo e o país perdem oportunidades de desenvolvimento, de estímulo sério da economia, da saúde, da justiça e da educação.

Esta é uma das condições essenciais em que tem que assentar a credibilização do Estado e através da qual será possível restaurar a confiança dos cidadãos nas suas instituições.

Como bem se recordam durante a campanha eleitoral afirmei, repetidamente, que nas eleições presidenciais não estava em causa a escolha de um novo governo.

O Presidente da República, no actual modelo constitucional, não governa nem legisla e estes são limites da lei fundamental que jurei cumprir e defender.

Um compromisso solene cujo carácter imperativo leva a que, como sempre defendi e escrevi, o Presidente da República se deve abster de participar activamente no debate em curso sobre a revisão da constituição, uma vez que, essa competência cabe exclusivamente aos deputados no âmbito da Assembleia Nacional.

Isso não me impede de sublinhar que a própria Constituição prevê a sua revisão de 5 em 5 anos e que, como outras leis, a sua alteração deve exclusivamente corresponder às necessidades de aperfeiçoamento tendo em conta a realidade e as necessidades do país no que respeita ao seu sistema político, evitando assim erros cometidos no passado.

Este é, no entanto, um debate que deve ser o mais amplo possível envolvendo não só os partidos políticos mas também a chamada sociedade civil, cujo contributo deve ser estimulado e aprofundado.

Compatriotas

Concidadãos

Envolver a sociedade civil, os agentes económicos, a juventude, em suma, as chamadas forças vivas da sociedade, a par dos partidos políticos, nas decisões sobre o futuro do país é uma preocupação constante em que me tenho empenhado no exercício das minhas funções.

Ao longo destes 12 meses a presidência esteve sempre de portas abertas ao diálogo com todos os que querem, podem e devem contribuir para resolver os problemas do país.

Só através do diálogo é possível reduzir a conflitualidade, evitar a crispação e criar condições para encontrar os consensos necessários para vencer os desafios do desenvolvimento.

Os anos passam e o país continua a marcar passo e esta é uma situação em que todos temos responsabilidade. Não podemos continuar de braços cruzados a ver passar o progresso ao nosso lado.

O diálogo constante que tenho mantido com os diversos quadrantes da sociedade, permite-me hoje estar em condições de ter um diagnóstico permanentemente actualizado sobre a realidade do país e dos seus problemas, das legítimas aspirações dos cidadãos, bem como dos contributos que cada um está em condições de dar para as soluções que nos permitam sair da situação em que nos encontramos.

Foi neste contexto que decidi realizar ao longo do meu mandato as chamadas “Presidências directas”, cuja primeira dedicada ao sector da justiça foi um sinal claro que quis dar sobre a importância chave que este sector tem e cuja reforma continua a tardar.

Disse então e mantenho agora que “as dúvidas e as perplexidades que a administração da justiça tem provocado nos cidadãos em geral, nomeadamente a sua ineficácia no combate à corrupção, é uma situação que mina constantemente a credibilidade interna e externa do Estado e que, por isso, temos que enfrentar com urgência e sem hesitações.”

Compatriotas

Concidadãos

Um papel fundamental que cabe ao Presidente da República é o de estimular o impulso reformista que permita ao país realizar as mudanças necessárias para promover o seu crescimento económico, produzir riqueza que permita melhorar as condições de vida de todos os Santomenses, sobretudo os mais desfavorecidos e diminuir a sua dependência do exterior.

E de entre as reformas que o país carece permitam-me destacar a particular importância que reveste a reforma do sistema eleitoral no sentido de aperfeiçoar o nosso sistema político, aproximar os eleitos dos eleitores e que permita já nas próximas eleições legislativas eleger representantes da diáspora na Assembleia Nacional.

Uma reforma que promova também a transparência na política através da preparação de um Código Eleitoral moderno, incluindo, entre outras medidas, a proibição e criminalização do chamado “banho”, a obrigatoriedade de prestação de contas dos eleitos perante os eleitores e que assegure a plenitude de direitos cívicos e políticos a todos os Santomenses.

Caros cidadãos,

Tenho alertado com persistência para a situação difícil em que o país se encontra e para o impacto que a crise económica internacional tem tido na nossa economia.

É por isso que tenho chamado a atenção para a importância que tem para o nosso desenvolvimento a imagem externa do nosso país.

A representação externa do estado tem merecido o meu particular empenho e nas viagens de Estado que realizei a Angola, à Guiné Equatorial e a Portugal foram dados passos importantes no sentido de abrir novas possibilidades de cooperação que não podemos desperdiçar.

Pelo contrário, o país está obrigado a aproveitar as oportunidades que lhe são oferecidas, independentemente de quem tenha sido a iniciativa respectiva. Se não temos projectos, temos que prepará-los e desenvolvê-los para estarem prontos para implementação aguardando condições de financiamento e de execução. Há que trabalhar, não podemos recusar oportunidades relevantes para o desenvolvimento do país com fundamento na falta de projectos ou por não sabermos onde aplicar os recursos de uma potencial ajuda internacional. Esse é um trabalho prévio que tem que estar sempre feito, pronto e actualizado. Os agentes do estado, a administração pública, os titulares de cargos públicos e políticos têm que estar permanentemente preparados para dar resposta às oportunidades de desenvolver o nosso país. Sem condições que não sejam as relativas ao interesse nacional e ao bem-
-estar do povo.

É na esfera da imagem externa do país, como ressonância do comportamento dos agentes políticos, mas também do próprio comprometimento do povo enquanto força de trabalho interessada em fazer crescer São Tomé e Príncipe, que se joga uma parte importante do nosso futuro, do futuro das gerações vindouras.

Temos que deixar um legado firme, coerente e transparente em todos os domínios da vida. Em especial, nos sectores estratégicos como o da energia, petróleo e gás, bem como das infra-estruturas, é preciso que o povo Santomense e a comunidade internacional tenham informação e reconheçam transparência de procedimentos em todos os nossos actos e contratos.

Ao assim procedermos, as nossas acções diplomáticas, quer no quadro bilateral, quer no quadro de relações multilaterais, serão potenciadas e aceites sem reservas de princípio. Este é o caminho. Que não haja dúvidas e que haja a bondade de reconhecer o caminho e de o percorrer sem outros interesses que não os de bem servir o povo.

Compatriotas

Apesar de todas as dificuldades, gostaria de terminar com uma palavra de confiança no futuro.

Acredito nas nossas capacidades para vencer todos os desafios e que saberemos estar à altura das circunstâncias e das exigências que a esperança num futuro melhor impõe.

A todos desejo bom trabalho.

    30 comentários

30 comentários

  1. zuchi dletu

    3 de Setembro de 2012 as 22:31

    Excelente discurso, que vem reforçar a estatura moderna e atual do Presidente Pinto da Costa como Homem de Estado, Agora não existem desculpas para a instabilidade politiqueira é tempo de governar, pois o PR reafirma ser o garante do diálogo institucional e da tão almejada quanto não desejada estabilidade governativa. Os que me desmentiam e estava,, contra mim e riam-se quando afirmava que lia no discurso de Pinto da Costa uma verdadeira e séria e credível vontade de não entrar em esquemas presidenciais a que nos fomos habituando de ver mudar de mês a mês governos, agora calem-se e mostrem-se capazes de fazer e governar a coisa publica, na justiça, na saúde, nas finanças, na economia em todos os aspetos necessários ao bem estar do povo. E aplauso para o distanciamento do Presidente sobre a questão da revisão da constituição, Assim vejo um Pinto da Costa, homem moderno, que aprendeu a lição a história, que não se deixa “enfeudar” por lógicas desviacionistas e partidaristas. Sei que vou, ser atacado pelos mesmos de sempre, mas desenganem-se, com este discurso, aqueles dos das velha guarda, para quem Pinto da Costa é “ícone” de outros obscurantistas tempos, [os saudosistas impenitentes da velha senhora ditadura] ou aqueles para quem Pinto da Costa é um velho “monstro” da ditadura, culpado de todas as culpas, pois o atual Pinto da Costa, do discurso da posse e reaparecido neste discurso, é o atual Pinto da Costa de todos os santomenses, mesmo dos que antes perderam com a ditadura que ficou para os tempos escuros da história. Pinto da Costa não caiu no facilitismo do protagonismo que tanto tenta os homens de Estado, não desempenhou nem aceitou cargos, depois da abertura de 1991 e de ter deixado de mandar! não montou empresas, ficou no seu canto do pantufo a refletir sobre o seu tempo de mandar e aprendeu com a história, e é isso que tem mostrado. Surgiu depois de vinte anos de viver santomé, e aí está este terceiro homem novo, ressurgido dos tempos, para mostrar, com força moral, que é UM [senão mesmo o único] dirigente africano que se pode levantar e até gritar contra a corrupção! Bem Haja Senhor Presidente Pinto da Costa.

  2. ANCA

    3 de Setembro de 2012 as 23:50

    É altura de olhar para o País-São Tomé e Príncipe (Território, Mar, População), como um todo, homogéneo, procurando Organizar, Estruturar, Planear, Investir, com transparência e rigor, nas potencialidades, que tragam crescimento e desenvolevimento sustentável.

    É necessário, sentido de Estado( Estado este da qual pertencem todos os cidadãos Sãotomenses), é preciso rigor e transparência de justiça, na administração/gestão pública, bem como privada, é preciso sentido de responsabilidade, de humildade, um perfil de rectidão, de verdade, de honestidade, de ponderação, de compromisso, de altruísmo, no modo de ser estar, pensar e fazer, dos agentes políticos com responsabilidades, perante o eleitorado que os elegeu.

    É altura

    Caros cidadãos de mudarmos o estado em que o País(Território, Mar, População) se encontram, na miséria, fome e pobreza extrema. Deve ser um compromisso de todos para com o País que nós viu nascer.

    Muitos diagnósticos, estudos e projectos já foram feitos, mas o tempo presente, obriga-nos caros cidadãos SãoTomenses, á sentar-mos todos juntos, pôr-mos em ordem ás nossas ideias, projectos, estudos de curto, médio e longo prazo, mediante organização, orientação, planeamento, de pensamento e acção, mediante o dialogo, honesto, humilde e ponderado, com sentido de responsabilidade, de rigor e transparência, com sentido de Estado, pôr em prática, mediante o compromisso de todos para todos os SãoTomenses, para o bem comum, para o bem do crescimento e desenvolvimento sustentável do País(Território, Mar, População).

    Temos o dever e obrigação, como Cidadãos SãoTomenses, como Profissionais e Técnicos SãoTomenses, de pensar, analizar, discutir, conversar e debater, mediante Works Shops, Palestras, Debate Político, Debate Público, Tertúlias, atarvés do diálogo e comprensão, honesta e ponderada, que Orientação, que Rumo, que Organização, á curto, médio, e longo prazo, queremos ver, na nossa área de influência social e profissional, enquanto Cidadãos SãoTomenses, enquanto profissionais SãoTomeses, tomemos á redea do futuro que queremos para o País, enquanto Sociedade cívil organizada, enquanto cidadãos.

    Pois o tempo de agir é hoje e agora.

    Submetamos mediante a Organização/Associação, enquanto Cidadãos SãoTomense, enquanto Profissionais SãoTomenses, enquanto Sociedade Civil SãoTomenses Organizada, á Assembleia da República, os nossos estudos, projectos e conclusão, para apreciação, e a classe Política oragnizada, tem o dever a obrigação de analizar, para pôr em pratica, passar á acção, de modo transparente, mediante a colaboração e parceria estratégica, com os nossos parceiros de cooperação, para em conjunto, concretizamos acções, que devem ser benéficas, para todas á partes envolvidas, bem como para o nosso planeta, o nosso mundo.

    Enquanto Sociedade Civil Organizada, enquanto cidadaõs SãoTomenses

    É altura de pôr-mos em acção

    O que pensamos, queremos e definimos ou que vimos á pensar, definir e querer, sobre á Organização(rigor, tranparência e eficácia),Estrutura, Planeamento, Investimento á curto, médio e longo prazo;

    No sector da Educação/Formação, Etica, Moral, Deontologia Profissional

    No sector da Saúde, da Medicina Alternativa.

    No sector do Desporto, Lazer e Turismo, Transporte e Comunicação,

    No sector da Política, Etica, Moral, Deontologia Política

    No sector do Ambiente, Ordenamento do Território, Mar, Ar

    No sector da Economia, Agricultura, Pescas, Mar, Pecuária.

    No sector das Finanças, Impostos e Contribuições, Pensões, Prestações Sociais.

    Para o Crescimento e Desenvolvimento Sustentável do País (Território, Mar, População).

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

    • ANCA

      3 de Setembro de 2012 as 23:57

      Passo á acrescentar o que, pensarmos, dicidirmos e queremos sobre;

      O Sector fundamentál na construção, orientação, organização, pilar basilar de Estruturação e Sustentabilidade, para o crescimento e desnvolvimento de qualquer Sociedade, Comunidade;

      O Sector da Justiça

      Pratiquemos o bem

      Pois o bem

      Fica-nos bem

      Deus abençoe São Tomé e Príncipe

      É imperioso que trabalhemos árduamente

      • ANCA

        4 de Setembro de 2012 as 0:08

        Sem esquecer o sector da Defesa e Segurança Interna

        Bem como todos outros sectores que faltam aqui enumerar.

        Bem Haja

        Pratiquemos o bem

        Pois o bem

        Fica-nos Bem

        Deus abençõe São Tomé e Príncipe

  3. Seja Feita a Sua Vontade

    3 de Setembro de 2012 as 23:52

    Sim senhor!!!! Nota bastante positiva para um discurso com tanta substância, muito bem organizado, com uma mensagem clara e objectivos políticos bem articulados na sua extensão. Eu que já fui crítico de Pinto da Costa tenho de reconhecer a grandeza desta discurso e dos objectivos enunciados no mesmo. Temos Homem. É muito raro, salvo algumas excepções, encontrarmos uma grande veia institucionalizadora num discurso de políticos cá em S.Tomé. Preocupação com temas como: estabilidade, mas não a qualquer preço; transparência nos assuntos económicos; actualização da lei Eleitoral criando condições para a participação da diáspora; criminalização do “banho”; combate contra a corrupção;etc. Gostei muito cota Pinto. Finalmente temos Homem depois de dez longos anos de Fradique e Trovoada com as suas brincadeiras que arruinaram o nosso país. Contine assim senhor Presidente. Muitos anos de vida.
    Um bem haja

  4. Lagaia

    4 de Setembro de 2012 as 0:41

    Regressou em forma de anjo, foi clonado e melhorado ou tem um irmão gémeo que desconhecíamos?

    O mais certo é que está bem assessorado.
    Pelo menos soube escolher
    Continua assim que qualquer dia darei-te o benefício da dúvida.

  5. Helio Nazaré

    4 de Setembro de 2012 as 8:10

    Só tenho a dizer que gostei muito do discurso. Espero que todos os fazedores da politica, dos tribunais, funcionarios publicos e privados e a população em geral tirem a ilação do mesmo discurso e comecem a trabalhar paro o bem do país.

  6. Herminia

    4 de Setembro de 2012 as 8:20

    O tempo passa, as coisas mudam e o Homem muda.O Pinto da Costa, mudou. Sigamos o exemplo do “PAI GRANDE”, que me desculpe.
    Assim sim, é ser PR, presidente de todos os são-tomense, está agindo como um verdadeiro PAI GRANDE,um verdadeiro pai, é aquele que interiorize em si, seja qual o conflito existente entre os filhos, ele apenas procura reconciliação, nunca tiçar o conflito. Nunca deve, na primeira mão, tomar parte no conflito dos filhos, deve sim encontrar a paz, a reconciliação através de dialogo.Isso sim, o Senhor PR demonstrou de facto ser “PAI GRANDE”. Que Deus Lhe Proteja, Senhor Presidente.Não ceda as tentações, agi de conformidade com a Lei, com a sua consciencia, com justiça, quando achar conveniente, nunca, segundo a vontade e o interesse dos outros. O Povo está consigo.
    Alias, o PR está cumprindo aquilo que tinha dito,que não queria, individualmente, compromisso, com ninguém, terá sim o compromisso com o Povo de São Tomé e Principe,por isso naltura da campanha, disse, apoie quem quiser apoiar.Por isso a esses interesseiros politicos, que apenas estão tentando minando a relação institucional, se tivesse pensado em POVO de STP, pelo contrario, deveriam fazer tudo para acalmar essa tensão, nunca, vir a praça publica meter mais fogo na fogueira. A eles, isto é uma lição.Deixemos de politiquice e unamos todos em torno do bem comum, o desenvolvimento de STP. Isso não significa, o comodismo, deixar andar, não, significa sim, respeito, responsabilização, assunção, legalidade e diversidade.
    Viva STP,

  7. mudança

    4 de Setembro de 2012 as 8:22

    Que bem se tivessemos um primeiro ministro e governo no seu todo a nível do Presidente da Republica que temos!? Quem sabe um dia…

  8. Aristides Barros

    4 de Setembro de 2012 as 8:39

    Sempre disse que a maior desgraça dos santomenses foi ter maus Presidentes ao longo dos 37 anos da nossa independência.Não acreditava que um homem que dirigiu um regime ditatorial conseguia conviver com a democracia.Pelos vistos estou errado e espero que esteja mesmo. Gostei do discurso e espero que cada político e cada santomense interiorize cada palavra desse discurso.

  9. JOSE CARLOS

    4 de Setembro de 2012 as 8:59

    Subscrevo na integra as palavras do Presidente da República, só me parece que as mesmas estão em contraciclo com a atitude do Primeiro Ministro, do Governo e do Parlamento., Daí a necessidade de se fazer reformas urgentes ao sistema, pois, como ele está senhor Presidente, por mais reais que sejam as suas palavras não vamos lá

  10. Filósofo

    4 de Setembro de 2012 as 10:14

    Só não tropeça quem não anda. Pinto da Costa tem sido uma àgua morta. Uma presença enexistente. Com discursos formais e enlatados à moda antiga, e sempre lidos num empolgante “pretuguês”, Pinto vai cada vez se assemelhando ao Fidel Castro.
    Dotado de algum egocentrismo, vai vivenddo à margem dos grandes problemas da Nação perante um sistema politico-social que exige pragmatismo e intervencionismo. Em democracia há que se aparecer e entrar no bailé, e não autoendeusificar-se eternamente sob a capa de “pai-grande”.
    Democracia não precisa de discursos saudosistas, ainda mais sempre lidos, e, por sinal, escrito por outros…
    Pinto precisa matricular-se na escola do Miguel Trovoada…

    • Não Seja Feita a Vontade Dele

      4 de Setembro de 2012 as 12:10

      Escola de Miguel Trovoada???? Você é brincalhão, mau caro. Eu que nunca gostei de Pinto tenho de reconhecer que ele está a me surpreender positivamente.
      O Miguel Trovoada desgraçou este país com problemas pessoais, intrigas, cleintelismo e tratou os sãotomenses como coisa que fossem seus funcionários e súbditos. E para complementar colocou a cereja em cima do bolo dando de bandeja a presidêncoa ao Fradique de Menezes para que este em jeito de palhaço de serviço passasse a vida a entreter o mundo fazendo de todos nós que cá vivemos autênticos palhaços. O senhor quer que este tempo regresse?? O tempo em que todos os Sãotomenses eram palhaços e vivia-se uma grande instabilidade política? Isto é brincadeira ou quê? Em que mundo o senhor está????

  11. Fernando Castanheira

    4 de Setembro de 2012 as 13:54

    O comentario do sr. (FILOSOFO) e mesmo de um CEGO-MURDO-SURDO. Claro que depois de viver a custa do Miguel e Fradique nao poderia ter outra atitude. O Sr. Filosofo
    tambem podera candidatar daqui a mais cinco anos. OK?

  12. ZE PEDRO

    4 de Setembro de 2012 as 15:21

    Senhor Filosofo, fique sabendo que o senhor Miguel Trovoada como Presidente só contribuiu para afundar mais este País, pois as suas acções somente resultaram na em divisão no seio dos são-tomenses, que eu saiba, não houve uma medida que o senhor Trovoada tomou que fosse benefica para os são-tomenses em geral.., agora se o senhor foi um dos que andou a beneficiar dele isso é outra coisa

  13. Telavive

    4 de Setembro de 2012 as 18:03

    Enfim. O futuro a Deus pertence!

  14. Augerio Dos Santos Amado Vaz

    4 de Setembro de 2012 as 18:22

    Perdemos tanto tempo com tantos palhaços, eis que chegou a hora de estarmos bem representados. Um bem haja meu Presidente.
    Que tenha longa vida, para dar um rumo a esse barco encalhado no meu do oceano.

  15. Dondô

    4 de Setembro de 2012 as 18:44

    O Combate a corrupção também passa pelo afastamento no seu seio, elementos acusado Publicamente de ser corrupto, ou o simples ato de tentar corromper o terceiro, como forma de atingir o fim.
    Já todos sabemos que, a casa de corrupção é o nosso tribunal. O que tem feito para acabar com o referido mal? O exercício de funções sem se estar habilitado para tal, descredibilizando de forma crasso o sector, não são matérias que requere a sua atenção. O que tem sido feito? O que custa e quanto custa a suspensão de funções, deste ou aquele pela incompetência, incapacidade no exercício da atividade laboral? Sabendo que “ já tinha referido a um órgão de imprensa estrangeira, que ninguém quer tocar em ninguém: Tonomo Pá bô phia” Porque não é mandado inspecionar sector que julgar necessário para o efeito e, suspender de imediato os incompetentes?

  16. HLN

    4 de Setembro de 2012 as 20:44

    A História que um dia o culpabilizou por desgraça de STP. Um dia a mesma o absolverá.excelente discurso,vale a pena ler e reler.

  17. Cauteloso

    4 de Setembro de 2012 as 21:11

    Engraçado esta a tentar lavar a alma para ir para o ceú quando morrer. A alma do Lereno Mata esta a sua espera. Prepara que o bicho vai pegar.

    • Perola

      5 de Setembro de 2012 as 0:18

      Hum, rancoroso deixa de ta desejar mal, nao sei de historia de Lereno nenhum, mas lhe garanto depois de morte nao existe nada, essa nossa boca tudo apodrece e acaba tudo, ponto final, portanto sr presidente eu sai de minha casa p votar p sr com espetativa de ver as coisas melhores, nao fica so nesta coisa de homem de postura se ve as coisas mal, quem nao trabalha bem,ladroes, manda ler barras, tira fora das funcoes quando necessario, senao povo vai dizer ke sr ta ficar como dizem panina quer dizer parado. Forca Deus lhe de muitos anos de vida e com saude.

    • Augerio Dos Santos Amado Vaz

      5 de Setembro de 2012 as 13:08

      Cauteloso, devemos ser objectivos, nos nossos comentários. O Senhor, ou Senhora, sabe que o Senhor Dr. Manuel Pinto da Costa, nada tem haver com os incidentes que tiveram lugar, na cadeia da segurança do Estado que resultou na morte do Senhor Lereno da Mata, aliais a contrario de muitos, e de outros ex Presidentes das ex – colónias Portuguesa, o Senhor Dr. Manuel Pinto da Costa, nunca permitiu que houvesse pena de morte em S.Tomé. Mas, perdoou,todos aqueles que tentaram dar -lhe golpe de Estado, incluindo o Senhor Dr. Carlos Graças, que até foi nomeado, contra todos ou quase todos, Primeiro Ministro. Há Homem mais humanista que Ele em S.Tomé e Príncipe, país de gentes arrancoraras?

  18. Revolucionario

    5 de Setembro de 2012 as 7:47

    Senhor Presidente é com enorme satisfação que venho ai deixar as minhas humildes palavras, Depois de muitos anos fora de mandato quer que saiba que eu sempre acreditei na sua politica sou um jovem estudante no exterior e passamos dificuldades aqui pelo fato dos nossos políticos estarem a preocupar com seus intereces e não do povo, senhor Presidente o seu discurso nos faz ver que ainda existe alguém que pensa de verdade no nosso bem estar. Muito obrigado e força e coragem no seu mandato

  19. Povo STP

    5 de Setembro de 2012 as 9:50

    Finalmente….Temos Presidente da Republica.
    O rancor e ódio fez com que durante 10 anos Fradique de Menezes fosse Presidente da Republica do nosso STP. .!
    10 anos de barbaridade que se traduziu em 40 anos de atraso do nosso país. Senhor Miguel Trovoada e toda a sua família vocês fizeram e estão a fazer muito mal a STP.
    Se realmente existe Deus, um dia a justiça divina será feita.

    Viva Pinto da Costa, o nosso Presidente de sempre e para todo o sempre, amém…

  20. DA e DOI

    5 de Setembro de 2012 as 9:55

    Muito obrigado Sua Excelência. Grande lição para Patrice Trovoada que dizia que o senhor não sabia governar na democracia, que teria que pedir apoio do seu pai e dos outros politicos. Agora é ele que vem dizer que esta dupla de Pinto e Trovoada o país terá solução. Hipocritas como sempre…..

  21. jorceley afonso

    5 de Setembro de 2012 as 10:03

    Quanto ao discurso da sua excelência quero deixar bem claro que ñ há novidades principalmente no diz respeito a corrupção,como é possivel visto que a justiça ñ funciona.A minha pergunta é o seguinte(o que estar a ser feito para combater o tal problema),segundo o discurso realizado numa entrevista a RTP Africa admitiu que a pessoas em que não se pode tocar…muna expressão que dizia(tónómú bô cá pía)..com tudo isso posso garantir que o nosso ter pé para andar visto que cada um faz o que quer e abuzando do poder político o qual têm,quanto as cooperação o estado tem que começar a por no segundo plano o 1º plano do meu ponto de vista seria criação do sua própria sustentabilidade………………

  22. Kebla

    5 de Setembro de 2012 as 13:40

    Sr. Presidente! Continue no seu sofá a garantir a constituição com a sua reforma bem garantida pelo Povo. De tanto ler e reler a constituição, espero que não se canse dela.
    Ahhh! esqueci-me… mande que lhe escrevam mais discursos destes pois o tipo que mora em obôzequentxi ouviu e o seu nivel de vida melhorou substancialmente. Francamente…faça algo concreto e deixe-se de se desculpar nos poucos poderes que a constituiçao lhe permite. Lute para alterá-la e tenha ideias de como fazer por este País. Aliás o Sr. nem precisa inventar nada. É só copiar o que é bom e adaptar a nossa realidade. Faça isso que o Povo santomense há-de o reconhcer como Pai Grande não sei de quê…Talvez por ter esbanjado tanto na primeira República o que sobrou do periodo colonial. Pois até a decada de 1980, apenas delapidou o erário publico. Enfim, aguas passadas, mas não dá para esquecer.
    Apesar de tudo não é dos piores politicos santomenses. Pelo menos reconheço em si alguma personalidade. De resto, admiro muito sinceramente como é que os senhores conseguem ter seguidores neste turbilhão de miseria, falcatruas e corrupcção que assolam o País. E o sr. continua apenas a discursar….É preciso ter estômago para ouvir seus belos discursos e dormir em paz.
    Não sou um revoltado, mas acredito que a lista dos incorformados continua a crescer.
    A luta por um STP melhor tem de continuar.
    Continuem a apertar o cinto ao Povo, talvez um dia o povo tente o soltar como aconteceu na Líbia, Egipto e actualmente na Siria.

  23. Dedo cá fédé

    5 de Setembro de 2012 as 14:36

    Este sempre fez a diferença e continuará a fazê-lo.

    Um bom entendedor pouca palavra basta.

    Uma vez ” Dêçu cá dá Sun ópé liso cum mon lisuê”.

  24. Mina Téla23

    5 de Setembro de 2012 as 21:18

    Está um discurso muito bonito e ideal. É facto. Mas a situação do nosso país precisa de medidas urgentes/acções que façam as coisas acontecerem meeesmo.
    Não que seje menos importantes o apelo à união e ao trabalho, porém, acredito que já se ultrapassou a fase dos discursos, apenas. Há que se ater ao tempo e às necessidades da população santomense de uma forma concreta.
    O que quero dizer com isso? Que há necessidade em sermos mais precisos em cada área de gestão. Apresentar objectivos claros e TRABALHAR de uma vez. Ou seja, já são suficientes os discursos de “vamos isso ou aquilo”. Queremos e PRECISAMOS de “ESTAMOS A FAZER ISSO E AQUILO”.
    Como santomense entristece-me a forma como o povo é tratado, o descaso dos nossos representantes. Há que se atentar também à esse ponto, qual seja, da escolha de quem nos representa. Infelizmente, nunca pude votar por um motivo bem claro, a idade mínima. Não obstante, quero deixar aqui o meu contributo através da minha voz e opinião.
    Um abraço à todos santomenses.

  25. fa do pinto

    5 de Setembro de 2012 as 21:44

    sou joven dizia e digo os meus colega k o homen serto eh o pinto diziao k sou maluco ,mas tou muito contente com o comportamento da nossa salvacao em stp

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